segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

1250: Importância das barras da Ria Formosa em debate no Café Oceano

O Café Oceano convida André Pacheco, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da Universidade do Algarve para falar sobre "As barras da Ria Formosa: evolução e importância". O encontro é dia 3 de março, no Pátio das Letras, em Faro.


 


O investigador do CIMA irá apresentar as conclusões de vários anos de observação sobre a dinâmica, evolução e gestão das barras da Ria Formosa.


 


A sessão do Café Oceano é às 18h30 e a entrada é livre.


 


O Café Oceano é um espaço de discussão informal sobre assuntos relacionados com o oceano, que nasceu de uma ideia original dos alunos de Oceanografia da antiga Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) e de Cristina Veiga Pires, docente naquela faculdade e atualmente subdiretora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve.


 


Fonte: Observatório do Algarve

Dados da Estação Meteorológica de Olhão (não oficial)

Dados referentes ao mês de Fevereiro de 2011


 


Dia

Temperatura


Máxima (ºC)



Temperatura


mínima (ºC)



Precipitação


(mm)


          Observações          
1 13.4 4.1 0 Céu pouco nublado
2 15.2 2.5 0 Céu pouco nublado
3 16.2 2.2 0 Céu pouco nublado
4 18.1 2.6 0 Céu pouco nublado
5 17.2 6.0  0  Céu pouco nublado 
6 16.5  3.8  0 Céu pouco nublado 
7 16.4  5.9   0  Céu pouco nublado 
8 17.3 6.6  0

Nevoeiro de manhã


Céu nublado com abertas 


9 17.0  8.6  0  Céu nublado
10 17.4 8.0  0  Céu pouco nublado
11 17.2 6.3   0  Céu nublado
12 17.6 9.1  0  Céu limpo
13 17.0 5.9  8

 Céu nublado


Aguaceiros


14  16.0 6.2  2

 Céu nublado


Aguaceiros


15  15.8  7.6  27

Céu nublado. Vento forte.


Chuva. 


16  16.0  6.6  13

Céu nublado. Trovoadas 


Aguaceiros fortes e granizo 


17  16.6  8.6  0  Céu nublado com abertas
18  16.8  7.2  0 Céu nublado 
19  18.0  11.2  5 Céu nublado. Aguaceiros 
20  18.3  9.8  0 Céu pouco nublado 
21  20.0  9.7  0 Céu pouco nublado 
22  20.1  9.2  0 Céu pouco nublado 
23  20.2  9.8  0  Céu limpo
24   22.4   9.8  0  Céu pouco nublado
25  23.3  10.9  0 Céu limpo 
26  23.2  10.8  0 Céu limpo 
27  22.1  9.2  0 Céu limpo 
28  19.1  9.0  0  Céu pouco nublado

1249: Previsão meteorológica para a semana de 28 de Fevereiro a 6 de Março de 2011

Previsão meteorológica no Algarve para os próximos dias:


 


Dia 28 (2ªfeira) - Céu pouco nublado. Vento moderado de norte. Descida de temperatura.


 


Máximas: 15ºC - 19ºC
mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros. Temperatura da água do mar: 16ºC


 


Dia 1 (3ªfeira) - Céu pouco nublado. Vento fraco a moderado de norte. Descida de temperatura.


 


Máximas: 13ºC - 17ºC


mínimas:  4ºC - 8ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros. Temperatura da água do mar: 16ºC.


 


Dia 2 (4ªfeira)  - Céu pouco nublado. Vento fraco a moderado de norte. 


  


Máximas: 13ºC - 17ºC


mínimas: 3ºC - 7ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros.


 


Dia 3 (5ª feira) - Céu pouco nublado. Vento moderado de nordeste. 


 


Máximas: 13ºC - 17ºC


mínimas: 4ºC - 8ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros.


 


Dia 4 (6ª feira) - Céu pouco nublado aumentando de nebulosidade. Vento moderado de leste.


 


Máximas: 13ºC - 17ºC


mínimas: 5ºC - 9ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 metro tornando-se ondas de sueste.


 


Dia 5 (Sábado) - Céu muito nublado. Vento moderado a forte de leste. Aguaceiros e condiçoes favoráveis à ocorrência de trovoadas.


 


Máximas: 12ºC - 16ºC


mínimas: 5ºC - 9ºC


 


Estado do mar: Ondas de sueste com 1 a 1.5 metros.


 


Dia 6 (Domingo) - Céu muito nublado. Vento moderado de leste. Aguaceiros.


 


Máximas: 12ºC - 16ºC


mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sueste com 2 metros.


 


Precipitação prevista para esta semana: 10 mm a 30 mm

domingo, 27 de fevereiro de 2011

1248: Os relatos dramáticos dos estragos no Algarve causados pelo ciclone que atingiu Portugal há 70 anos

No dia 15 de fevereiro de 1941, um ciclone extra-tropical atingiu o país, deixando um rasto de mortes e prejuízos por toda a parte. Hoje continuamos aqui a descrever o que se passou no Algarve, nesse fatídico dia há 70 anos.


 


Em Portimão, «o ciclone, que atingiu cerca de 150 km/h, causou grandes prejuízos nesta cidade e seu porto, na Praia da Rocha e campos vizinhos. No porto, garraram muitas embarcações e outras foram à deriva rio acima, depois de rebentadas as amarras. As águas do rio subiram, inundando completamente o largo Heliodoro Salgado e as ruas circunvizinhas».

Os prejuízos «sobem a milhares de contos. (…) Árvores arrancadas pela raiz, sementeiras destruídas, casas desmoronadas, grandes avarias nas redes eléctricas, telefónica e telegráfica. A casa Fialho deve ter sido a que mais prejuízos sofreu. O vento deitou a terra a sua fábrica de S. Francisco. Casa do descabeço, casas de enlatar, armazéns, casas dos operárias – tudo o vento arrasou», referiam os jornais da época.

«Abateu o barracão da Junta Autónoma dos Portos do Algarve, ficando esmagados alguns barcos do Club Naval de Portimão que lá se encontravam», acrescentava o periódico.

Os mercados do peixe e agrícola ficaram sem telhado e na Praia da Rocha o cinema ficou destruído. O jornal local «Comércio de Portimão» refere, na sua edição de 18 de fevereiro de 1941, que o ciclone atingiu o pico na cidade às 13 horas de sábado, com tal violência que «grande parte da população julgou chegado o seu último dia», as pessoas que «se aventuravam a circular nas ruas foram derrubadas e atiradas ao chão ou de encontro às paredes dos prédios».

Enquanto isso, na Baixa de Portimão, «voaram a maior parte das lâmpadas e globos dos modernos candeeiros».

Na Mexilhoeira Grande, «os favais estão completamente perdidos e poucas esperanças restam de salvar qualquer colheita».

Também em Silves se registaram muitos danos: «abateu a fábrica de cortiça da firma Coutinho & C.ª. Morreu na derrocada um rapaz de 13 anos e ficou outro gravemente ferido».

Esta não foi, contudo, a única fábrica destruída, já que os jornais da época referem que «sofreram prejuízos importantes as fábricas de cortiça de Bento Monteiro, de José Cruz, de Abílio Braz, de Aldemiro Mira e José Duarte. No cemitério, caíram todos os ciprestes. Os eucaliptos e cedros que ladeavam a Cruz de Portugal, monumento nacional, caíram, tendo apenas destruído parte do gradeamento do monumento».

O ciclone terá derrubado em Silves mais de 300 eucaliptos, e os prejuízos neste concelho foram estimados em mais de 1000 contos. Na freguesia de Armação de Pêra, «o mar destruiu a esplanada, deslocando enormes rochas. Mais de quarenta barcos foram atirados contra os fraguedos, ficando estilhaçados. Os prejuízos foram enormes nas amendoeiras, nos favais e nos ervilhais de Pêra, região que abastece Lisboa».

Ainda em Algoz, «o mercado foi parcialmente destruído». Nesta localidade ocorreu, porém, um facto curioso: «as rajadas de vento levavam consigo água salgada, e atiraram aos ares os transeuntes desprevenidos».

Mas também em Alte (Loulé), choveu água do mar, «que queimou as plantas escapadas à fúria do temporal».

Na aldeia mais típica do Algarve, «algumas mulheres cozinharam com água aparada em vasilhas postas às goteiras, sem necessidade de lhe deitar sal. O resultado foi não poderem comer, por excessivamente salgados, os alimentos assim cozinhados. As próprias folhas das plantas, passado o temporal, tinham um sabor forte a sal».

Na hoje cosmopolita Albufeira, «o passeio marginal e a esplanada sofreram estragos. Sobre a ermida da Sr.ª da Orada caíram grandes ciprestes, que causaram prejuízos».

