domingo, 11 de março de 2018

2967: Autoridade Marítima alerta para o aparecimento de caravelas-portuguesas na zona do Sotavento Algarvio

Durante o dia de hoje, 10 março, várias caravelas-portuguesas (uma espécie aquática parecida com a alforreca) surgiram nas praias do Sotavento Algarvio, com maior expressão entre Montegordo e a Manta Rota.


 


A Autoridade Marítima local alerta para em caso de ser avistada evitar o contacto com este organismo.


A caravela-portuguesa tem o nome científico de “Physalia physalis” e vive na superfície do mar graças ao seu flutuador cilíndrico, azul-arroxeado, cheio de gás. Os seus tentáculos podem atingir 30 metros e o seu veneno é muito perigoso.


Caso aviste este tipo de animal deve afastar-se, evitando o contacto. 


Os sintomas da picada são dor forte e sensação de queimadura (calor/ardor) no local e ainda irritação, vermelhidão, inchaço e comichão. Algumas pessoas, especialmente sensíveis às picadas e venenos das águas-vivas, podem ter reações alérgicas graves, como falta de ar, palpitações, cãibras, náuseas, vómitos, febre, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios. Nestes casos devem ser encaminhadas de imediato para o serviço de urgência.


No caso de haver contacto com caravela-portuguesa, deverá proceder da seguinte forma:​


- Não esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno;


- Não usar água doce, álcool ou amónia;


- Não colocar ligaduras;


- Lavar com cuidado com soro fisiológico;


- Retirar com cuidado os tentáculos da água viva (caso tenham ficados agarrados à pele) utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico;


- Aplicar vinagre no local atingido;


- Aplicar bandas quentes ou água quente para aliviar a dor;


- Consultar assistência médica o mais rapidamente possível.


 


No caso de haver contacto com águas-vivas, também conhecidas como medusas ou alforrecas, deverá ter em conta os seguintes conselhos para prestar os primeiros socorros:


- Não esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno;


- Não usar água doce, álcool ou amónia;


- Não colocar ligaduras;


- Lavar com cuidado com soro fisiológico;


- Retirar com cuidado os tentáculos da água viva (caso tenham ficados agarrados à pele) utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico;


- Aplicar frio (bolsas de gelo) no local atingido para aliviar a dor (o gelo não pode ser aplicado diretamente na pele, deve ser enrolado num pano);


- Tomar um analgésico para aliviar a dor;


- Aplicar uma camada fina de pomada própria para queimaduras.


 


A Autoridade Marítima reforça a importância das pessoas adotarem um comportamento de segurança junto à orla costeira devido ao agravamento do estado do mar, evitando colocar-se situações de risco.


 


 


Fonte: Autoridade Marítima

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