GNR e Protecção Civil Municipal cortaram o trânsito na praia de Faro, “como medida de prevenção”. A preia-mar, entre as 18 e as 19 horas, é a altura mais crítica, com ventos de mais de 70km e ondas superiores a 6 metros. (FOTOS)
O comandante dos Bombeiros Municipais de Faro, em declarações ao Observatório do Algarve no local, disse que “desde ontem que se procede à recolha das areias transportadas para a estrada pelo mar e vento que depois são repostas nos sítios mais sensíveis da ilha”.
Vitor Afonso assegura que o corte de transito é apenas “uma medida de prevenção” e reconhece que a preia-mar de hoje, entre as 18h00 e as 19h00 ,será o período mais crítico devido ao vento forte, com velocidade superior a 60km e ondas superiores a 6 metros.
Segundo a mesma fonte, até ao momento “não houve incidentes a registar” e os habitantes da ilha foram avisados para tomar precaução.
As máquinas municipais estão a trabalhar no lado nascente da ilha retirando a areia que se tem acumulado na estrada e que já tapa as jantes de carros estacionados para depois as repor na contra costa, em lugares onde o mar fez a praia quase desaparecer.
Segundo o vereador João Marques, detentor dos pelouros da praia de Faro, Segurança, Protecção Civil e Bombeiros, assim como do Ambiente, Mobilidade e Trânsito, que se encontrava a acompanhar os trabalhos, “desde sexta feira que os diversos serviços autárquicos se encontram de prevenção”, para responder a situação e incidentes que o mau tempo possa provocar.
Na praia, encontram-se equipas do departamento de obras, trânsito, bombeiros e protecção civil, que desde as 10h00 de ontem tentam evitar o galgar do mar.
João Marques considera que, passada a maré cheia as operações de prevenção poderão cessar e que, cerca das 22h00 de hoje o trânsito poderá ser reaberto.
O vereador apela à calma dos habitantes, já que "estão tomadas todas as medidas para fazer face à situação".
Segundo elementos da protecção civil integrados nas equipas presentes, há cinco anos que não acontecia nada de semelhante na ilha.”Só em 2004 o mar subiu tanto”, asseguram.
Fonte: Observatório do Algarve
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