quinta-feira, 31 de março de 2011

Dados da Estação Meteorológica em Olhão (não oficial)

Dados referentes ao mês de Março de 2011


 


Dia

Temperatura


Máxima (ºC)



Temperatura


mínima (ºC)



Precipitação


(mm)


         Observações              
1 16.1 8.5 0 Céu pouco nublado
2 14.5 6.9 0  Céu pouco nublado 
3 16.0 6.7 0 Céu nublado 
4  16.2  6.6 1 Céu nublado. Aguaceiros 
5 13.9  8.5  20

Céu nublado. Trovoadas.


Aguaceiros. 


6 16.4 8.8  3

 Céu pouco nublado.


Aguaceiros fracos.


7 17.0  10.9  4 Céu nublado 
8 16.2  11.6  56

Céu nublado. Chuva forte.


Trovoada. 


9 17.9  10.1  0 Céu nublado 
10 17.8  10.4  0 Céu nublado a pouco nublado 
11 16.8  10.0  19 Céu nublado. Aguaceiros fortes 
12 18.2  8.2  0 Céu pouco nublado 
13 16.5   9.8   7

Céu nublado. Aguaceiros e


trovoada 


14 14.7  10.8  28

Céu nublado. Chuva durante a


madrugada e manhã 


15 15.6  6.2  1 Céu pouco nublado 
16 18.8  8.1  3

Céu nublado durante a manhã


Aguaceiros durante a noite. 


17  17.9  8.4  0 Céu  nublado 
18  19.0  8.1  0 Céu pouco nublado 
19  22.0  12.2  0 Céu limpo 
20  21.0  9.2  0 Céu limpo 
21  19.5  10.7  0  Céu pouco nublado
22  18.1  11.2  0 Céu pouco nublado 
23  20.7  10.8  0 Céu pouco nublado 
24  20.3  13.6  0 Céu nublado 
25  19.6  13.3  0 Céu pouco nublado a nublado
26  19.2  11.2  0 Céu nublado com abertas 
27  18.5  8.2  0 Céu nublado 
28  18.7  8.5  0 Céu nublado/ pouco nublado 
29  20.7  13.4  0

Céu nublado durante a manhã


Céu pouco nublado à tarde 


30  23.3  10.2  0 Céu limpo 
31  24.1  16.1  0 Céu limpo 

quarta-feira, 30 de março de 2011

1279: Olhão: Expomar “de olho” nas zonas costeiras entre 7 a 10 de Abril

A EXPOMAR, Feira do Mar e das Actividades Náuticas de Olhão está de volta ao Jardim Pescador Olhanense, de 7 a 10 de Abril, para a sua oitava edição, este ano dedicada ao Desenvolvimento Sustentável das Zonas Costeiras.


 


O setor ligado à investigação será um dos pontos fortes do certame que irá exibir ainda inovações ao nível da pesca e aquacultura.


 


Pesca desportiva, embarcações de recreio, campismo, caravanismo, artigos de desporto e respetivos equipamentos ocuparão, por sua vez, mais de uma dezena de stands.


 


No Espaço Lúdico e Cultural estarão patentes as exposições “Riscar a Ria” e os “Meios e Actividades da Marinha” e estão previstas e demonstrações de cães de água, nos dias 9 e 10 de Abril às 17h00.


 


Um passeio na Ria Formosa a bordo do Caíque Bom Sucesso, vai zarpar nos dias 9 e 10 de Abril às 16h00 devendo os interessados realizar as inscrições no secretariado da feira.


 


Já a limpeza da praia na Ilha da Armona, a 8 de Abril, entre as 09h30 e as 13h00 integra, a campanha de sensibilização ambiental que habitualmente se associa à Expomar, organizada pela Divisão de Ambiente e Recursos Naturais do Município de Olhão.


 


O ponto de encontro será no Cais T de Olhão, às 09h00 e os voluntários deverão inscrever-se através do tel 289 700 100 ou do e-mail aqui.


 


A organização da feira é da empresa municipal Fesnima e da a Efeito Eventos e conta com a colaboração da Universidade do Algarve, Ministério e Direcção Geral das Pescas e Aquicultura, IPIMAR e Parque Natural da ria Formosa.


