Bom tempo e férias escolares atraem banhistas, mas só cumprimento das regras “é a única forma salvaguardarem a sua segurança” porque muitas praias não são ainda vigiadas, alerta a Marinha.
Em nota disponível no seu site a Marinha lança um alerta reconhecendo terem acontecido nos últimos dias “alguns acidentes no mar diretamente associados ao não cumprimento das regras de segurança em espaços balneares”, em função da crescente afluência às praias, por motivo do bom tempo e do início das férias escolares da Páscoa.
Assim, a Marinha alerta os banhistas para “a necessidade de cumprirem as regras de segurança como única forma de salvaguardarem a sua segurança e a dos seus, principalmente fora da época balnear em que a segurança das praias é menor, e muitas praias não são ainda vigiadas, não dispondo portanto de nadadores salvadores nem de qualquer tipo de sinalização relativa ao estado de perigosidade do mar”.
Apesar das medidas que têm vindo a ser tomadas, nomeadamente de coordenação entre as entidades com envolvimento na missão pública de salvaguarda da vida humana no mar e das campanhas de sensibilização e alerta que permanentemente são difundidas, verificam-se ainda algumas situações de menor atenção perante os perigos, daí resultando situações de risco acrescido, por vezes fatal, recorda a nota da Marinha.
Por isso, “é imperativo que todos os banhistas assumam uma cultura de segurança nas suas atividades de lazer e na relação com o mar”.
Embora reconhecendo superintender as ações de assistência e salvamento de banhistas nas praias, a Marinha lembra que “na primeira linha de salvamento de banhistas estão os nadadores-salvadores das praias vigiadas, cuja ação está estruturada especificamente para a época balnear, cujo período pode variar por proposta das câmaras municipais”.
Água está fria e agitação marítima ainda se faz sentir
Assim e como só durante esse período, cuja vigência compete ao Municípios decidir, é que existe a garantia da assistência por nadadores-salvadores contratados pelos concessionários, fora dele a segurança nas praias depende dos banhistas, numa altura em que se conjugam “elementos de elevado risco para a sua segurança, como o são os choques térmicos devidos às baixas temperaturas das águas e a forte agitação marítima que geralmente ainda se faz sentir”.
Lembrando que tem para com o país o compromisso permanente de garantir a salvaguarda da vida de todos os que usam o mar em trabalho ou em lazer, a Marinha considera que “ tem também o dever de alertar todos os cidadãos que sem a sua atitude responsável e cumpridora, continuará a haver vítimas a lamentar”.
Fonte: Observatório do Algarve
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