Ainda neste concelho, em Paderne, «toda a flor das amendoeiras e alfarrobeiras foi destruída».

Na Praia do Carvoeiro (Lagoa), «o mar invadiu a povoação arrastando os barcos através da rua principal. As casas dos habitantes, os chalés dos veraneantes, balaustradas e a escada que dá acesso à praia, sofreram danos enormes. Grandes blocos de pedra e areia cobriram as ruas».

Na estrada entre esta então aldeia e Lagoa, «foram arrancados pela raiz onze grandes eucaliptos, que destruíram numa grande extensão, a canalização de água desta vila». Ainda em Lagoa «abateu um armazém do Sr. Graça Mira».

Destruição sobre devastação que se repetiu um pouco por todo o Algarve, até no Cabo de São Vicente, se verificou um episódio inédito: «as vagas atingiram mais de 50 metros de altura, alcançando a instalação do farol [penetrando na casa das máquinas, facto até hoje nunca verificado]. Foram arrancadas rochas com o peso de muitas toneladas e projectadas a grande altura».

Nas Caldas de Monchique, «a famosa mata sofreu prejuízos enormes. Sobre a Pensão Internacional caiu um eucalipto que causou importantes danos. Na estrada de Portimão a Silves, foram derrubadas centenas de eucaliptos».

Também em Monchique houve casas destruídas e muitas árvores caídas.

Em Odeceixe (Aljezur), «o vento partiu e arrancou árvores, destelhou a maior parte dos prédios da povoação e fez cair a platibanda do prédio do Sr. José Paulino da Silva. As várzeas foram invadidas pelas águas do mar».

Já em Lagos, «o mar danificou a linha férrea, próximo da praia de S. Roque, e derrubou a parede fronteira ao mercado do peixe, pondo em risco as embarcações que se tinham refugiado na Porta de Portugal. O vento derrubou as chaminés de seis fábricas de conservas de peixe e de muitas casas particulares e a balaustrada do edifício dos Paços do Concelho. Como em todo o Algarve os prejuízos foram importantes no arvoredo».

No Sotavento, em Olhão, ocorreu ainda um facto singular: «tal violência atingiu o ciclone que uma lancha foi pelo ar desde a ria até ao Largo da Feira, numa distância de cerca de cem metros. Em frente à praça do peixe, dois homens foram erguidos pelo vento e atirados de encontro à parede».

Já a «cobertura da serração Leal desapareceu por completo», enquanto um moinho de vento, propriedade do Sr. Tomás Saias, era derrubado.

Mas foi nesta localidade que ocorreu um dos episódios mais emocionantes daqueles dias, o naufrágio dos veleiros «Alvorada» e «Natal»: «Ambos estavam carregados de conservas quando o ciclone chegou. Em poucos minutos, os barcos afundaram-se, enquanto outros (cercos de pesca e de diferentes categorias) eram arremessados de encontro às muralhas da doca, com formidável estrondo. Apavorados, vendo que a fúria do mar aumentava, os tripulantes do «Natal» e «Alvorada» subiram aos mastros e ali ficaram agarrados, com as forças centuplicadas pelo desespero. (…) Em altos gritos, pediam auxílio divino, pois viam que de terra, era impossível, nessa altura, mandar-lhes socorro. Da vila centenas de pessoas presenciavam, aterradas, aquela cena medonha. De súbito, houve um grito de espanto. Um homem, um valente – João Custódio, casado, 48 anos, natural de Olhão – meteu-se no seu barquito e, perante todos os que o viam, tentou raivosamente ir socorrer os infelizes António Lemos e Manuel Bocas. O que se seguiu foi espantoso! As ondas ameaçavam tragar o frágil madeiro, de um instante para o outro. Mas o valoroso marítimo reagiu e alcançou o seu objectivo, recolhendo os dois desgraçados, que choravam de agradecimento. Daí a pouco, o mar vingou-se. O arrojado João Custódio foi projectado de encontro à muralha por uma onda monstruosa. O barco sumiu-se por um turbilhão de espuma. Todos julgaram que o temerário marítimo perecera, mar viram-no emergir e alcançar a terra. Da embarcação nada se salvou».

Quanto aos outros pescadores e de uma forma idêntica foram salvos e «afectuosamente recolhidos na residência de madame Eugénia Macé, gerente da fábrica Lory, que lhes deu agasalhos e bebidas quentes».

Na então vila piscatória afundaram-se quatro barcos, três batelões e dezenas de barcaças vazias, «que foram afundadas ou partidas, alem de inúmeros pequenos barcos de pesca, cujos humildes proprietários ficam na maior miséria».

Os prejuízos só dos quatro barcos de conservas afundados foram calculados entre 900 a 1000 contos, «importância parcialmente coberta pelo seguro».

Mas muitos outros prejuízos houve “especialmente nas fábricas de conservas, a Guerreiro & C.ª sofreu danos no valor de 18 000$00, e a de Pedro José, no de 50 000$00».

(Continua)

Nota: O jornal «Comércio de Portimão» foi gentilmente cedido pelo Centro de Documentação do Museu de Portimão.


27 de Fevereiro de 2011 | 10:41
Aurélio Nuno Cabrita*


 


Fonte: Barlavento Online

sábado, 26 de fevereiro de 2011

1247: Ambiente: 28 cidades portuguesas já aderiram ao apagão mundial

Faro, Lisboa ou Esposende são algumas das 28 localidades portuguesas que já confirmaram adesão à Hora do Planeta 2011, um "apagão" marcado para 26 de março, em todo o mundo, para alertar contra o aquecimento global.


 


O objetivo da Hora do Planeta, que será entre as 20:30 e as 21:30, é levar os cidadãos a desligarem as luzes, assinalando o seu compromisso com o planeta, partilharem histórias e ações que beneficiem o planeta, através da internet, e adotarem comportamentos diários sustentáveis, como explica a WWF, a associação ambientalista promotora da iniciativa.


 


Obras ou monumentos portugueses como a Ponte 25 de Abril, Teatro D. Maria II, Aqueduto das Águas Livres, estações de comboios do Rossio e Santa Apolónia, Cristo-Rei, Lajes do Pico (Açores) ou Forte de Santa Catarina juntam-se a milhares de outras construções em vários países a ficar "às escuras", avança a WWF.


 


A rede da WWF/Hora do Planeta incentiva, desta forma simbólica, cidadãos e comunidades a "tomarem as rédeas" do seu destino e da proteção da Terra, transmitindo aos responsáveis locais a necessidade de alterar comportamentos com vista a proteger a natureza.


 


"Gostaríamos de chegar este ano a um número recorde de cidades portuguesas envolvidas na Hora do Planeta", depois das 11 em 2009 e das 26 de 2010, defende Angela Morgado, da WWF, citada no comunicado da associação ambientalista.


 


A Hora do Planeta 2011 "é um dos momentos mais marcantes da luta global contra as alterações climáticas para mostrar ao mundo que juntos podemos ir mais além e fazer algo poderoso", salienta a associação.


 


A WWF é uma organizações independente de conservação, com quase cinco milhões de membros e uma rede global ativa em mais de 100 países.


 


Fonte: Observatório do Algarve

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

1246: Biblioteca de Olhão distinguida pela Unesco

A realização de palestras sobre paz, ambiente ou defesa de direitos humanos são iniciativas que a Biblioteca Municipal de Olhão poderá vir a receber desde que esta semana passou a integrar a rede de bibliotecas da Unesco.


 


Em declarações à Lusa, o vice-presidente da autarquia, António Pina, referiu que a biblioteca, fundada em 2007, é a primeira no Algarve e a sexta no país a ser distinguida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).


 


A rede de bibliotecas associadas da Unesco, que conta com 500 membros em todo o mundo, visa encorajar as bibliotecas a desenvolver atividades como a promoção dos direitos humanos, da paz ou a luta contra o analfabetismo.


 


A organização internacional certificou a biblioteca de Olhão na quarta-feira, dia em que duas escolas do concelho passaram também a integrar a rede de estabelecimentos de ensino associados da Unesco em Portugal.


 


"É um reconhecimento ao trabalho dos colaboradores da biblioteca, das escolas e também da autarquia", frisou António Pina, confessando que a distinção é uma "motivação para continuar o caminho percorrido".


 


O galardão foi entregue pela secretária executiva da Comissão Nacional da Unesco em Portugal, Manuela Galhardo, que frisou que o público da biblioteca embora sendo "residual", já tem "alguma expressão" e inclui "muitos estrangeiros".


 


"Estes [os estrangeiros] ao procurarem a biblioteca acabam por motivar os funcionários para uma oferta mais diversificada de modo a corresponder às suas necessidades", considerou aquela responsável em comunicado enviado pela autarquia.