 


Fonte: Observatório do Algarve

1278: Apanha de bivalves interdita a toda a Ria Formosa

A apanha e comercialização de bivalves, interdita em mais de 30 quilómetros da costa algarvia desde sábado último devido a uma toxina, foi hoje alargada a toda a Ria Formosa, entre Vila Real de Santo António e Vilamoura.


 


A interdição, que começou por abranger apenas a zona costeira entre Vila Real de Santo António e Tavira, prolonga-se agora também até Vilamoura, numa extensão de cerca de 60 quilómetros.  


A proibição da apanha e comercialização de todo  o tipo de bivalves abrange agora as  áreas de jurisdição da Autoridade Marítima de Faro, Olhão, Tavira e Vila  Real de Santo António.  


 


Fonte: CM

terça-feira, 29 de março de 2011

1277: Apanha de bivalves interdita entre VRSA e Tavira

A Autoridade Marítima está a avisar os pescadores e os apanhadores de bivalves entre Vila Real de Santo António e Tavira para não capturarem bivalves devido a uma toxina que pode ser prejudicial para os consumidores.


 


Segundo disse à Lusa o comandante da capitania local, a interdição temporária foi implementada no sábado pelas autoridades que tutelam os recursos biológicos e inibe a apanha e comercialização de todo o tipo de bivalves naquela faixa costeira.


 


"Temos estado nesta primeira fase a avisar os pescadores e os apanhadores apeados para as consequências da captura de bivalves mas depois poderemos vir e autuar quem não acatar a ordem", referiu Sameiro Matias.


 


A Polícia Marítima está a tentar chegar ao maior número de pescadores possíveis, através de avisos de rádio e contactos com as associações.


 


Fonte: Observatório do Algarve

segunda-feira, 28 de março de 2011

1276: Previsão meteorológica para a semana de 28 de Março a 3 de Abril de 2011

Previsão meteorológica no Algarve para os próximos dias:


 


Dia 28 (2ªfeira) - Céu pouco nublado temporiamente nublado. Vento . Vento moderado de oeste.


 


Máximas: 17ºC - 21ºC
mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros. Temperatura da água do mar: 16ºC


 


Dia 29 (3ªfeira) - Céu  nublado diminuindo de nebulosidade durante a tarde. Vento moderado de noroeste. Pequena subida de temperatura máxima.


 


Máximas: 18ºC - 22ºC


mínimas:  7ºC - 11ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros. Temperatura da água do mar: 16ºC.


 


Dia 30 (4ªfeira)  - Céu pouco nublado. Vento fraco a moderado de oeste. Prquena subida de temperatura.


  


Máximas: 19ºC - 23ºC


mínimas: 9ºC - 13ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros.


 


Dia 31 (5ª feira) - Céu pouco nublado. Vento moderado de leste. Pequena subida de temperatura.


 


Máximas: 21ºC - 25ºC


mínimas: 9ºC - 13ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 metros passando a ondas de sueste com 1 a 1.5 metros.


 


Dia 1 (6ª feira) - Céu pouco nublado. Vento moderado de leste. Pequena subida de temperatura.


 


Máximas: 23ºC - 27ºC


mínimas: 10ºC - 14ºC


 


Estado do mar: Ondas de sueste com 1.5 a 2 metros.


 


Dia 2 (Sábado) - Céu pouco nublado temporiamente nublado. Vento moderado de leste. Pequena descida de temperatura.


 


Máximas: 21ºC - 25ºC


mínimas: 10ºC - 14ºC


 


Estado do mar: Ondas de sueste com 2 metros.


 


Dia 3 (Domingo) - Céu pouco nublado temporiamente nublado. Venfo moderado de leste


 


Máximas: 17ºC - 21ºC


mínimas: 8ºC - 12ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sueste com 1 a 1.5 metros.

sábado, 26 de março de 2011

1275: Quatro crias de Lince Ibérico morreram este mês no Centro de Reprodução em Silves


Quatro crias de lince ibérico morreram este mês no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico de Silves (CNRLIN), duas das quais por hipotermia, 12 horas após o nascimento, depois de terem sido abandonadas pela progenitora.


 


Segundo a informação avançada no sítio da internet do CNRLI, a morte das duas crias do sexo feminino, nascidas em 28 de Fevereiro, “está directamente associada ao abandono pela mãe e às consequentes hipotermia e hipóxia”. Houve também duas mortes a 11 de Março, resultantes de um “aborto antes do prazo previsto para o parto”.

O Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico de Silves, sob a responsabilidade do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), integra a rede de centros de reprodução da espécie, cuja população é gerida pelo Comité de Cria em Cativeiro do Lince Ibérico.

De acordo com o sítio do CNRLI, a fêmea “Biznaga” registou os primeiros sinais de parto ao 64.º dia de gestação, tendo abandonado a primeira cria cerca de duas horas após o parto, “sempre sob a vigilância” da equipa do centro.

“O protocolo de actuação ante abandono de ninhadas aconselha a que se esperem até duas horas antes de tomar a decisão de intervir para salvar crias que não estão a ser bem atendidas pela mãe”, lê-se na página da internet daquele centro.

A intervenção da equipa do CNRLI verificou-se quando a progenitora abandonou a segunda cria. Recolheu as duas transportou-as para a sala artificial, onde foram “reanimadas colocadas em incubadoras” oferecidas pela Maternidade Alfredo da Costa.

Danos “demasiado extensos”

Contudo, 12 horas após a sua recuperação, “ficou patente que os danos eram já demasiado extensos” e ambas as crias acabaram por morrer.

A necrópsia efectuada em Espanha apurou que a morte das crias “está directamente associada ao abandono pela mãe”.

Os pequenos linces nascem com os olhos fechados e são totalmente dependentes da mãe para receber imunidade através do leite, calor, protecção e limpeza.

Apesar de lamentar a perda da ninhada, o centro de Silves considera “cumprido o objectivo de recuperar mais uma fêmea fundadora do programa para a reprodução, após um longo período em cativeiro, sem contribuição para o programa e já com metade da sua vida reprodutiva cumprida”.

A 11 de Março, Fresa, uma outra fêmea, abortou duas crias antes do prazo previsto para o parto, que segundo o CNRLI, “confirma os dados estatísticos da mortalidade perinatal, que é superior a 70 por cento para fêmeas primeiriças”.

Para o CNRLI, “as expectativas desta época de reprodução em Silves não são muito altas, dado ser comum o comportamento de abandono de crias”.

Em 2010, as duas primeiras e únicas crias nascidas em Silves da fêmea “Azahar” também não sobreviveram, acabando por morrer “de forma aguda num curto espaço de tempo”.

A época de reprodução dos linces ibéricos decorre entre Dezembro e Junho, tendo sido conseguido no centro de Silves que todas as subadultas “copulassem pela primeira vez”.

A funcionar desde 2009, o CNRLI de Silves foi o terceiro a abrir na Península Ibérica, após a transferência de 16 animais, provenientes de três centros espanhóis de reprodução.

Actualmente, a população residente do único centro português, é composta por 19 linces, 16 adultos e três jovens, dos quais 11 machos e oito fêmeas.


 


Fonte: Publico


1274: Sismo de magnitude 4 sentido esta manhã no Algarve

Um sismo de magnitude 4.0, que foi sentido, ocorreu esta manhã, às 7h36, a Este de Monchique, informa o site do Instituto de Meteorologia.


 


O IM precisa, em comunicado, que o sismo de magnitude 4.0 (Richter) teve epicentro localizado a cerca de 12 km a Norte-Nordeste de Silves.

Aquele organismo acrescenta que o sismo foi sentido com intensidade máxima IV (escala de Mercalli modificada) nas regiões de Monchique, Silves, Albufeira e Lagoa. Foi ainda sentido com menor intensidade noutros locais do Algarve e Alentejo.

Vários leitores confirmaram ao barlavento.online que o sismo foi sentido em todo o Algarve, em especial na zona do Barlavento, e ainda no Baixo Alentejo.

O sismo não provocou quaisquer danos pessoais ou materiais.

Ainda segundo os dados do site do IM, este foi o sismo de maior magnitude registado este ano na rede sismológica nacional.


 


Fonte: Barlavento Online

quarta-feira, 23 de março de 2011

1273: Catástrofes: Conhecer os riscos para ter comportamentos adequados pode poupar vidas

O conhecimento dos riscos existentes em determinado local e comportamentos adequados permitem reduzir a vulnerabilidade e são a melhor forma de poupar vidas numa catástrofe natural como a que aconteceu no Japão, defendeu um Geólogo da Universidade da Madeira.


