As demolições nas ilhas-barreira vão mesmo avançar e até estão previstas no Plano de Requalificação da Ria Formosa, apresentado na passada semana pelo executivo camarário de Faro.
O alerta foi dado na sexta-feira pelo vereador da oposição na Câmara de Faro José Vitorino, que considerou que o também designado como Polis Litoral da Ria Formosa não serve os interesses de Faro.
José Vitorino apenas se pronunciou sobre o concelho de Faro, mas deixou transparecer que as demolições nos outros três concelhos abrangidos pelo plano - Loulé, Olhão e Tavira - também vão avançar e deverão ter lugar já em 2009.
Segundo o autarca, dos 30 milhões de euros que está previsto que sejam gastos em intervenções no concelho de Faro, 20 milhões «serão para demolições e operações a elas associadas».
Nos documentos que recebeu da mão do executivo liderado por José Apolinário, constavam mapas de intervenção onde se previa a «renaturalização» de todo «o núcleo dos Hangares», da parte do núcleo do Farol não afecta ao IPTM, das casas da Praia de Faro que não estão dentro da zona que foi desanexada do domínio público marítimo (a parte central) e de «algumas casas na Culatra».
Um cenário que já era previsto no Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) do Sotavento e que ao tudo indica se fará no âmbito do Polis da Ria Formosa.
Numa conferência de imprensa na passada sexta-feira, José Vitorino voltou a repudiar as demolições e defendeu que o Estado não tem «moral» para destruir casas cuja construção tolerou.
No que diz respeito ao plano, no seu conjunto, o vereador da oposição levantou diversas dúvidas, que passaram pelo modelo de gestão, por algumas opções e por o que considerou omissões ou «faltas graves».
Fonte: Barlavento Online
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