 


As escolas distinguidas com o galardão e que passaram também a integrar a rede internacional são a EB 2,3 Alberto Iria e Secundária Francisco Fernandes Lopes por trabalhos desenvolvidos sobre a Ria Formosa.


 


Fonte: Observatório do Algarve

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

1245: Obras de alimentação artificial da praia de Albufeira arrancam na quarta-feira

Os trabalhos de alimentação artificial da praia de Albufeira vão arrancar já dia 23 de fevereiro, quarta-feira, permitindo que as praias abrangidas possam acolher os milhares de veraneantes estimados para a próxima época balnear.


 


A empreitada, a cargo do Instituto da Água, contempla o enchimento do troço costeiro entre as praias do Peneco e o Forte de São João, numa extensão de dois quilómetros.

A alimentação artificial permitirá o alargamento em 30 metros do areal das praias do Peneco e dos Pescadores e em 50 metros das praias do Inatel e dos Alemães.

Orçada em três milhões de euros, esta intervenção vem aumentar a capacidade de utilização balnear em quatro praias e defender as arribas do desgaste causado pela erosão do mar.

Serão usados 600 mil metros cúbicos de areia dragada do mar, a profundidades de 20 metros.

Durante a cerimónia de apresentação pública do início da obra, que decorreu no sábado, em Albufeira, o presidente da Câmara Desidério Silva referiu que “um dos grandes benefícios deste projeto é garantir a segurança das arribas e proporcionar a turistas e residentes melhores condições de utilização das zonas balneares”.

A empreitada inclui ainda a construção de uma estrutura de retenção mergulhante na extremidade nascente da enseada, com o objetivo de evitar que as correntes marítimas voltem a retirar a areia que vai ser agora aí depositada.

De acordo com o presidente do Instituto da Água Orlando Borges, “a obra estará terminada no dia 24 de junho, evitando, assim, transtornos na época alta do turismo”.

O dirigente deste órgão pertencente ao Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território deu ainda a conhecer que a alimentação do troço poente terá início em março, enquanto a zona nascente apenas começará a ser intervencionada em abril.


 


Fonte: Barlavento Online

1244: Previsão meteorológica para a semana de 21 de Fevereiro a 27 de Fevereiro de 2011

Previsão meteorológica no Algarve para os próximos dias:


 


Dia 21 (2ªfeira) - Céu pouco nublado. Vento moderado de noroeste.


 


Máximas: 15ºC - 19ºC
mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros. Temperatura da água do mar: 17ºC


Dia 22 (3ªfeira) - Céu pouco nublado. Vento fraco a moderado de norte. Subida de temperatura.


 


Máximas: 15ºC - 19ºC


mínimas:  6ºC - 10ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros. Temperatura da água do mar: 17ºC.


 


Dia 23 (4ªfeira)  - Céu pouco nublado. Vento moderado de norte. Pequena descida de temperatura mínima e pequena subida da temperatura máxima.


  


Máximas: 16ºC - 20ºC


mínimas: 5ºC - 9ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros.


 


Dia 24 (5ª feira) - Céu pouco nublado. Vento fraco de leste. Pequena subida da temperatura máxima.


 


Máximas: 18ºC - 22ºC


mínimas: 7ºC - 11ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros diminuindo para 3 metros.


 


Dia 25 (6ª feira) - Céu pouco nublado. Vento fraco de nordeste.


 


Máximas: 19ºC - 23ºC


mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros.


 


Dia 26 (Sábado) - Céu pouco nublado. Vento fraco de norte.


 


Máximas: 19ºC - 23ºC


mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 metro.


 


Dia 27 (Domingo) - Céu pouco nublado. Vento fraco de norte.


 


Máximas: 17ºC - 21ºC


mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sudoeste com 1 metro.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

1243: Portagens na Via do Infante: luta pode endurecer se falhar diálogo com o Governo

Ainda não estão “concertadas” outras medidas de protesto entre as entidades que compõem a Plataforma de luta contra as portagens na Via do Infante, mas uma delas é o recurso aos tribunais, através de uma providência cautelar.


 


Com a presença dos deputados de todos os partidos eleitos pelo círculo de Faro, com a exceção do PS, o fórum "Portagens no Algarve - Impacto Económico e Social", uma iniciativa da Plataforma de Luta Contra as Portagens na Via Infante reuniu hoje cerca de 200 participantes, entre autarcas, empresários, deputados e cidadãos.


 


Enquanto o dirigente sindical António Goulart da União dos Sindicatos do Algarve (UASAL/CGTP) interrogava os presentes sobre a continuidade da luta de protesto às portagens, para dar resposta a uma das maiores crises sociais e económicas do Algarve e o deputado do PSD Mendes Bota apelava a protestos na rua, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve e da câmara de Faro era mais cauteloso.


 


No balanço do encontro Macário Correia admitiu “o recurso a uma providência cautelar”, mas apenas se falhar o diálogo com o Governo, com quem a plataforma vai reunir na próxima quarta-feira, via secretário de Estado das Obras Públicas, após uma espera de 5 meses.


 


“Estão pensadas outras medidas, mas ainda não estão concertadas” entre todas as entidades que compõem a plataforma. “Somos pelo diálogo e pela negociação”, sintetizou.


 


Segundo o líder da AMAL, um dos organismos signatários do manifesto contra a introdução de portagens na A22, "estão a ser feitas diligências" e "já foram dadas instruções" à Euroscut para a colocação de pórticos naquela via.


 


"Queremos, nestas semanas que faltam em relação a essa intenção [instalação de pórticos], procurar demover o governo [da introdução de portagens], afirmou.


 


Macário Correia lembrou ainda que o Algarve é a região que mais contribui "per capita" para a receita fiscal do Estado.


 


O autarca foi também cauteloso, num 'piscar de olho' ao seu próprio partido, que defende a cobrança universal das portagens, realçando que não é intenção da plataforma “quebrar a solidariedade relativamente ao combate nacional”. Contudo, não deixou de referir que há problemas reais na economia do Algarve


 


“Não temos de pagar o que já está pago (a maioria da Via do Infante foi paga por fundos comunitários) e esta diferença tem de ser compreendida (pelo Governo), desabafou.


 


Vitor Neto, presidente da Associação Empresarial do Algarve (NERA) e anfitrião do fórum, já salientara: “Nunca pedimos privilégios, apenas alertamos para as consequências”.


 


Para Vitor Neto e relativamente ao impacto das portagens no setor de turismo, “o destino não tem força suficiente para “incomodar” o turista com compras de chips, saldos, devolução de valores e etc", isto quando se prevê que em termos de competitividade a vizinha Andaluzia tem uma vantagem próxima dos 20% relativamente a receitas fiscais.


 


Vitor Neto lançou ainda o desafio de a plataforma “realizar mais sessões em diversas cidades do Algarve, para esclarecer todos” sobre o significado desta medida na economia da região.


 


O mesmo trajeto na A22 com portagens custará mais do dobro do que na Andaluzia


 


Um trajeto de 300 quilómetros na Via Infante (A22), no Algarve, vai custar mais do dobro do que o mesmo percurso numa autoestrada da Andaluzia após a introdução de portagens, estimou hoje um investigador da Universidade do Algarve, adiantou o investigador Fernando Perna.


 


Segundo um cenário apresentado pelo docente da área do Turismo, um percurso de 300 quilómetros na A22 - incluindo combustível e portagens -, custará 51,18 euros, mais do dobro dos 23 euros de gasto estimado para o mesmo percurso na Andaluzia.


 


Fernando Perna alerta ainda que as portagens vão provocar um aumento da carga fiscal sobre o turismo, sobretudo nas visitas dos excursionistas da Andaluzia, que são aqueles que ficam na região apenas um dia sem dormida em alojamento.


 


De acordo com a estimativa daquele docente, para uma viagem de 300 quilómetros na A22 já com portagens a carga fiscal passará a representar 79,6 por cento do preço final contra os atuais 61,6 por cento.


 


Dados recentes apresentados pelo investigador indicam que mais de 80 por cento das entradas de espanhóis no Algarve se referem a excursionistas, num universo de cerca de um milhão de entradas de espanhóis na região por ano.


 


A criação de uma oferta integrada de transportes públicos no Algarve e de uma linha de autocarro guiado foram algumas das soluções apresentadas por outros especialistas para uma melhor organização da mobilidade na região.


 


De acordo com outro docente da Universidade do Algarve, Manuel Tão, a introdução de portagens é um sintoma que revela o "cansaço" do modelo de mobilidade praticado na região nos últimos 20 anos.