 



Domingos Rodrigues deu hoje uma palestra da Universidade do Algarve sobre o "Risco Geológico da Madeira: evento de fevereiro de 2010" e demonstrou como os conhecimentos que as pessoas têm do que devem ou não fazer perante uma catástrofe são decisivos para o número de vítimas que pode fazer.


 


"Ponho a tónica na vulnerabilidade das pessoas. O risco depende não só do fenómeno mas também da vulnerabilidade das pessoas, da capacidade que as pessoas têm de resistir a esses tipo de processos", explicou Domingos Rodrigues à Lusa no final da palestra.


 


O professor da Universidade da Madeira frisou que no Japão, atingido por um violento sismo seguido de tsunami há cerca de duas semanas, "há alarmes e as pessoas têm comportamentos adequados" que lhes permite "saber o que fazer perante um tremor de terra".


 


"Isso é indicativo e fruto de uma educação que começa na família, vai pelos anos todos da escolaridade e permite que, em casos de eventos destes, consigam minimizar ou diminuir os efeitos destes perigos através só do comportamento", explicou, precisando que assim "a probabilidade de resistirem e sobreviverem é maior".


 


Rodrigues considerou que houve um número de mortes "significativo", mas sublinhou que se a preparação do país e dos japoneses não fosse tão grande para saber o que fazer em caso de sismos "o número de vítimas teria sido outro e muito mais parecido ao do tsunami que aconteceu na Ásia em 2004".


 


"Se as pessoas souberem quais as atitudes a tomar, souberem como se comportar, a probabilidade de serem afetadas e conseguirem resistir é muito maior. Estas questões da vulnerabilidade social, da resiliência das pessoas, são um fator determinante quando acontecem catástrofes deste tipo", reiterou.


 


Para Domingos Rodrigues, os comportamentos de risco estiveram na origem de muitas mortes nas inundações e deslizamentos de terras que assolaram a Madeira em 2010, mas o problema não é exclusivo do arquipélago.


 


"Não posso dizer que a questão seja da Madeira. Eu não posso dizer que, se houver um sismo hoje em Lisboa, as pessoas tenham as atitudes tão adequadas como os japoneses. Isto não é uma questão madeirense, é nacional", acrescentou.


 


O professor da Universidade da Madeira precisou que os riscos "devem ser abordados de uma maneira aplicada ao local onde as pessoas vivem, de modo a que saibam o que podem acontecer e tomem as atitudes indicadas".


 


"É um problema transversal a todo o Portugal e a única coisa que se tem que fazer é investir na educação", afirmou.


 


Fonte: Observatório do Algarve


1272: Barra de Cacela mantém-se… para já

A nova barra de Cacela, aberta no início do verão passado, deverá manter-se, não estando agendada qualquer medida para repor a configuração original daquela faixa litoral do concelho de Vila Real de Santo António, que assim ganhou uma nova ilha e viu diminuída a linha contínua de praia entre a foz do Guadiana e a vila histórica de Cacela Velha.


 


Da mesma forma, e porque aquele não é um lugar onde seja necessária assegurar a navegabilidade em todas as condições de maré, também não deverá ocorrer o encerramento da barra antiga, apesar de o seu assoreamento já permitir o atravessamento pedonal da ria nas horas de baixa-mar.

A nova barra de Cacela visou resolver o problema da fraca ação das marés que se vinha sentindo naquele troço final da Ria Formosa (delta), o que estava a afetar os viveiros da zona, conforme foi alertado pela Cooperativa Formosa.

A intervenção foi planeada pela Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve e financiada pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.

Na prática, a operação limitou-se a fazer um rasgão no cordão dunar, a nascente de Cacela Velha, cujas correntes e ação marítima vieram repor o ciclo das marés e evitar a acumulação excessiva de areias.


 


Fonte: Barlavento Online

segunda-feira, 21 de março de 2011

1271: Aviso Amarelo no Algarve

Faro


Última actualização da informação:



Segunda-feira, 21 de Março de 2011




Agitação Marítima

Amarelo



Agitação Marítima


Para o período de: 2011-03-21 17:00:00
até: 2011-03-23 13:59:59



Altura Significativa das Ondas


Na costa Sul ondas de sueste com 2 a 3 metros.



