segunda-feira, 12 de abril de 2021

3618: Os camaleões no Algarve estão em risco de extinção, mas há um projeto que pretende salvá-los

Contribuir para a conservação do camaleão no Algarve, em risco de extinção e que em Portugal só existe no litoral algarvio, é o objetivo de um centro dedicado à espécie que vai ser criado em Olhão, foi hoje divulgado.


 


O Centro de Recuperação e Investigação do Camaleão do Algarve é uma ideia vencedora da edição de 2019 do Orçamento Participativo Jovem Portugal, cuja execução, no valor de 60.000 euros, foi atribuída à Associação Vitanativa, que vai realizar iniciativas entre Loulé e Vila Real de Santo António.


 


A maior ação do projeto é a “criação do centro de interpretação do camaleão”, na Quinta de Marim, em Olhão, com a “recuperação de um edifício” que terá uma “exposição permanente sobre a biologia e ecologia do camaleão-comum” (chamaeleo chamaeleon), destacou à Lusa Fábia Azevedo, coordenadora do projeto.


 


Para além de receber os visitantes do Parque Natural da Ria Formosa, o centro pretende ser também o “ponto de partida para desenvolver um plano de educação ambiental para as escolas”, havendo ainda uma componente científica com o acolhimento de alunos para “realizarem trabalhos académicos sobre a espécie”, revelou.


 


Uma parceria com o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens (RIAS) pretende melhorar as condições para o “tratamento de camaleões feridos”, nomeadamente, com a “criação de um terrário” para facilitar a recuperação dos muitos animais que chegam ao centro, a “maioria alvo de predação”, apontou.


 


O projeto contempla outras ações de sensibilização para “minimizar as ameaças” à espécie, acima de tudo “atropelamentos, captura ilegal, predação por animais domésticos”, para além da “degradação e fragmentação do habitat”.


 


Está prevista também uma campanha presencial em “algumas praias no verão” assim como a “colocação de sinalética” com informações sobre o camaleão e como as pessoas “podem colaborar no projeto”, acrescentou.


 


“Qualquer pessoa que encontre um camaleão pode enviar esse registo, com o local, data, uma fotografia e algumas informações sobre o seu estado, como a árvore onde foi encontrado. Estes dados vão permitir ter uma perspetiva global da distribuição da espécie no Algarve, já que os estudos não são recentes”, referiu a bióloga.


 


As informações podem introduzidas na página do projeto - vitanativa.org/camaleão - ou através da plataforma colaborativa para a conservação da biodiversidade - inaturalist.org.


 


Para a concretização deste projeto, a delegação regional do Instituto Português do Desporto e da Juventude estabeleceu uma parceria com os municípios de Loulé, Faro, Olhão, Tavira, Castro Marim e Vila Real de Santo António, a Universidade do Algarve e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.


 


Fonte: Sapo 24


 

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