 


O especialista diz que a "Rua Nacional 125" não é uma alternativa à A22. E defende uma moratória à introdução de portagens na região, medida que, diz, vai "penalizar duplamente" - externa e internamente -, o Algarve.


 


O engenheiro João Reis Simões defende, por seu turno, que seja estudada a hipótese de introdução de um autocarro guiado, que circularia em via própria, e que apresenta mais vantagens do que o comboio.


 


De acordo com aquele responsável, os comboios no Algarve transportam apenas 5.000 passageiros por dia e um metro ligeiro, para ser rentável, teria que transportar 15.000 por hora e por cada sentido de rota.


 


Fonte: Observatório do Algarve

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

1242: XVIII Feira dos Enchidos Tradicionais de Monchique - Dias 5 e 6 de Março

Nos próximos dias 5 e 6 de Março, decorrerá a XVIII Feira dos Enchidos Tradicionais da Serra de Monchique, estando a inauguração oficial marcada para as 11h00 de Sábado.


 



O certame conta com cerca de meia centena de expositores, onde os visitantes podem experimentar o verdadeiro gosto da tradição através dos já reconhecidos enchidos, do excelente medronho e do mel da região, da singularidade do artesanato local, dos deliciosos doces e dos pratos típicos que enriquecem a gastronomia local tradicional, confeccionados à base de carne de porco preto.


 


Na edição deste ano, a animação musical vai ser uma constante, tendo no Sábado o concerto com “QUIM BARREIROS” às 21h30 e no Domingo “7 SAIAS” às 19h. Durante os dois dias ocorrerão acções de animação complementar com FARRA FANFARRA.


 


Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Monchique mantém o seu esforço no sentido da recuperação e promoção das especificidades locais — as tradições, o artesanato e a gastronomia — apostando na promoção de um turismo sustentável em espaço rural.


 


Sendo a singularidade da gastronomia Monchiquense um factor de atracção inegável no contexto regional, que importa explorar cada vez mais e melhor, integrada no certame será dinamizada uma Mostra Gastronómica à qual aderiram, este ano os seguintes restaurantes do concelho, a saber: “ Fonte dos Chorões”, “ Charrette”, “Palmeirinha dos Chorões”, “Teresinha”, “Jardim das Oliveiras”, “Luar da Fóia”, “Paraíso da Montanha” e “O Parque”.


 


A Feira dos Enchidos Tradicionais é uma iniciativa promovida e organizada pela Câmara Municipal de Monchique, com o apoio da Direcção de Serviços Veterinários da Região do Algarve, Direcção Regional de Agricultura do Algarve, Associação dos Produtores de Enchidos de Monchique, Turismo do Algarve, Caixa Geral de Depósitos, Caixa de Crédito Agrícola do Algarve, Delta Cafés e Águas de Monchique.


 


Os sabores de outros tempos, o programa gastronómico, e a animação musical irão certamente constituir motivo para uma visita a Monchique, nos dias 5 e 6 de Março.


 


Horário do certame:


SÁBADO 10H00-23H00
DOMINGO 10H00-21H00
HELIPORTO MUNICIPAL


 


Fonte: CM Monchique


 






quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

1241: Mau tempo/Algarve: Autoridades registam 11 ocorrências desde segunda feira

O mau tempo registado no Algarve provocou desde segunda feira 11 ocorrências entre as quais cinco acidentes rodoviários, quedas de uma árvore e de uma estrutura, um deslizamento de terra e um desabamento de muro.


 


Em declarações à Lusa, fonte do Comando Distrital de Operação de Socorros (CDOS) adiantou que desde que foi ativado o alerta Amarelo, na segunda feira às 14:00, foram registados cinco acidentes rodoviários na região algarvia, nomeadamente em Loulé, com a colisão entre dois pesados que transportavam substâncias perigosas e que provocou um ferido grave.


 


Os restantes acidentes foram registados em Lagoa, Silves, Olhão e Castro Marim, mas sem feridos graves.


 


As autoridades registaram hoje de manhã a queda de uma estrutura em Olhão e a queda de uma árvore em Silves.


 


Um deslizamento de terra no concelho de Silves, uma derrocada de um muro em Albufeira e a queda de cabos elétricos em Faro somam as restantes ocorrências registadas pelo CDOS durante o período de alerta.


 


Depois do alerta Amarelo, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) elevou hoje o alerta, para Laranja, para os distritos de Faro, Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal e Viana do Castelo, até às 15:00 horas de quinta feira, devido à agitação marítima.


 


Fonte: Observatório do Algarve

1240: Ilha de Faro em risco iminente devido a ondulação forte

A previsão de forte ondulação até 5 metros, coincidente com marés vivas nos próximos dias, leva a Associação dos Utentes da Ilha de Faro (AUIF) a manifestar “extrema” preocupação quanto a “danos que podem ser irreversíveis” e atingir o aeroporto.


 



“A falta de uma solução para travar o processo de erosão costeira que desde há muito se faz sentir na Ilha de Faro, poderá causar danos irreversíveis na Ilha nos próximos dias, face à previsão de forte ondulação (5 metros) que coincidirá com a existência de marés vivas" alerta a AUIF, em comunicado.


 


De acordo com a associação, "já este inverno e por diversas vezes se registaram galgamentos da duna, que obrigaram a cortes no acesso à Ilha de Faro e ao derrube de casas na zona poente".


 


“Esta situação é particularmente grave, quando existem na Ilha de Faro dezenas de famílias que ali habitam de forma permanente, e que assim se veem isoladas, impedidas de aceder ou sair da Ilha e com os seus bens sob permanente ameaça” denuncia a AUIF.


 


Autoridade do Ambiente e Polis assistem de forma passiva


 


Reconhecendo que a situação que se agrava particularmente no inverno, quando a agitação marítima é mais intensa, os representantes dos moradores denunciam a forma “passiva” como as Autoridades do Ambiente com responsabilidades sobre a faixa costeira assistem ao agravar da situação, “mesmo depois de inúmeros estudos que ao longo de décadas têm sido realizados pelos considerados melhores especialistas nacionais”.


 


“Curiosamente as soluções destes especialistas passam sempre pelo derrube das construções existentes, quando a zona mais frágil da Ilha de Faro é a central, onde praticamente não existem construções”, ironiza o documento da AIUF enviado às redações.(Ver na galeria de imagens o impacto dos temporais de Fevereiro de 2010).


 


“A Sociedade POLIS Ria Formosa, que tem nas suas linhas de programação uma intervenção para solucionar esta situação, sabe que existem outras soluções, talvez mais dispendiosas à partida mas mais eficazes, duradoiras e mais baratas a médio e longo prazo, mas continua a alimentar os mesmos especialistas de sempre, com a encomenda de mais estudos”, acusa a AUIF.


 


“São os mesmos técnicos cujas propostas de intervenção apontam para ações como as que recentemente ocorreram na Fuzeta, onde foram gastos 1 milhão de euros que o mar levou em 2 dias ou os 6 milhões de euros da alimentação artificial da praia de Vale do Lobo, que deveriam durar 10 anos, quando decorridos 6 meses, parte substancial da areia já desapareceu” acentua a direção da associação.


 


Câmara de Faro é acionista da Polis e deve agir


 


Lembrando que a autarquia de Faro é um dos acionistas da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa S.A., instituída com o objetivo de requalificação e valorização da Ria, a associação reivindica uma posição do autarca Macário Correia porque considera “ser urgente intervir, e acabar com o palavreado e estudos”.


 


“Se os responsáveis e especialistas de sempre não têm nem estratégia, nem soluções efetivas ou capacidade para resolver este problema, que se demitam, mas esperemos que não o façam apenas depois de a duna romper, de metade da Ilha de Faro desaparecer e do próprio aeroporto poder vir a ser afetado” conclui a AUIF.


 


Fonte: Observatório do Algarve


1239: Aviso Vermelho no Algarve

Faro


Última actualização da informação:



Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011




Agitação MarítimaVermelho


Agitação Marítima


Para o período de: 2011-02-16 05:00:00
até: 2011-02-17 14:59:59



Altura Significativa das Ondas


Na costa ocidental: ondas de noroeste com 6 a 8 metros, aumentando para 8 a 10 metros.




Vento

Amarelo



Vento


Para o período de: 2011-02-16 05:00:00
até: 2011-02-17 11:59:59



Rajada Máxima do Vento


No litoral: rajadas da ordem dos 90 km/h.




Agitação Marítima

Amarelo



Agitação Marítima


Para o período de: 2011-02-16 05:00:00
até: 2011-02-17 11:59:59



Altura Significativa das Ondas


Na costa Sul: ondas de sudoeste com 3 a 5 metros.