 


Fonte: IM

1270: Previsão meteorológica para a semana de 21 de Março a 27 de Março de 2011

Previsão meteorológica no Algarve para os próximos dias:


 


Dia 21 (2ªfeira) - Céu pouco nublado temporiamente nublado no interior algarvio onde existe a possibilidade para a ocorrência de aguaceiros e trovoadas durante a tarde. Vento moderado a forte de leste. Pequena descida da temperatura máxima.


 


Máximas: 17ºC - 21ºC
mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sueste com 1 a 1.5 metros aumentando para 1.5 a 2.5 metros. Temperatura da água do mar: 16ºC


 


Dia 22 (3ªfeira) - Céu pouco nublado temporiamente nublado no interior algarvio onde existe a possibilidade para a ocorrência de aguaceiros e trovoadas. Vento moderado a forte de leste. Pequena descida de temperatura máxima.


 


Máximas: 15ºC - 19ºC


mínimas:  6ºC - 10ºC


 


Estado do mar: Ondas de sueste com 2 a 3 metros. Temperatura da água do mar: 16ºC.


 


Dia 23 (4ªfeira)  - Céu muito nublado. Vento moderado a forte de leste. Aguaceiros e condições favoráveis à ocorrência de trovoadas durante a tarde.


  


Máximas: 14ºC - 18ºC


mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar: Ondas de sueste com 2 a 3 metros.


 


Dia 24 (5ª feira) - Céu pouco nublado temporiamente muito nublado com a possibilidade de aguaceiros e trovoadas durante a tarde. Vento moderado de leste rodando para sul. 


 


Máximas: 14ºC - 18ºC


mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar: Ondas de sueste com 1.5 a 2 metros passando a ondas de sul de 1 a 1.5 metros.


 


Dia 25 (6ª feira) - Céu pouco nublado. Vento fraco de sudoeste. Pequena subida de temperatura.


 


Máximas: 16ºC - 20ºC


mínimas: 7ºC - 11ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros.


 


Dia 26 (Sábado) - Céu nublado. Vento fraco a moderado de oeste. Aguaceiros.


 


Máximas: 16ºC - 20ºC


mínimas: 7ºC - 11ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros.


 


Dia 27 (Domingo) - Céu muito nublado. Vento fraco a moderado de noroeste. Aguaceiros.


 


Máximas: 16ºC - 20ºC


mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sudoeste com 1 metro.


 


Precipitação prevista para esta semana: 5 mm a 20 mm

domingo, 20 de março de 2011

1269: Erosão Costeira: Intempéries deste inverno prejudicaram sobretudo praia de Faro

Os efeitos mais visíveis dos temporais deste inverno ocorreram na Praia de Faro, onde foram demolidas, de forma controlada, quatro casas em risco de derrocada, antecipando-se, assim, trabalhos de remoção de edificações já previstos pelo Polis Ria Formosa.


 


Já os efeitos reais da ação do mar nas arribas da costa algarvia não são ainda conhecidos uma vez que a ARH/Algarve só irá proceder a um levantamento rigoroso dos danos após a Páscoa, quando o inverno tiver terminado, conforme o Observatório do Algarve já noticiara.


 


Contudo, a nível nacional as intempéries do último inverno prejudicaram sobretudo a costa no centro e no norte, com destaque para as praias do concelho de Ovar e para a derrocada de oito arribas entre a Marinha Grande e o Cabo Espichel.


 


No centro, os estragos pela ação do mar na costa verificaram-se especialmente em Esmoriz, Cortegaça, Maceda e Furadouro, no concelho de Ovar, havendo ainda registo de estragos nas praias de Mira e Costa de Lavos (Coimbra) e em Vieira de Leiria, disse à Lusa fonte da Administração Regional Hidrográfica (ARH-Centro).


 


Em Cortegaça, decorreu uma operação de emergência após o "recuo da linha de costa" por ação do mar, na zona do parque de campismo, e da "queda de duas pequenas construções de apoio".


 


No Furadouro, a povoação foi "inundada" pelas águas do mar, mas a ARH-Centro tem em curso uma empreitada de construção da primeira fase do prolongamento da "defesa longitudinal" da praia, "que deverá estar concluída até final de março".


 


A destruição de 40 metros de dique na barrinha de Esmoriz e os esporões danificados nas praias de Cortegaça e Maceda são outras situações identificadas este inverno, mas em zonas intervencionadas pelo Instituto da Água (INAG), afirmou a mesma fonte.


