Citrino alcançou durante o verão cerca do dobro do valor de anos anteriores, mas a produção na região algarvia registou uma quebra superior a 50%.
A quebra a pique da produção de laranja na campanha de verão fez disparar o preço para mais do dobro, no Algarve. A área ocupada por laranjeiras na região tem aumentado nos últimos anos, atingindo atualmente quase 12 mil hectares.
No ano passado, a laranja da variedade D. João, que é normalmente colhida de maio a setembro, foi vendida pelos agricultores entre os 30 ou 40 cêntimos/quilo, mas este ano chegou aos 70 ou 80 cêntimos. E quem ainda tem fruta desta variedade pode conseguir agora mais de 1 euro/quilo.
"Há muitos anos que não se alcançavam esses valores", afirma António Neves, presidente da Cooperativa Agrícola de Rega de Silves, adiantando que a valorização da fruta resulta de ter havido "uma grande quebra na produção, superior a 50%, devido às oscilações climatéricas verificadas no ano passado".
Mas este dirigente cooperativo realça que, a par da baixa produção, "os custos suportados pelos agricultores subiram muito", nomeadamente ao nível de energia e combustíveis.
Um relatório da Comissão de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca e das Alterações Climáticas, publicado em fevereiro deste ano, revela que os citricultores algarvios gastaram, no ano passado, mais 50% de energia e água do que num ano normal.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística, em 2012 já tinha sido registada uma quebra de cerca de 10% na produção de laranja na região, que se ficou pelas 168 mil toneladas.
Fonte: CM
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