 


Fonte: IM

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

1238: Algarve sofreu com o ciclone que atingiu o país há 70 anos, a 15 de Fevereiro de 1941

Há 70 anos, o Inverno resistia a ceder lugar à Primavera e, depois de vários dias de muita chuva, o pior aconteceu. Se a nefasta II Guerra Mundial ocupava até então, e consecutivamente, as primeiras páginas dos diários nacionais, um raro fenómeno meteorológico remeteu as notícias dos combates para as páginas centrais.


 


Um terrível ciclone extra-tropical atingiu e devastou Portugal, a 15 de Fevereiro de 1941. Nesse mesmo sábado, o jornal «O Século» publicava uma notícia relativa a Olhão, datada do dia anterior: «Um fortíssimo temporal – o terceiro destes últimos dias - assolou hoje [14 de Fevereiro] esta região, causando sérios prejuízos nas embarcações, muitas das quais foram arrojadas de encontro ao cais».

Se a notícia era já por si má, longe estavam os algarvios de imaginar o que ocorreria nesse fatídico dia 15 de Fevereiro.

O boletim meteorológico apenas previa «aguaceiros alternados com abertas; ventos do quadrante W bastante fortes com rajadas e golpes de vento forte durante os aguaceiros». Em suma, tudo apontava para uma situação idêntica aos dias anteriores, mas a previsão falhou.

Naquele dia, teve lugar a maior tempestade até então registada pelo Observatório Meteorológico de Lisboa, criado em 1854.

Em escassas horas, a pressão atmosférica baixou drasticamente, determinada por um cavamento extraordinário de uma depressão que se deslocou, numa fase inicial, dos Açores em direção à Península Ibérica e, posteriormente, paralelamente à costa ocidental do continente, de Sul para Norte.

O resultado foi uma violentíssima tempestade que atingiu o auge em Portugal às 15 horas daquele Sábado Magro.

Os ventos alcançaram em Lisboa uma velocidade de 127 km/h, semeando o terror na capital, como em todo o país.

As consequências foram nefastas: além de várias horas de pânico vivido pelas populações, registaram-se dezenas de vítimas mortais e elevados prejuízos materiais.

Em todo um cenário dantesco, o Algarve não foi exceção. A imprensa da época, como «O Século» e o «Diário de Notícias», divulgou amplamente os efeitos na região.

O primeiro daqueles periódicos traçou mesmo uma síntese a nível regional: «A província do Algarve foi assolada por um violentíssimo temporal, que causou prejuízos de grande monta, avaliados em dezenas de milhar de contos. A floração das amendoeiras foi desfeita pela ventania e tem-se como certa a perda quase total da produção do fruto, o que agrava consideravelmente a crise. Grandes trovoadas pairaram por toda a região. Muitas casas ficaram destruídas ou sem telhados e a violência da tempestade fez-se sentir, em especial nas zonas fabris e nos aglomerados de habitações de gente pobre. Há milhares de árvores derrubadas. No litoral, a tormenta atingiu inaudita violência e o mar tocado pelo ciclone, invadiu grandes extensões de terra cultivada, devastando completamente sementeiras e pomares. Por toda a parte há tristeza e desolação».

O vento terá soprado a uma velocidade de 140 km/h no Algarve e, nas palavras do correspondente do «Diário de Notícias», «tudo foi varrido, esfacelado, aniquilado».

Em Olhão, «muitas são as embarcações que estão avariadas ou afundadas. Várias embarcações carregadas de esparto foram atiradas para terra perdendo-se a carga. (…) Na fábrica de conservas Figueiredo & C.ª abateu o telhado, havendo prejuízos no valor de 150 contos. Outro tanto sucedeu a outras fábricas, casas e edifícios da companhia Portuguesa de Congelação, onde abateu uma parede. Os empregados nada sofreram por ser hora de almoço. O cinema Apolo ficou completamente destruído. Os telhados da maior parte das fábricas foram pelos ares o mesmo sucedendo às árvores da rua da República e aos postes de iluminação pública. (…) As sementeiras estão completamente destruídas. Só na horta da Penha, propriedade do Sr. João Neto, há mais de 200 amendoeiras arrancadas pela raiz. O fornecimento de energia eléctrica está também interrompido desde ontem [14 de Fevereiro]».

Quanto aos acessos à capital de distrito, «na estrada de Faro a Olhão caíram mais de 200 eucaliptos; e entre aquela vila e Portimão contam-se 470 postos telegráficos derrubados».

O tráfego automóvel era pois muito condicionado, e como se isso não bastasse, «as linhas telefónicas estão interrompidas; os comboios não podem circular por as vias estarem obstruídas com postes e árvores. Na estrada de Portimão, um garoto cuja identidade se desconhece, foi morto pela queda de uma árvore».

Já no sítio das Figuras (em Faro), «foram derrubados todos os eucaliptos ali existentes, assim como os postes telegráficos e telefónicos».

No dia 16 era feito o balanço: «Os prejuízos em Faro são como já dissemos, muito importantes. No cemitério caíram numerosos ciprestes que atingiram vários jazigos e levantaram muitas sepulturas. Abateu também um muro de um quintal na rua de Alportel e a platibanda de uma casa na rua Coelho de Melo. Na estrada de Loulé foram derrubados todos os eucaliptos e todos os postes telegráficos».

Também o Liceu João de Deus sofreu muitos estragos, de tal forma que as aulas acabaram por ser suspensas.

Em Santa Bárbara de Nexe e Estoi, «a violência do vento devastou completamente sementeiras e destruiu numerosas árvores».

No jardim público de Estoi, «caíram alguns dos grandes ciprestes que ali existem. Uma dessas árvores seculares, cujo tronco dificilmente seria abraçado por oito homens, foi arrancado pela raiz. Em toda a aldeia, cuja população é constituída por pequenos proprietários, a desolação é completa».

Já em Loulé, «os prejuízos são também enormes. Parte da rede eléctrica ficou danificada, tendo-se interrompido por completo, o serviço telegráfico e telefónico. O trânsito nas estradas também ficou interrompido, por motivos dos desabamentos de árvores, o mesmo sucedeu na linha férrea. Desabou o «esqueleto» dos bombeiros, em cima de uma habitação que ficou muito danificada. Muitas outras casas ruíram, e só na rua do Prior aluíram cinco prédios. Nos campos e arredores há estragos incalculáveis».

Afinal, «perdeu-se totalmente a colheita de amêndoas e houve propriedades que quase ficaram limpas de arvoredo e com os favais e searas queimados», noticiavam os jornais da época.

Em Quarteira, «também se verificaram importantes estragos, pois o mar avançou pela povoação, derrubando casas e arrastando tudo em turbilhão. Junto à estrada nuns pinheirais foram derrubadas mais de cem árvores».

Na então aldeia piscatória, a violência do mar demoliu ainda «a parede principal do quartel da guarda-fiscal».

Também a «antiga fábrica da Sociedade de Transportes e Comércio foi parcialmente destruída, assim como casas onde estavam instalados estabelecimentos e armazéns de peixe. O importante olival existente na estrada de Loulé para a estação, pertencente ao Sr. Cipriano Neves, sofreu igualmente muitos estragos. Foram destruídas mais de 150 árvores».

Na freguesia de Salir, «houve danos incalculáveis. Caíram milhares de sobreiros, eucaliptos, amendoeiras, e ficaram devastados hortas e pomares. O vendaval arrasou ou destruiu os tugúrios de gente humilde que ficou desabrigada e na maior miséria. Os prejuízos são avaliados em mais de 10 000 contos. Nada escapou à fúria do vento que até levou a cruz do presbitério e devassou os jazigos no cemitério. (…) Para a desgraça ser maior as feras acossadas pela fome desceram aos povoados e devastaram os rebanhos».

Na vizinha freguesia de Querença, até a ponte junto à Fonte de Benémola (na fotografia) ruiu com a tempestade.

(Continua)

Bibliografia: Jornais “O Século” e “Diário de Notícias” de Fevereiro de 1941 e http://www.meteopt.com

Fotografia gentilmente cedida pelo Eng.º Luís Guerreiro, Chefe da Divisão de Cultura e Museus do Município de Loulé


*Investigador de História Local e Regional


15 de Fevereiro de 2011 | 15:00
Aurélio Nuno Cabrita*


 


Fonte: Barlavento Online

1237: Aviso Laranja no Algarve

Faro


Última actualização da informação:



Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011




Agitação MarítimaLaranja


Agitação Marítima


Para o período de: 2011-02-15 12:00:00
até: 2011-02-17 21:59:59



Altura Significativa das Ondas


Na costa Ocidental: Ondas de oeste/noroeste com 5 a 6 metros, aumentando gradualmente para 6 a 7 metros.