 


Na zona de intervenção da ARH do Tejo verificaram-se este inverno oito derrocadas em arribas, entre a Marinha Grande e o Cabo Espichel.


Paimogo e Porto Dinheiro (concelho da Lourinhã) e Pedra do Ouro (Alcobaça) são as praias com situações de maior instabilidade, embora "as movimentações de massas se distribuam praticamente ao longo de toda a área de intervenção", disse Gabriela Moniz, da ARH-Tejo.


 


Em situação de instabilidade está também a Praia da Poça, no Estoril (Cascais), onde a ARH-Tejo prevê efetuar, em abril ou em maio, uma obra de estabilização, além de intervenções em "alguns blocos instáveis" em praias dos concelhos de Alcobaça, Óbidos, Peniche, Torres Vedras, Mafra e Cascais.


 


Estão ainda previstas intervenções de estabilização de arribas em S. Pedro de Moel (Marinha Grande) e Praia da Formosa (Torres Vedras), mas desenvolvidas pelo INAG.


 


Mais a norte, a ARH-Norte vai investir mais de 2,5 milhões de euros só para reparar os estragos provocados em Moledo (Caminha), em Granja (Gaia) e no Mindelo (Vila do Conde), as três áreas costeiras mais afetadas naquela zona pelas investidas do mar ocorridas em fevereiro deste ano.


 


Por estimar estão os custos de reparações previstas junto ao campo de golfe da Estela e entre Aguçadoura e Averomar (Póvoa de Varzim), na praia da Apúlia e em S. Bartolomeu do Mar (Esposende), bem como em Castelo de Neiva (Viana do Castelo).


 


As intempéries que se registaram durante este inverno não causaram novas situações de instabilidade ou o agravamento das já existentes em arribas na costa alentejana, de acordo com a ARH do Alentejo, que identificou no troço Cabo Espichel/Sado, até maio do ano passado, quatro locais com risco "muito elevado" (praia da Califórnia, Porto de Abrigo, praia da Comenda e praia da Anixa) e quatro com "risco elevado": a praia da Ribeira do Cavalo, Falésia, praia de Albarquel e Passadiço e praia de Albarquel.


 


Fonte: Observatório do Algarve

sábado, 19 de março de 2011

1268: Mais de 8000 pessoas na marcha lenta anti-portagens na Via do Infante

Mais de 8000 pessoas, em mais de um milhar de automóveis e motos, participaram esta tarde na marcha lenta na Via do Infante, contra a imposição de portagens nesta autoestrada.


 


Fontes da organização contactadas pelo barlavento.online, garantiram que se tratou da maior manifestação contra as portagens alguma vez feita no Algarve.

Na zona do nó da A2 com a Via do Infante, no auge da manifestação, as filas chegaram a atingir dez quilómetros, cinco em cada sentido, numa marcha lenta que se prolongou por mais de três horas.

Na marcha lenta participaram o autarca do PS Manuel da Luz (Portimão) e ainda os autarcas do PSD Macário Correia (Faro) e Desidério Silva (Albufeira), bem como a deputada do Bloco de Esquerda Cecília Honório, entre outras figuras públicas.

O protesto foi convocado pelo «Movimento Algarve - Portagens na A22 Não» e pela Comissão de Utentes da Via do Infante, e começou cerca das 16 horas, com concentrações em quatro localidades algarvias, decorrendo ao longo de cerca de três horas nos dois sentidos da Via do Infante.


Contestação vai endurecer

João Vasconcelos, um dos dirigentes da Comissão de Utentes da Via do Infante, revelou que a providência cautelar vai avançar na próxima semana, enquanto se preparam outras lutas contra as portagens.

Assim, além da marcha lenta na Ponte Internacional do Guadiana marcada para dia 8 de abril, no dia 15, data para o início da cobrança de portagens na Via do Infante, está também a ser organizado um bloqueio aos acessos ao Aeroporto de Faro.

Com a manifestação de dia 8 de abril, na Ponte Internacional do Guadiana, os grupos anti-portagem querem chamar a atenção dos Andaluzes para o custo acrescido que terá uma viagem no Algarve.

Apelidada de Marcha do Guadiana, a iniciativa irá desenrolar-se entre os concelhos de Castro Marim e Vila Real de Santo António, estendendo-se até Espanha.


