quinta-feira, 20 de novembro de 2008

493: Crise global não efecta agricultura biológica no Algarve e apoios podem até aumentar

O responsável pela Direcção Regional de Agricultura do Algarve disse hoje à Lusa que os apoios para a agricultura biológica na região vão manter-se mesmo com a crise instalada a nível global e poderão mesmo aumentar em relação ao passado.


 


"O Programa de Desenvolvimento Rural - Proder - que está em execução e que vai de 2007 a 2013, mantém os apoios para a agricultura biológica como manteve no passado e eu diria até que aumentou", declarou à Agência Lusa Castelão Rodrigues, à margem do I Colóquio de Agricultura Biológica do Algarve, que se realizou esta terça e quarta-feira, em Faro.



Durante uma visita de campo ao Centro de Experimentação Agrária de Tavira, uma unidade da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPAlg), Castelão Rodrigues referiu que o actual Quadro Comunitário, e todos os seus eixos, "potenciam o apoio à agricultura biológica" e que a crise económica "não vem afectar" esta vertente.



"O Algarve sendo uma região que está em "phasing out" não vai de maneira nenhuma beneficiar menos de apoios que o resto do país", acrescentou o director da DRAPAlg, Castelão Rodrigues.



Castelão Rodrigues admitiu, contudo, que no ano transacto houve 66 pessoas que tiveram de sair da DRAPAlg para o Sistema de Mobilidade Especial, tendo-se notado algum "défice de recursos humanos", nomeadamente no centro de experimentação de Tavira.



A DRAPAlg já obteve entretanto autorização do Ministério da Agricultura para em 2009 aumentar em quatro o número de postos de trabalho, indo duas pessoas para Tavira e outras duas para a sede da instituição no Patacão, Faro.



No Centro de Experimentação Agrária de Tavira há uma unidade de demonstração de produção biológica de citrinos, que é considerada a "maior colecção de citrinos de Portugal, mas também existem ensaios de agricultura biológica com a vinha, uva de mesa, diospiro, o figo ou a nêspera biológica".



As árvores de frutos secos como as alfarrobeiras ou amendoeiras, e as árvores sub-tropicais, como os abacateiros e anoneiras também fazem parte do rol de experiências e todas estão a correr de forma positiva, admitiu Maria Mendes Fernandes, engenheira técnica da DRAPAlg.



"Os dados dos estudos indicam que a região tem óptimas condições ao nível de solo, temperatura e clima para produzir citrinos biológicos", declarou a especialista, frisando que em certos anos "atingem-se produções idênticas às das culturas de citrinos convencionais".



Actualmente a DRAPALg está em conversações com a Universidade do Algarve e com a Câmara de Tavira para "dinamizar mais o Centro de Experimentação de Tavira", através de um maiornúmero de actividades e com mais experiências e ensaios e resultados mais rápidos, indicou ainda Castelão Rodrigues.



No "I Colóquio de Agricultura Biológica do Algarve", a organização registou mais de 200 participantes, nomeadamente agricultores e empresários.



No evento apresentaram-se vários resultados experimentais que a DRAPALg realizou com culturas várias nos mais de 1.500 hectares de terra dedicados à agricultura biológica.


 


Fonte: LUSA

Sem comentários:

Enviar um comentário

4549: Aviso Amarelo no Algarve

  Instituto Português do Mar e da Atmosfera - Avisos Faro Amarelo Agitação Marítima Válido entre 2026-01-16 00:00:00 e 2026-01-18 06:...