Vento

Amarelo



Vento


Para o período de: 2011-02-16 00:00:00
até: 2011-02-17 11:59:59



Rajada Máxima do Vento


No litoral: Rajadas da ordem dos 90 km/h.



 


Fonte: IM

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

1236: Aviso Amarelo no Algarve

Faro


Última actualização da informação:



Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011




PrecipitaçãoAmarelo


Precipitação


Para o período de: 2011-02-15 03:00:00
até: 2011-02-15 11:59:59



Chuva/Aguaceiros


Periodos de chuva, por vezes forte.




Agitação Marítima

Amarelo



Agitação Marítima


Para o período de: 2011-02-14 22:00:00
até: 2011-02-16 23:59:59



Altura Significativa das Ondas


Na costa ocidental: Ondas de oeste/noroeste com 4 a 5 metros.



 


Fonte: IM

1235: Mau tempo: Proteção Civil coloca país sob alerta amarelo

Todos os distritos de Portugal Continental estão sob alerta amarelo da Proteção Civil, até às 20h00 de 16 de fevereiro, devido à previsão de condições meteorológicas adversas e agitação marítima. Períodos de chuva forte previstos para Faro, a partir de amanhã.


 



O alerta amarelo determinado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) está em vigor desde as 14h00, do dia 14 de fevereiro, até às 20h00, do dia 16 de fevereiro, em todos os distritos de Portugal Continental, anunciou a ANPC em comunicado.


 


A decisão surge em consequência das previsões do Instituto de Meteorologia (IM), que apontam para a passagem de uma superfície frontal, nos dias 14 e 15, e a aproximação de uma depressão (dia 16), que irão afetar o estado do tempo em todo o território continental.


 


De acordo com a ANPC, está prevista a ocorrência de períodos de chuva, alternando com aguaceiros, já a partir da tarde do dia de hoje.


 


A partir da madrugada de terça feira prevê-se a ocorrência de períodos de chuva forte no distrito de Faro e vento de forte a muito forte no Litoral, com rajadas que poderão ir até aos 70 km/h.


 


Agitação marítima, que irá afetar toda a costa do território continental, é outra das previsões a ter em conta, sendo que a altura significativa das ondas poderá atingir os 8 a 9 metros na próxima quarta feira, na Costa Ocidental, e 4 a 5 metros na Costa Sul.


 


A Proteção Civil antecipa um cenário de “inundações por transbordo de rios, cheias rápidas em meio urbano, danos em estruturas montadas ou suspensas, deslizamentos de terras, quedas de árvores, possibilidade de sobre-elevação da maré, fenómenos de erosão na linha costeira, dificuldades com embarcações e possibilidade de acidentes junto à costa devido à agitação marítima e aumento do número de acidentes de viação”.


 


A ANPC recomenda à população que tome especial cuidado com o piso das estradas, que se pode tornar escorregadio, e à formação de lençóis de água.


Atenção ainda à possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem e possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis.


 


A utilização de aquecedores, lareiras e braseiras deve ser feita de forma correta a fim de evitar intoxicações por inalação de gases e incêndios.


 


Fonte: Observatório do Algarve



 

1234: Algarve: Introdução de novos comboios "melhora condições de transporte na região"

A Associação de Municípios do Algarve considerou hoje que a introdução de 11 comboios na Linha do Algarve "contribui para a melhoria das condições de transporte na região", aceitando, por isso, o aumento de cinco por cento nas tarifas.


 


A Linha do Algarve vai receber 11 comboios nos próximos meses em substituição das atuais automotoras e os preços dos bilhetes vão aumentar cinco por cento devido à climatização das carruagens, informou o Partido da Terra Algarve (MPT/Algarve) que cita uma informação prestada pela CP.


 


Comentando esta alteração no material circulante na Linha do Algarve, o presidente da Associação de Municípios do Algarve, Macário Correia, disse à agência Lusa que "isso contribui para a melhoria de condições de transporte para a região, quer para residentes, quer para turistas, e portanto é de louvar".


 


Perante o aumento do valor das tarifas em cinco por cento, Macário Correia disse que "pode ser aceitável perante a melhoria na qualidade".


 


Questionado sobre se esta melhoria no serviço pode ser vista como uma alternativa perante a introdução de portagens na Via do Infante (A22), o também presidente da Câmara de Faro sublinhou que "não quer admitir a introdução de portagens".


 


"Espero bem que o Governo tenha bom senso e não cometa a asneira e a injustiça de introduzir portagens na Via do Infante", disse Macário Correia.


 


Os novos comboios, revistos para funcionarem na Linha do Algarve, estavam em serviço na Linha do Minho e são automotoras duplas diesel, modernizadas em 1999-2001 e climatizadas.


 


Fonte: Observatório do Algarve

1233: Previsão meteorológica para a semana de 14 de Fevereiro a 20 de Fevereiro de 2011

Previsão meteorológica no Algarve para os próximos dias:


 


Dia 14 (2ªfeira) - Céu pouco nublado tornando-se muito nublado a partir da manhã. Vento fraco a moderado de noroeste rodando para sudoeste tornando-se moderado a forte. Aguaceiros a partir da tarde.


 


Máximas: 11ºC - 15ºC
mínimas: 2ºC - 6ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sudoeste com 2 a 3 metros. Temperatura da água do mar: 17ºC


Dia 15 (3ªfeira) -   Céu muito nublado. Vento moderado a forte de sudoeste com rajadas até 70 km/h. Períodos de chuva ou aguaceiros. Pequena subida da temperatura mínima.


 


Máximas: 14ºC - 17ºC


mínimas:  5ºC - 9ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 3 a 4 metros. Temperatura da água do mar: 17ºC.


 


Dia 16 (4ªfeira)  - Céu muito nublado diminuindo de nebulosidade a partir da tarde. Vento moderado a forte de oeste com rajadas até 60 km/h. Aguaceiros e condições favoráveis à ocorrência de trovoadas. Pequena descida de temperatura.


  


Máximas: 11ºC - 15ºC


mínimas: 5ºC - 9ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 4 a 6 metros.


 


Dia 17 (5ª feira)- Céu pouco nublado temporiamente nublado. Vento moderado a forte de noroeste com rajadas até 60 km/h. Possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos.


 


Máximas: 12ºC - 16ºC


mínimas: 5ºC - 9ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 5 a 6 metros diminuindo para 3 metros.


 


Dia 18 (6ª feira)  - Céu nublado. Vento fraco a moderado de sudoeste. Possibilidade de ocorrência de aguaceiros.


 


Máximas: 15ºC - 19ºC


mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1.5 a 2.5 metros.


 


Dia 19 (Sábado)  - Céu nublado. Vento moderado de sudoeste. Períodos de chuva ou aguaceiros


 


Máximas: 15ºC - 19ºC


mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1.5 a 2.5 metros.


 


Dia 20 (Domingo) - Céu nublado temporiamente nublado por nuvens altas. Vento moderado de oeste. Períodos de chuva ou aguaceiros. 


 


Máximas: 15ºC - 19ºC


mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros.


 


Precipitação prevista para esta semana: 15 mm a 50 mm

sábado, 12 de fevereiro de 2011

1232: Situação nas Albufeiras do Algarve



Dados referentes a 31 de Janeiro de 2011


  


Albufeira do Arade:    18675 dam3  ( 65.78 %)    (+36.01%)


Albufeira do Beliche:   39427 dam3   ( 82.14 %)    (-1.92%)


Albufeira da Bravura:  32812 dam( 94.22 %)    (+0.30%)


Albufeira do Funcho:   35737 dam3  ( 74.89 %)    (+6.83%)


Albufeira de Odeleite: 123620 dam3 ( 95.09 %)    (+1.40%)


 


 


(---) - diferença em relação ao mês passado


 


Fonte: INAG



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

1231: Previsão meteorológica para a semana de 7 de Fevereiro a 13 de Fevereiro de 2011

Previsão meteorológica no Algarve para os próximos dias:


 


Dia 7 (2ªfeira) - Céu pouco nublado. Vento fraco.


 


Máximas: 13ºC - 17ºC
mínimas: 2ºC - 6ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sudoeste inferiores a 1 metro. Temperatura da água do mar: 16ºC


Dia 8 (3ªfeira) -   Céu pouco nublado aumentando de nebulosidade. Vento fraco de sul.


 


Máximas: 10ºC - 14ºC


mínimas:  4ºC - 8ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 metro. Temperatura da água do mar: 16ºC.


 


Dia 9 (4ªfeira)  - Céu nublado. Vento fraco a moderado de sul.


  


Máximas: 11ºC - 15ºC


mínimas: 5ºC - 9ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 metro.


 


Dia 10 (5ª feira)- Céu pouco nublado. Vento fraco a moderado de oeste.


