As obras de requalificação da Estrada Nacional 125 estão em risco de parar a partir de sexta-feira por duas semanas, até à Páscoa, devido a dificuldades financeiras do consórcio construtor.
Confrontado com a eventual suspensão das obras, o presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, não se mostrou surpreendido e admitiu ter conhecimento de dificuldades em obter crédito na banca para financiar a empreitada.
"Há dificuldades que são conhecidas", referiu o autarca à Lusa, sublinhando que uma das empresas do consórcio está em processo de insolvência e que a banca "não está em condições para financiar facilmente uma obra desta dimensão".
A obra de requalificação da EN125, orçada em 339 milhões de euros, estende-se por 273 quilómetros e está adjudicada à Rotas do Algarve Litoral, cujos acionistas são a Edifer, Tecnovia, Conduril, Dragados e Iridium. "Se as obras pararem por alguns dias, espero que seja apenas um compasso de espera num processo negocial e que sejam retomadas rapidamente", concluiu Macário Correia.
Duas das empresas do consórcio, a Edifer e a Tecnovia , remeteram os esclarecimentos para o Grupo Rodoviário e para a Rotas do Algarve Litoral,
respetivamente. Por sua vez a empresa pública Estradas de Portugal remeteu eventuais esclarecimentos para mais tarde.
Achados arqueológicos em Faro
Porém, há um setor das obras de requalificação da EN 125 referente à circular de Faro, junto ao Rio Seco na saída da capital em direção que já estão suspensas desde dezembro.
A descoberta de achados arqueológicos, designadamente uma necrópole romana com vários túmulos, não justifica no entanto um período de tempo tão alargado de suspensão dos trabalhos.
Recorde-se que as obras de requalificação da EN125 eram consideradas fundamentais, pela Estradas de Portugal EP, para suportar o desvio do trânsito
para que esta estrada, que atravessa o Algarve, tivesse condições para ser uma alternativa à Via do Infante, portajada desde dezembro do ano passado.
Fonte: Observatório do Algarve
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