terça-feira, 2 de agosto de 2011

1380: À descoberta dos segredos de Olhão

A cidade cubista, de açoteias (terraços) empoleiradas umas sobre as outras, a subtituir os telhados, encerra nas vielas e becos do seu centro histórico uma história em que a vida real se confunde com as lendas e estas com a história. Vai um passeio com guia?


 



Ir ao bairro do Levante, passar pelo Beco dos Sete Cotovelos, saber o que era e para que servia o Compromisso Marítimo, aprender a diferença entre a açoteia e o mirante serão alguns dos pontos de interesse, entre outros, que certamente surgirão ao longo do passeio.


 


O “logar de Olhão” começou com modestas cabanas de pescadores e foi preciso uma grande luta destes, para terem autorização real e pudessem assim construir as suas casas em alvenaria.


 


Sempre assente na pesca e de olhos postos no mar, a comunidade desenvolveu-se, mas a sua passagem a concelho em 1826 não foi nada pacífica, numa profunda rivalidade com Faro, pouco disposta a perder os seus privilégios fiscais sobre os rendimentos dos pescadores e a sua influência como capital.


No entanto, o papel relevante que Olhão teve durante a guerra civil contra França foi determinante para que,em 1836, Faro se visse forçado a entregar toda a documentação, bens e rendimentos das duas freguesias, Quelfes e Pechão na origem da contenda.


 


Também Tavira não estava muito disposta a ceder a freguesia da Fuzeta, até então parte integrante do seu território e igualmente uma próspera comunidade piscatória.


 


A vila de Olhão haveria de ganhar não só a Fuzeta mas também Moncarapacho que, a par das antigas freguesias de da Faro, formam até hoje o território do concelho.


 


As visitas guiadas são uma iniciativa do Museu da Cidade, que segue o exemplo da Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão (APOS).


 


A APOS realiza desde 2010 visitas guiadas à cidade baseadas no “Guia Turístico e Cultural de Olhão” que a associação lançou.


 


O roteiro da Apos é “o primeiro guia consistente de Olhão desde 1946” e pode auxiliar os interessados a conhecerem melhor a alma, o espírito, mas também a arquitectura e o património de Olhão.


 


Para os percursos proporcionados pela APOS, aos fins de semana e durante todo o ano, pode inscrever-se aqui .


 


Em alternativa, as visitas guiadas que o Museu disponibiliza, realizam-se este mês de agosto, nos dias 5 (19h00), 9 (22h00), 26 (22h00) e 30 (09h30) e têm um limite máximo de 20 participantes em cada dia.


 


Estes passeios são sujeitos a inscrição que pode ser efetuada no museu, a funcionar no Edifício do Compromisso Marítimo, pelo telefone 289 700 103 ou através do e-mail aqui.


 


A próxima visita guiada, organizada pelo Museu da Cidade a 5 de Agosto tem como ponto de encontro o Museu da Cidade.


 


Outro dos trunfos de Olhão é a gastronomia muito ligada aos produtos do mar e aos mariscos da Ria Formosa e, na longa marginal que bordeja o Jardim Pescador Olhanense existem inúmeros restaurantes com agradáveis esplanadas, que em muitos casos estão abertos também à noite, como pubs, mantendo-se a animação e o bulício do dia.


 


Igualmente incontornável é a visita aos mercados da cidade, com a sua traça de inspiração mourisca, onde se sente o pulsar da cidade.


 


Situada no coração da Ria Formosa, partem de Olhão barcos para as ilhas-barreiras, onde existem praias que se estendem por quilómetros de areia e que são das mais atrativas do Algarve.


 


Fonte: Observatório do Algarve


Sem comentários:

Enviar um comentário

4549: Aviso Amarelo no Algarve

  Instituto Português do Mar e da Atmosfera - Avisos Faro Amarelo Agitação Marítima Válido entre 2026-01-16 00:00:00 e 2026-01-18 06:...