 


Máximas: 12ºC - 16ºC


mínimas: 5ºC - 9ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros.


 


Dia 11 (6ª feira)  - Céu nublado por nuvens altas. Vento fraco a moderado de sudoeste. 


 


Máximas: 12ºC - 16ºC


mínimas: 5ºC - 9ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste inferiores a 1 metro.


 


Dia 12 (Sábado)  - Céu pouco nublado temporiamente nublado por nuvens altas. Vento fraco a moderado de leste.


 


Máximas: 13ºC - 17ºC


mínimas: 3ºC - 7ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 metro.


 


Dia 13 (Domingo) - Céu pouco nublado temporiamente nublado por nuvens altas. Vento fraco a moderado de leste.  


 


Máximas: 13ºC - 17ºC


mínimas: 4ºC - 8ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Resumo climatológico do mês de Janeiro de 2011 no Algarve

Janeiro de 2011 no Algarve


 



Estações


Meteorológicas



Temperatura


Máxima (ºC)



Temperatura


mínima(ºC)



Precipitação


(mm)


Albufeira 19.0 5.7 54.1
Aljezur 22.2 2.0 42.2
Almancil 19.6 2.8 68.3
Alte 22.1 -2.1 64.8
Castro Marim 21.4 1.1 30.0
Faro (Aeroporto) 20.0 4.8 41.1

Lagoa (Sítio das


Fontes)


20.7 2.4 59.8
Lagoa 22.0 2.9 63.2
Messines 21.5 -0.4 76.0
Olhão 19.8 3.2 31.0
Portimão 21.2 3.6 72.6
Sagres 18.7 5.1 141.3

São Brás de


Akportel


18.9 3.9 65.8
Tavira 20.3 4.6 30.1

 


 


Resumo do mês:


Em termos das temperaturas máximas variaram entre os 22.2ºC em Aljezur e os 18.9ºC em São Brás de Alportel. Em relação às temperaturas mínimas destaque para as mínimas negativas em Alte (-2.1ºC) e Messines (-0.4ºC). As temperaturas mínimas variaram entre os -2.1ºC em Alte e os 4.6ºC em Tavira.


Quanto à precipitação de notar a precipitação muito abaixo do normal entre Olhão e Castro Marim, enquanto o resto do Algarve ficou perto da média. A precipitação variou entre os 30 mm em Castro Marim e os 141.3 mm em Sagres.

Resumo do mês de Janeiro de 2011

Olhão


  


Janeiro de 2011


 


Média das Máximas: 15.7ºC (+0.0ºC)


Média das mínimas: 7.7ºC (+0.4ºC)


MÉDIA: 11.7ºC (+0.1ºC)


 


Temperatura MÁXIMA mais alta: 19.8ºC (dia 11)


Temperatura MÁXIMA mais baixa: 8.5ºC (dia 23)


Temperatura mínima mais alta: 15.5ºC (dia 6)


Temperatura mínima mais baixa: 3.2ºC (dias 27 e 30)


 


Nº dias com temperaturas MÁXIMAS inferiores a 10ºC: 2


Nº dias com temperaturas mínimas inferiores a 5ºC: 3


 


Precipitação: 31 mm


Precipitação máxima diária: 10 mm (dia 8)


Nº dias com precipitação superior a 10 mm: 0


Nº dias com precipitação: 12


Nº dias com trovoada: 1


 


 



 


 



 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

1230: O que provoca cheias, tornados e ondas de calor no verão?

Temporais da Madeira, tornado na região-centro, inverno mais chuvoso em Lisboa desde o séc. XIX, ou o verão mais quente desde 1931, assim como o mau tempo na Europa, têm um ‘culpado’: a Oscilação do Atlântico Norte (North Atlantic Oscillation-NAO).


 


O ano de 2010 foi o ano mais chuvoso da última década em Portugal Continental, enquanto o verão, quente e seco, foi o segundo com as temperaturas mais elevadas desde 1931.


 


De acordo com o Intituto de Meteorologia o valor total anual da precipitação, em Portugal Continental superou em quase20% o valor referência de 1971-2000, atingindo 1063 mm de precipitação.


 


Destaque para o valor anual em Lisboa, 1598mm, o mais elevado desde o início das observações na Estação Meteorológica do Instituto Geofísico (1870).


No entanto, entre abril e setembro os valores de precipitação foram inferiores ao valor médio, em especial nos meses de julho, agosto e setembro. julho foi o ano mais seco dos últimos 24 anos e agosto só ficou atrás um ano.


 


Temperatura também subiu


 


No âmbito dos fenómenos extremos, a temperatura também registou valores médios máximos e mínimos superiores aos valores médios (1971-2000.


O Verão, foi o segundo com as temperaturas, máxima e média, mais elevadas desde 1931. Acompanhando a seca, julho teve o valor mais alto e agosto ficou em segundo lugar, quanto a temperaturas, desde 1931.Muito calor e menos chuva criaram condições favoráveis para a ocorrência de fogos florestais ao longo do Verão.


 


Funchal (Madeira) e Santa Maria (Açores) com valores pluviais mais altos


 


No Funchal, houve mais 872,6 mm de precipitação, relativamente aos valores de referência enquanto em Santa Maria choveu 630,8 mm acima dos valores normais de 1971-200º, sendo estes os locais que nas regiões autónomas registaram as maiores anomalias. Tanto as cheias na Madeira que provocaram uma tragédia com mais de quatro dezenas de mortos e os tornados no centro do país, com forte impacto económico, assim como as quatro ondas de calor no verão,têm uma explicação.


 


De acordo com o IM, pode explicar-se esta situação de episódios meteorológicos adversos com o comportamento da Oscilação do Atlântico Norte (North Atlantic Oscillation - NAO), que é um dos principais modos de variabilidade lenta da atmosfera que afeta a região Euro-Atlântica, e Portugal Continental em particular. O índice NAO está relacionado com a intensidade dos ventos de Oeste e influencia o fluxo de ar atlântico para o continente europeu, bem como a trajetória dominante de sistemas depressionários, ou seja a chuva e as temperaturas que se fazem sentir.


 


As observações indicam que, a valores baixos da Oscilação do Atlântico Norte estão associadas quantidades de precipitação acima da média em Portugal, enquanto valores elevados deste fenómeno correspondem a quantidades de precipitação abaixo da média.Daí que, no inverno de 2009/2010 onde se registaram valores recordes negativos da Oscilação do Atlântico Norte à escala mensal e sazonal, estes ventos tiveram implicações diretas no clima particularmente frio, na Europa Central e Setentrional.


 


O mesmo fenómeno justifica também as grandes quantidades de precipitação a oeste e sul da Península Ibérica, incluindo novos recordes absolutos de inverno em Gibraltar e Lisboa, desde o início das medições regulares a segunda metade do século XIX.


 


Fonte: Observatório do Algarve

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

1229: Algarve: O que fazer nas Zonas Húmidas protegidas?

Ligar a investigação científica ao ecoturismo, os passeios marítimos e a observação de aves nas Ria do Alvor e Formosa, mas também explorar o sal da Reserva de Castro Marim, há empresas que olham para as zonas húmidas como um património a preservar.


 



No Algarve, quando se fala em zonas húmidas, a fronteira entre a terra e o mar e uma das zonas mais produtivas do mundo, o tom é, na maioria das vezes, crítico quanto aos muitos desmandos praticados.


 


A Quercus alertou para as ameaças que afetam as zonas húmidas, sujeitas a "forte degradação" devido a situações como a poluição decorrente dos aglomerados urbanos, e exigiu o investimento na sua recuperação.


 


A associação salienta ser "absolutamente necessária" uma articulação entre as entidades com competências na gestão das zonas húmidas, como as Administrações de Região Hidrográfica, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) ou a Autoridade Florestal Nacional (AFN).


 


A pretexto do Dia Mundial das Zonas Húmidas, este ano dedicado ao tema “Florestas, a água e as Zonas Húmidas” o Observatório do Algarve foi à descoberta de uma nova filosofia empresarial.


 


“Mostrar e conhecer o Algarve natural”


 


A Rocha, organização internacional de conservação do ambiente, cuja sede portuguesa fica na Mexilhoeira Grande (Portimão), resolveu apostar numa empresa de ecoturismo, conforme o Observatório do Algarve já havia anunciado aqui.


 


Marcial Felgueiras, diretor de operações da Associação A Rocha, explica que a empresa já está a dar os primeiros passos, tendo os contactos com hotéis da zona do barlavento, para possíveis parcerias, começado em Outubro de 2010.


 


“Muitos hotéis estiveram fechados e só agora começam a reabrir”, explica Marcial, por isso a opção por retomar apenas esta semana os contactos para a realização dos primeiros passeios em conjunto com unidades hoteleiras.


