terça-feira, 27 de julho de 2010

1055: Vila Real de Sto. António pede ajuda para travar mosquitos

A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António pediu a intervenção da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve e da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim para travar a proliferação de mosquitos verificada no concelho.


 


A autarquia admitiu esta terça-feira que, "desde o dia 20 de Julho [terça-feira], que as localidades de Monte Gordo e Vila Real de Santo António (VRSA) têm vindo a ser afectadas por uma praga de mosquitos", mas assegurou que "as espécies em causa não constituem risco de veiculação de doenças".  


Segundo a agência Lusa, a câmara explicou que os serviços de Saúde Pública de VRSA informaram que a espécie de mosquitos em causa "desenvolve-se em meios salobros (rias, estuários, sapais)" e "a postura de ovos destas espécies é realizada em charcos e acumulações de água formados na sequência de marés vivas, durante as quais, em período de preia-mar, o nível do mar transpõe os esteiros e canais normais de circulação e inunda zonas sem circulação de água".   


 


"Imediatamente após estes acontecimentos de marés vivas, estão criadas as condições ideais para a postura de ovos, desenvolvimento larvar e proliferação  dos mosquitos. Nos dias 15, 16 e 17 de Julho a amplitude de maré, no porto  de VRSA, foi superior a 3,5m, o que cumulativamente com temperaturas mais  elevadas, originou desenvolvimento de mosquitos", precisou.  


 


A câmara frisou que, "apesar de se confirmar que estas espécies não constituem risco de veiculação de doenças, estes mosquitos são muito incomodativos, pelo que a Autarquia estabeleceu contactos imediatos com a Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e VRSA e com a Administração da Região Hidrográfica do Algarve de forma a que sejam tomadas medidas anti-vectoriais nas áreas do Domínio Público Hídrico que impeçam esta proliferação de mosquitos em novos episódios de marés vivas".   


 


"As medidas a tomar poderão passar pela criação de canais de drenagem da água estagnada e/ou pela aplicação de larvicida biológico", acrescentou a autarquia algarvia num comunicado, sublinhando que "no âmbito das suas competências de actuação, a Câmara Municipal reforçou a desinfestação em  todos os espaços públicos, principalmente nos espaços verdes, sendo estes serviços executados no período da manhã, entre as 5 e as 9 horas, de forma a evitar incómodos para a população".   


 


Fonte: Correio da Manhã

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