Portagens trazem prejuízos ao Algarve

Que as portagens vão trazer prejuízos ao Algarve é uma ideia partilhada por todos os participantes na marcha lenta.

Ainda em Portimão, num dos locais de concentração, um empresário disse ao barlavento.online que a frota de viaturas da sua empresa vai ter de gastar todos os meses «largas centenas de euros a mais», por causa das portagens.

«Isso significa mais despesas, desemprego, falências. Feitas as contas, vai custar mais ao país do que o que o Estado vai arrecadar com as portagens», acrescentou.

Também o presidente da Câmara de Albufeira manifestou a sua «preocupação». «Os turistas espanhóis cresceram no ano passado 10% no Algarve e 5% no concelho de Albufeira. É um mercado onde estamos a apostar em termos de promoção e que estava a dar uma resposta positiva. Mas agora com as portagens temo que todo o nosso trabalho vá por água abaixo», disse Desidério Silva.


 


Fonte: Barlavento Online

1267: Tavira lança alerta para risco de inundações

Tavira lançou um alerta para a zona ribeirinha da cidade devido à previsão de uma subida excecional do nível das marés, que influenciam as águas do Rio Gilão, de 19 a 22 de março.


 


O alerta dirigido a todos os residentes e proprietários das zonas ribeirinhas de Tavira recomenda a adoção de medidas especiais de prevenção, devido à previsão de uma subida excecional do nível das marés.


 


A autarquia, em comunicado, chama a atenção para “as marés de preia-mar dos dias 19 (01h57 e 14h20), 20 (02h42 e 15h03), 21 (03h45 e 15h46) e 22 de março (04h09 e 16h28) ultrapassam os 3,5 metros de altura, pelo que apelamos à colaboração de todos para uma adequada proteção das portas dos edifícios, localizados nas zonas mais baixas, de forma a evitar a provável entrada de águas”.


 


Segundo a mesma fonte “o Serviço Municipal de Protecção Civil destacará para o terreno uma equipa com os meios indispensáveis para fazer face a uma eventual necessidade de intervenção”.


 


A Câmara de Tavira lembra ainda que haverá condicionamentos de trânsito na baixa da cidade durante o fim de semana, devido à realização da prova de todo-o-terreno Baja Carmim, medidas que poderão ser alargadas caso as condições meteorológicas e a maré assim o justifiquem.


 


Fonte: Observatório do Algarve


 


 

quinta-feira, 17 de março de 2011

1266: Foz do Almargem está na «expetativa» para obter a «classificação de área protegida»

A Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve (Almargem) está na «expetativa» e «regozijante» com o aval da Assembleia Municipal de Loulé para a classificação da Foz do Almargem como «área protegida de âmbito local».


 


A classificação foi proposta pelo Bloco de Esquerda e aprovada pela AM de Loulé, no dia 11 de março. A decisão final cabe agora ao executivo camarário.

«Pela primeira vez, há uma pronúncia política favorável para que seja considerada a proposta de classificação do troço final desta zona como área protegida», diz a direção da Associação em nota de imprensa.

A Almargem defende ainda «a criação de uma «figura legal» que «seja capaz de travar a degradação dos valores daquela zona húmida do litoral louletano», tendo «apresentado propostas e desenvolvido várias ações».

«A ausência de vontade» por parte «da Câmara» e alguma «displicência», impossibilitaram a proteção desta área» e « impediram o avanço de uma estratégia de proteção de outras zonas húmidas do concelho, como o Caniçal de Vilamoura e as Lagoas das Dunas Douradas e do Garrão,», declara a direção do Almargem.

Estas zonas «ficam à mercê da especulação imobiliária e do betão, contribuindo para a sua degradação» acrescenta.

A Associação considera que «a proposta de classificação da Foz do Almargem» deve «consagrar a defesa na íntegra aquele espaço natural, afastando as ameaças que sobre ele pairam».

Só «desta forma será garantida a sua preservação efetiva e defendido o interesse público que constitui a preservação desta zona húmida».

Se a Foz do Almargem não for protegida, «estará a hipotecar-se o futuro de uma parte do património natural do concelho e da região, facto que será lamentado pelas gerações futuras».

«Pretendemos que se possa garantir a proteção da Foz do Almargem, com vista à conservação, mas também a sua valorização e promoção num quadro de aproveitamento turístico sustentável», diz a direção.