 


Por enquanto, a empresa funciona como “uma filha da Associação”, esclarece Marcial Felgueiras, que prefere apostar num crescimento sustentado e “cortar os laços apenas quando a ‘filha’ se tornar maior do que a ‘mãe’”. A aposta é num tipo de turismo direcionado para “o Algarve natural e o Algarve rural”.


 


“Claro que procuramos ter lucro, mas não é um lucro puro e duro. Queremos dar a ganhar também a outros negócios ligados ao Algarve rural, como a gastronomia e o artesanato”, sublinha.“Oferecemos um pacote de classe e pretendemos que os turistas que nos procuram levem uma ideia mais rica da gastronomia e do povo português”, conclui.


 


Investigação científica a par do lazer


 


A Ecoceanus , sedeada no Algarve, oferece serviços em áreas tão diversas como a investigação científica e o ecoturismo.


 


É possivel embarcar no veleiro catamaran Oceanus de 11m, para um “charter” tripulado por biólogos marinhos que, no seus “avisos à navegação” possibilitam uma maior conhecimento do meio a par de um passeio único.


 


Quem quiser aprofundar os seus conhecimentos pode ‘hospedar-se’ no barco, porque são ministrados cursos de fim de semana ou semanais em regime “Live aboard” pelos especialistas. A mesma modalidade pode ser adotada para o mergulho livre e recreativo.


 


No que toca à investigação científica, está disponível uma plataforma logística para investigadores para realizar amostragem biológica e recolha de dados, com a vantagem de poder beneficiar de ‘ajudantes’ especializados em diferentes ramos das ciências marinhas, como a ecologia Costeira, mamíferos marinhos, ictiologia e censos visuais ou seja um painel de investigadores colaboradores da Ecoceanus, pode participar.


 


A empresa é liderada por Daniel Machado licenciado em Biologia Marinha e Pescas pela Universidade do Algarve desde 2004 e Mestre em Ecologia pela Universidade de Coimbra.


 


Em Terra ou na Água


 


A Natura Algarve divide as suas atividades entre a água e a terra, na Ria Formosa, mas também pelos trilhos onde se podem observar aves e outras espécies endémicas.


 


Há programas para dias especiais, como aniversários, despedidas de solteiros, momentos a dois e passeios de barco, pedestres, em jeep e a empresa compromete-se a desenvolver um novo conceito de Ecoturismo na região algarvia, promovendo a divulgação do seu património histórico, cultural e ambiental.


 


O projeto é liderado por Ricardo Barradas, licenciado em Educação Física e Desporto pela Universidade Lusófona e mestrado em Desporto de Alto Rendimento de Barcelona.


 


Viajar com o ‘Espírito do Sol ‘


 


A proposta da Sunquays passa pela utilização da primeira embarcação energeticamente independente construída em Portugal, com recurso a energia solar e com zero de emissões de CO2. O “Espírito-do-Sol” foi desenvolvido especificamente para operar o sistema lagunar do Parque Natural da Ria Formosa.


 


A ideia é minimizar os riscos de erosão das margens do canal, devido ao seu navegar silencioso e sem provocar ondulação, para não afetar o habitat de inúmeras espécies aquáticas residentes. A empresa é gerida por Marisa Garcia licenciada em Biologia Marinha e Pescas.


 


Seguir o voo das aves


 


Henrique Lourenço, gerente das empresas Sequa Tours e Another Level, ambas ligadas a passeios e a turismo de natureza, acredita que este é um sector de mercado em crescimento, sobretudo com a observação de aves (birdwatchig), cujo público se caracteriza por uma grande exigência nos níveis de qualidade do serviço prestado.


 


“O birdwatching tem duas épocas mais direcionadas, é o Outono e a Primavera, se bem que no Inverno também haja algumas espécies que se conseguem avistar.


 


O empresário sublinha que os praticantes de birdwatching, na maioria oriundos do norte da Europa, em particular do mercado britânico, seguem, normalmente, a recomendação de quem já tenha visitado o local e sabem exactamente a espécie de ave que querem avistar. “É um turista muito especial, que sabe aquilo que quer e sabe ao que vem”.


 


“Procuram as nossas espécies endémicas e algumas espécies de arribação, as aves migratórias que vêm do norte de África e do norte da Europa, nos diferentes períodos”, comenta Henrique Lourenço que conta com guias com mais de 15 anos de experiência internacional no seu quadro de colaboradores.


 


O empresário assume que se trata de um mercado em crescimento, mas alerta para os riscos de um serviço mal prestado. “É preciso ter muita atenção com a qualidade do serviço que se dá, porque é um turista que já tem níveis de comparação com outros sítios que visitou e de outras tours que já fez, então temos de proporcionar um nível de qualidade superior”, salienta.


 


O ouro branco de Castro Marim


 


A produção de sal nos esteiros do Guadiana vai ser o mote de um encontro que se realiza a 19 de fevereiro no Auditório da Reserva de Castro Marim e Vila Real de Santo António, com o tema “Economia do sal e flor de sal em Castro Marim”.


 


A intenção é identificar potencialidades e lacunas, sendo certo que atualmente cerca de 80% das salinas locais estão desativadas.


 


Um dos nichos que pode ser explorado é o das argilas terapêuticas provenientes das salinas, que a Federação Europeia de Termalismo reconheceu serem “melhores do que as do Mar Morto”.


 


A iniciativa é do Jornal do Baixo Guadiana em parceria com a Associação Geminação Castro Marim/Guérande, e entre os intervenientes contam-se empresários da extração salina e do turismo, técnicos, investigadores, gastrónomos e trabalhadores das salinas.


 


Em busca de uma solução para que o sal volte a ser o “ouro branco” de uma das zonas húmidas classificadas do Algarve.


 


Fonte: Observatório do Algarve


1228: Aviso Amarelo no Algarve

Faro


Última actualização da informação:



Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011




Tempo Frio

Amarelo



Tempo Frio


Para o período de: 2011-02-03 10:00:00
até: 2011-02-04 09:59:59



Temperatura Minima


Persistencia de valores baixos da temperatura minima


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

1227: Aviso Amarelo no Algarve

Faro


Última actualização da informação:



Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011




Tempo Frio

Amarelo



Tempo Frio


Para o período de: 2011-02-02 07:00:00
até: 2011-02-03 09:59:59



Temperatura Minima


Persistencia de valores baixos da temperatura minima.



 


Fonte: IM

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

1226: CDOS de Faro testa plano de intervenção para o Aeroporto Internacional de Faro

O Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro e a ANA-Aeroportos de Portugal vão realizar na próxima terça-feira, dia 8 de fevereiro, a partir das 15h00, um exercício de tipo Livex (Live Exercise) para testar os procedimentos e a operacionalidade do Planos Prévio de Intervenção e de Emergência para o Aeroporto Internacional de Faro, que se encontram já homologados.


O exercício, designado por "AeroFaro’11”, servirá para testar em simultâneo se o Plano Prévio de Intervenção (PPI) para o Aeroporto de Faro, e o Dispositivo Integrado de Resposta (DIR) previsto, para apoio aos meios internos do Aeroporto de Faro, são efetivos e se estes se articulam com o Plano de
Emergência Interno (PEI), dado que aquela infraestrutura irá também exercitar o seu plano de emergência.

O exercício, de âmbito distrital, é planeado e conduzido com a finalidade de testar e exercitar a resposta do DIR para minimizar os efeitos adversos de um acidente grave no Aeroporto.

Neste âmbito, o CDOS, os meios internos do Aeroporto de Faro, os agentes da Proteção Civil participantes, as entidades cooperantes e os Serviços Municipais de Proteção Civil (SMPC) de Faro e Loulé, atuarão como se de uma situação real se tratasse, procedendo às ações necessárias para a
resolução da situação.

O cenário definido pela Direção do Aeroporto de Faro para o exercício é o de um acidente aéreo grave, na aterragem de uma aeronave, que origina elevados danos materiais e humanos.

Uma situação que, aliás, já aconteceu no aeroporto algarvio, quando, em 21 de dezembro de 1992, um avião da companhia holandesa Martinair se despenhou na aterragem, causando 56 mortos e mais de uma centena de feridos, entre os quais alguns portugueses.

O avião, um DC-10, transportava 340 pessoas a bordo, das quais 13 pertenciam à tripulação do aparelho.


 


Fonte: Barlavento Online

4549: Aviso Amarelo no Algarve

  Instituto Português do Mar e da Atmosfera - Avisos Faro Amarelo Agitação Marítima Válido entre 2026-01-16 00:00:00 e 2026-01-18 06:...