sábado, 16 de fevereiro de 2008

143: Barlavento: Empresários temem sérios prejuízos

Apoios de praia em risco com estacaria à mostra




Os efeitos da erosão no areal são particularmente visíveis na praia dos Três Irmãos, em Alvor
Os efeitos da erosão no areal são particularmente visíveis na praia dos Três Irmãos, em Alvor



Uma tempestade de sueste que está a afectar o Algarve, em particular a zona do Barlavento, com ondas de 4 a 6 metros, deixou muitos apoios de praia em risco de colapso, com os proprietários a temerem prejuízos, enquanto a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR-A) não prevê danos nas estruturas.


“A estacaria de suporte tem sete metros e quase cinco já estão à mostra. Se nada for feito e o tempo continuar assim, pode acontecer o pior”, diz Rui Inácio, proprietário do Trópico, na praia dos Três Irmãos (Alvor).

A parte oriental da baía de Lagos (Alvor), algumas praias do concelho de Lagoa (com saliência para os Caneiros) e as praias da Galé e do Forte de S. João (Albufeira) são, segundo a CCDR-A, as mais afectadas pela forte suestada.

O mau tempo vai prolongar-se por este fim-de-semana e quinta e sexta-feira “está previsto mar muito forte”, pelo que Rui Inácio mostra “grande preocupação. É urgente trazer areia ou pedras para a praia”.

Anadiro Salvador, dono do Candeeiro, situado na mesma zona, também defende “medidas imediatas para proteger os apoios de praia.”

Há 14 anos, diz Rui Inácio, “a água chegou à estrada de acesso, em terra” e há 17 “o meu pai tinha um restaurante aqui, que o mar levou”. O Rei das Praias, nos Caneiros, também está com a estacaria à vista. “Ao longo de 30 anos já sucedeu várias vezes. Depois o mar repõe a areia”, refere Lucília Maria.

A CCDR-A garante que as condições do mar “são relativamente comuns e tendem a provocar efeitos nos extremos orientais das praias, devido ao transporte de areia de nascente para poente. Como tal, os apoios construídos nessas zonas poderão ficar com a estacaria à vista mas não são esperados danos. A construção em estacaria é a solução adequada para fazer face às alterações do areal sem pôr em risco as estruturas”.

Técnicos da CCDR-A têm “acompanhado a situação” e após a tempestade “é esperado que as praias retomem gradualmente o seu perfil normal, processo mais rápido se for frequente ondulação de sudoeste, provocando o transporte sedimentar em sentido inverso”.



Fonte: Correio da Manhã



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