sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

1776: Buraco na camada de ozono está a fechar-se

Satélites da Agência Espacial Europeia mostram que em 2012 o buraco na  camada de ozono, que torna possível a vida na Terra, reduziu-se  consideravelmente e tem a menor dimensão da última década.



O buraco na camada de ozono sobre a Antártida era no final do  ano passado o mais pequeno dos últimos dez anos, revelam as observações  realizadas pelos satélites da Agência Espacial Europeia.


 


A partir de meados dos anos 80 constatou-se que sobre a  Antártida aumentava durante o verão (setembro a novembro) as dimensões do buraco  na camada de ozono, fundamental à vida na Terra já que absorve mais de 95% da  radiação ultravioleta proveniente do Sol.


 


A velocidade do vento nesta região do planeta, ao acelerar a  deslocação de grandes massas de ar extremamente frio, acaba por favorecer o  efeito dos clorofluorocarbonetos (CFC), gases libertados  para a atmosfera pelo homem, sobre a camada de ozono.


 


No Polo Norte o efeito dos CFC é menos pronunciado devido à  irregularidade da massa terrestre e à existência de montanhas, que evitam a  formação de fortes ventos circumpolares.


 


Os acordos internacionais para a proteção da camada de ozono,  sobretudo o Protocolo de Montreal , reduziram a partir  dos anos 90 as concentrações de CFC na atmosfera.


 


Na medida em que estes gases permanecem ativos durante longos  períodos, só lá para 2050 é que os níveis de CFC na atmosfera recuarão para os  valores registados nos anos 60 do século passado.


 


Com base em complexos modelos matemáticos que cruzam dados  recolhidos nos últimos dez anos, os cientistas estimam que o buraco na camada de  ozono sobre a Antártida acabará mesmo por fechar nas próximas décadas.


 


Fonte: Expresso

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