A primeira dama francesa e a rainha da Suécia são apreciadoras do azeite "gourmet" Monterosa produzido pela família von Rosen em Moncarapacho (Olhão), vendido diretamente no lagar ou on line.Também há viveiros de flores.
O azeite quase não se vende em lojas e nas prateleiras de supermercado nem vê-lo.
Tudo porque os von Rosen preferem vendê-lo "à moda antiga", no lagar, ou através de encomendas on line.
Os clientes são sobretudo turistas da Europa do norte que fazem visitas guiadas ao olival e lagar que a família tem na Horta do Félix, em Moncarapacho, onde podem provar e comprar a iguaria, disse à Lusa o mentor do negócio.
No ano passado esteve ali a rainha da Suécia, que aproveitou para levar uma boa quantidade de garrafas do azeite produzido pelo compatriota Detlev von Rosen, de 71 anos, que vive no Algarve há 40.
Carla Bruni, mulher de Nicolas Sarkozy, é outra das ilustres apreciadoras do azeite "gourmet", conta Detlev à Lusa, que diz que terá sido uma pessoa que vive no Algarve e que já trabalhou com a primeira dama francesa a falar-lhe do produto.
Com um olival que se estende por vinte hectares, o ex-consultor sueco espera produzir este ano entre 10 a 12 mil litros de azeite extra virgem, vendido em cinco variedades a 25 euros por litro.
Segundo Detlev von Rosen, os portugueses "ainda não estão habituados a comprar bom azeite por um preço elevado", mas, para os estrangeiros, o produto virou moda e equipara-se agora aos vinhos e queijos na lista de produtos "gourmet".
"Quem não estava habituado à comida mediterrânica não gostava de azeite mas agora é quase encarado como um produto de luxo", refere, frisando que há poucos anos o seu uso na alimentação era quase exclusivo do sul da Europa.
A quinta onde o sueco produz o azeite já possuía um lagar no tempo dos romanos, que foi entretanto modernizado pelo empresário, que dirige um dos dez lagares existentes no Algarve.
Alex, filho de Detlev, é o responsável por todo o trabalho no terreno - desde o cultivo, à rega e apanha -, e diz que as oliveiras centenárias têm tantas ou mais azeitonas que as novas.
A qualidade do produto, diz, depende muito da rapidez com que o azeite é extraído da fruta.
O ideal é que as azeitonas sejam processadas no próprio dia em que são recolhidas das árvores.
Plantas mediterrânicas impulsionam exportação
A empresa Monterosa tem uma outra vertente, a da produção de flores e arbustos ornamentais, produzidas nos viveiros de Moncarapacho, na Luz de Tavira e do Perosinho, no Porto.
Ervas aromáticas, plantas de jardim e de interior, árvores de fruto e ornamentais, arbustos, a linha de produção é vasta.
Em Moncarapacho a empresa possui a Quinta da Cabeça, Quinta das Oliveiras, Quinta Canelas e Horta do Félix, esta última vocacionada para o cultivo de oliveiras. A Horta Viçosa, por sua vez, está localizada na Luz de Tavira
Já em Vila Nova de Gaia é na Quinta da Pena que se produzem plantas de estufa ou ar livre.
Tudo começou em 1964 com a produção de hortícolas em Moncarapacho, que evolui em 1972 para o cultivo das ornamentais.
Uma rede de distribuição nacional a que se seguiu a exportação, em especial de planta mediterrânica de flor, começam a partir de 1994, transformou a Monterosa uma das principais empresas produtoras de plantas ornamentais em Portugal.
A Monterosa garante cerca de 180 postos de trabalho permanentes, nos diferentes sectores de produção, manutenção, administração e comercialização.
Fonte: Observatório do Algarve
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