terça-feira, 3 de novembro de 2015

2450: Albufeira pode ser classificada como zona crítica de cheias

O secretário de Estado do Ambiente disse nesta terça-feira que o Governo está a trabalhar com a autarquia na elaboração de um plano de prevenção de cheias e que Albufeira poderá vir a ser classificada como uma zona crítica.


 


"Neste momento, tendo em conta tudo o que aconteceu nos últimos dias, haverá condições para que Albufeira seja considerada uma zona de risco de cheia", disse Paulo Lemos aos jornalistas, após uma reunião com o presidente da autarquia e o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entre outras entidades.


 


Segundo o governante, que falava à porta da Câmara Municipal, após a reunião, a classificação de Albufeira como zona crítica envolve a realização de obras e a implementação de sistemas de alarme prévio, implicando, também, "eventualmente, relocalizações de alguns estabelecimentos que estejam em zonas de risco".


 


A Agência Portuguesa do Ambiente divulgou no início do ano uma lista com 22 zonas do continente consideradas críticas, ou seja, com maior risco de inundação, mas a zona de Albufeira afectada pela intempérie de domingo não está incluída na relação.


 


De acordo com Paulo Lemos, a classificação dos locais em risco de inundação é feita de acordo com determinados critérios e, na altura da elaboração da lista, "Albufeira não reunia os critérios que vêm na directiva, tendo em conta o histórico das inundações".


 


O secretário de Estado do Ambiente referiu, ainda, que todos os dados apontam para que o temporal de domingo seja uma "cheia centenária", ou seja, que acontece de 100 em 100 anos, e cuja ocorrência seria quase impossível de evitar.


 


"Este tipo de cheias não podiam ser evitadas, tudo o que se tivesse feito só minimizava os impactos desta cheia", referiu, sublinhando que podem ser feitas bacias de retenção ao longo das ribeiras que afluem a Albufeira e que façam com que se "diminua o impacto da água e com que haja maior capacidade de absorção por parte das estruturas existentes".


 


Paulo Lemos frisou, contudo, que essas obras só poderão avançar após a realização de estudos e que o Ministério do Ambiente e a autarquia vão trabalhar num projecto para candidatar ao Fundo Português de Recursos Hídricos, que tem um eixo específico para beneficiar acções de controlo de cheias.


 


Fonte: LUSA

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