O ex-presidente da Câmara de Faro (PSD) contestou hoje a construção de uma ponte de acesso à Praia de Faro para peões e ciclistas e defendeu uma nova travessia que contemple todas as vertentes.
A construção de um passadiço de madeira para complementar a única ponte de acesso à praia, com apenas um sentido e que apresenta alguns sinais de degradação, foi anunciada no final de Setembro pelo líder da autarquia farense.
A obra é uma das prioridades apontadas por José Apolinário (PS) para Faro no âmbito do Polis da Ria Formosa, a par da criação de um parque de estacionamento junto ao aeroporto e da avaliação do estado de conservação da actual ponte.
Em comunicado, o movimento "Autarcas com Faro no Coração", liderado pelo ex-presidente da Câmara e actual candidato José Vitorino, defende que deve ser construída uma nova ponte com duas faixas, ciclovia e acesso para peões, em vez de se estarem a fazer "remendos" na antiga.
O movimento classifica a actual estrutura de "mamarracho" e de "terceiro-mundista" e considera que a construção de uma ponte em madeira paralela à existente é dinheiro "mal gasto".
"O apelo que em nome da população fazemos é para que a maioria PS não faça disparates, desista dos 'mamarrachos' e respeite os farenses e a Ria Formosa, avançando com a solução que merece consenso", referem.
A construção da ponte, a reparação da actual e a criação de um parque de estacionamento foram as intervenções que a autarquia, enquanto sócia da Sociedade Polis, pediu que avançassem com maior rapidez.
A avaliação do estado de conservação da actual ponte será feita em conjunto com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), a par da encomenda de um novo estudo a uma empresa especializada.
O Polis da Ria Formosa prevê intervenções em 48 quilómetros de frente costeira e 57 de área lagunar e abrange cinco concelhos algarvios: Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.
O Polis é um plano estratégico de valorização e requalificação da Ria Formosa que envolve investimentos na ordem dos 87,5 milhões de euros, a aplicar entre 2008 e 2012.
As primeiras adjudicações de projectos e de intervenções no âmbito do novo Polis terão lugar ainda este ano e contemplam um orçamento de 2,7 milhões de euros.
Constituída em Junho, a Sociedade Polis Litoral Ria Formosa SA tem um capital social de 22,5 milhões de euros, dos quais 63 por cento são do Estado e os restantes 37 por cento das autarquias de Faro, Olhão, Tavira e Loulé.
Fonte: Barlavento Online
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