quarta-feira, 10 de abril de 2013

1812: Algarve já registou 10 desmoronamentos de arribas, valor abaixo da média anual

O mau tempo e a força do mar já provocaram 10 desmoronamentos de arribas em praias algarvias, mas este número é inferior à média anual, que é de 12, disse fonte da Administração da Região Hidrográfica (ARH) da região.

“Nesta altura, até ao dia de hoje, temos um total de 10 desmoronamentos. Anualmente, a média é de 12 e ainda estamos abaixo da média. No panorama geral, isto foi um ano médio”, afirmou o diretor da ARH do Algarve, Sebastião Teixeira.

O responsável da ARH do Algarve frisou que todos os anos o organismo intervém em arribas em risco para fazer a demolição controlada e evitar maiores riscos para os utilizadores das praias, mas, como os períodos de mau tempo ainda não estão definitivamente ultrapassados, esse trabalho só será efetuado a partir de maio, antes do início da época balnear.

“Todos os anos aguardamos até maio para ver a evolução, porque não faz sentido nenhum fazer agora uma intervenção quando ainda pode haver mau tempo. Há zonas que estão para sanear, mas se houver uma tempestade, o mar trata disso naturalmente”, precisou.

Sebastião Teixeira frisou que há duas zonas que estão a ser “acompanhadas mais de perto”, uma na praia de Santa Eulália e outra na da Maria Luísa, onde em agosto de 2009 morreram cinco pessoas devido ao desmoronamento de uma arriba e houve um desmoronamento em meados de março.

O dirigente da ARH do Algarve disse ainda que neste momento “há uma zona delimitada com fitas” para impedir o acesso na praia de Santa Eulália, na qual houve um desmoronamento há cerca de uma semana e foram detetados vestígios arqueológicos no topo da arriba, que podem “condicionar a intervenção” a realizar.

“No topo da arriba de Santa Eulália, há uns vestígios arqueológicos. Vamos esta semana fazer uma limpeza da zona para avaliar a dimensão dos vestígios, em colaboração com a Câmara de Albufeira, a Capitania e a Direção Regional de Cultura do Algarve, e sabermos se vale a pena preservá-los”, explicou.

Sebastião Teixeira afastou ainda o cenário de algumas praias estarem a perder areia, sublinhando que ela deixa é de estar visível, porque fica submersa, e é empurrada pelos ventos de sudoeste do lado poente para o nascente, para o lado contrário das baías.

“Dependente do rumo da ondulação, a areia migra de um lado para o outro das baías”, frisou, acrescentando que esse fenómeno está “mais acentuado este ano, mas não é anormal” e ainda pode ser corrigido naturalmente quando os ventos deixarem de ser de sudoeste e passarem a soprar de levante. 


 


Fonte: Região Sul

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