O tempo de espera e a falta de alternativas para viajar de barco a partir de Faro para as ilhas barreira da Ria Formosa está a gerar críticas por parte dos turistas que se queixam do mau serviço prestado.
As carreiras começaram a funcionar no passado mês de julho mas desde o dia 7 de agosto que estão a operar apenas dois dos quatro barcos destinados a fazer a travessia para aquelas ilhas.
“Isto dá má imagem ao turismo algarvio”, refere à Lusa Chris Murphy, depois de saber que não tinha lugar no barco para a Ilha de Faro e que um dos barcos da empresa que faz a travessia está “avariado” há mais de uma semana.
“Em pleno mês de agosto, acho isto incrível. Será que esta gente está realmente interessada em ter lucro?”, questiona o turista australiano.
É frequente ver as famílias que esperam pelo barco amontoarem-se ao longo da muralha, junto ao embarcadouro do cais comercial que, à falta de lugares à sombra, ali se tentam proteger do sol, constatou a Lusa no local.
As geleiras de praia transformam-se em cadeiras e os escassos metros de relvado viram um acampamento improvisado com dezenas de toalhas de praia estendidas.
Enquanto uns se sentam no chão, outros encostam-se à muralha ou formam fila na ponte de embarque que é atravessada por uma via-férrea, sem guarda, onde passam comboios a alta velocidade, de meia em meia hora.
Ivone Santos, visivelmente fatigada e a suar a pique, abana-se com os bilhetes que comprou e diz já não ter saúde para estas andanças.
“Vim para aqui às 10:30, quase meia hora antes da partida, precisamente para garantir lugar para mim e para o meu marido e agora dizem-me que os bilhetes estão esgotados?!”, exclama.
De acordo com esta idosa do Porto, também se vendem bilhetes antecipadamente e nos hotéis, mas "nem eles sabem ao certo quantas pessoas aqui vão aparecer, tal é a descoordenação”, lamenta.
Ao seu lado, Martin, turista belga de 37 anos, também não esconde o desagrado. “Em pleno verão, com este sol abrasador, três crianças irrequietas e nenhum lugar à sombra, o que é que eu vou fazer durante o tempo de espera?”.
Amílcar Chalaça, por seu turno, conta que embora já tivesse sido prevenido do "mau serviço", a situação "é pior do que pensava", sublinhando que quem lucra com a "desorganização" são os barcos táxi.
“Espera-se muito tempo não há carreiras alternativas e para não ter de esperar mais duas horas, vou ter de ir apanhar o barco a Olhão, ou então pagar o triplo para ir nos barcos táxi”, critica.
Fonte da Silnido, empresa que efetua o transporte de passageiros, admitiu à Lusa que um dos barcos “avariou e está em reparação”, tendo obrigado mesmo à suspensão durante alguns dias a carreira Faro – praia de Faro.
"Existe um barco novo para substituir o que está avariado, mas não se consegue resolver nada por causa da papelada e o barco continua atracado sem poder navegar”, disse uma funcionária da empresa.
A mesma fonte critica ainda o atraso por parte do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) na formação de pessoas para conduzir estes barcos.
A Lusa contactou a delegação de Faro do IPTM que remeteu esta questão para a Direção de Segurança Marítima, em Lisboa, mas até ao momento não foi possível obter qualquer comentário por parte desta entidade.
As carreiras começaram a funcionar no passado mês de julho mas desde o dia 7 de agosto que estão a operar apenas dois dos quatro barcos destinados a fazer a travessia para aquelas ilhas.
“Isto dá má imagem ao turismo algarvio”, refere à Lusa Chris Murphy, depois de saber que não tinha lugar no barco para a Ilha de Faro e que um dos barcos da empresa que faz a travessia está “avariado” há mais de uma semana.
“Em pleno mês de agosto, acho isto incrível. Será que esta gente está realmente interessada em ter lucro?”, questiona o turista australiano.
É frequente ver as famílias que esperam pelo barco amontoarem-se ao longo da muralha, junto ao embarcadouro do cais comercial que, à falta de lugares à sombra, ali se tentam proteger do sol, constatou a Lusa no local.
As geleiras de praia transformam-se em cadeiras e os escassos metros de relvado viram um acampamento improvisado com dezenas de toalhas de praia estendidas.
Enquanto uns se sentam no chão, outros encostam-se à muralha ou formam fila na ponte de embarque que é atravessada por uma via-férrea, sem guarda, onde passam comboios a alta velocidade, de meia em meia hora.
Ivone Santos, visivelmente fatigada e a suar a pique, abana-se com os bilhetes que comprou e diz já não ter saúde para estas andanças.
“Vim para aqui às 10:30, quase meia hora antes da partida, precisamente para garantir lugar para mim e para o meu marido e agora dizem-me que os bilhetes estão esgotados?!”, exclama.
De acordo com esta idosa do Porto, também se vendem bilhetes antecipadamente e nos hotéis, mas "nem eles sabem ao certo quantas pessoas aqui vão aparecer, tal é a descoordenação”, lamenta.
Ao seu lado, Martin, turista belga de 37 anos, também não esconde o desagrado. “Em pleno verão, com este sol abrasador, três crianças irrequietas e nenhum lugar à sombra, o que é que eu vou fazer durante o tempo de espera?”.
Amílcar Chalaça, por seu turno, conta que embora já tivesse sido prevenido do "mau serviço", a situação "é pior do que pensava", sublinhando que quem lucra com a "desorganização" são os barcos táxi.
“Espera-se muito tempo não há carreiras alternativas e para não ter de esperar mais duas horas, vou ter de ir apanhar o barco a Olhão, ou então pagar o triplo para ir nos barcos táxi”, critica.
Fonte da Silnido, empresa que efetua o transporte de passageiros, admitiu à Lusa que um dos barcos “avariou e está em reparação”, tendo obrigado mesmo à suspensão durante alguns dias a carreira Faro – praia de Faro.
"Existe um barco novo para substituir o que está avariado, mas não se consegue resolver nada por causa da papelada e o barco continua atracado sem poder navegar”, disse uma funcionária da empresa.
A mesma fonte critica ainda o atraso por parte do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) na formação de pessoas para conduzir estes barcos.
A Lusa contactou a delegação de Faro do IPTM que remeteu esta questão para a Direção de Segurança Marítima, em Lisboa, mas até ao momento não foi possível obter qualquer comentário por parte desta entidade.
Fonte: LUSA
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