A apresentação da primeira proposta de valorização para a Foz do Almargem foi feita no início da década de 1990, há 20 anos.


 


Fonte: Barlavento Online

terça-feira, 15 de março de 2011

1265: Aviso Amarelo no Algarve

Faro


Última actualização da informação:



Terça-feira, 15 de Março de 2011




Precipitação

Amarelo



Precipitação


Para o período de: 2011-03-15 21:00:00
até: 2011-03-16 08:59:59



Chuva/Aguaceiros


Aguaceiros, por vezes fortes, que poderao ser acompanhados de trovoada e queda de granizo.



 


Fonte: IM


 

segunda-feira, 14 de março de 2011

1264: Portimão: Exercício “Intempéries 2011” testa capacidade de resposta a tempestade de grande impacto

O exercício "Intempéries 2011” vai ter lugar no dia 17 de março em todo o concelho de Portimão, planeado e conduzido com a finalidade de testar e exercitar o Sistema de Proteção Civil Municipal a uma tempestade de grande impacto e que provocará inúmeros danos materiais e pessoais.


 


Neste âmbito, a Comissão Municipal de Proteção Civil, os agentes de proteção civil locais participantes, as entidades cooperantes e o Serviço Municipal de Protecção Civil de Portimão atuarão como se de uma situação real se tratasse, procedendo às ações necessárias para a sua resolução, «uma vez que, após a aprovação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Portimão (PME), importa assegurar que este é efetivo na resposta a eventuais acidentes graves ou catástrofes que aconteçam no município», salienta a Câmara em nota de imprensa.

Segundo o cenário fictício traçado para este exercício, onde serão empregues meios LIVEX – Live Exercise para teste do PME, entre as 7h00 e as 10h00 de 17 de março o Barlavento Algarvio é atingido por chuva intensa, vento forte e trovoada, provocando múltiplos danos pessoais e materiais na área do município de Portimão.

Da tempestade vão resultar famílias desalojadas, sítios isolados, pontes destruídas, estradas intransitáveis, postes de eletricidade, árvores e muros derrubados, sistemas de saneamento básico inutilizados e muitas culturas desfeitas.

Os cursos de água que percorrem o concelho transbordam e a água provocará grande destruição junto às margens.

Logo pela manhã, registam-se ocorrências na zona do Poço Seco e as Estradas Nacionais 124 e 125 ficam condicionadas.

Uma das situações mais complexas verifica-se na Ribeira do Farelo, que corre junto à povoação da Figueira, onde a água transborda o seu leito normal e inunda várias habitações, estabelecimentos comerciais e a Estação Elevatória de Águas, no sítio das Fontaínhas.

Também danifica a Estação de Tratamento de Águas Residuais da Figueira, onde há informação de que dois funcionários são arrastados pelas águas.

Na baixa da Figueira, há habitações inundadas e muitos bens destruídos, prevendo-se ser necessário evacuar duas famílias.

Há ainda informação de que existem três pessoas com ferimentos que necessitam assistência.

Encontra-se interrompido o abastecimento de água, na Figueira e Mexilhoeira Grande, bem como o de energia elétrica, este devido à queda de vários postes de alta tensão que alimentam a freguesia.

Toda a rede viária municipal apresenta danos consideráveis, tendo várias pontes e pontões sido sumariamente destruídos.

Na zona do Canafechal foi delineado um cenário de intervenção, o qual pressupõe o abatimento de estradas junto a uma ribeira, tendo sido arrastado um veículo e provocadas vítimas, admitindo-se a existência de mortes.

Ainda na freguesia da Mexilhoeira Grande, a zona da Senhora do Verde encontra-se isolada e várias habitações ficam danificadas, sendo necessário evacuar cinco famílias.

Neste local há notícia da morte, por afogamento, de vários animais de raça caprina e bovina.

Face à situação verificada e às informações recebidas, o presidente da Câmara de Portimão determina a convocação da CMPC - Comissão Municipal de Proteção Civil, tendo em vista a análise da situação e a preparação de eventuais medidas a tomar, assegurando desde logo a direção e coordenação das operações de salvamento, proteção e socorro.

A CMPC decidirá sobre a eventual ativação do PME local e sobre a declaração da Situação de Alerta.

O Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro da Autoridade Nacional de Proteção Civil e o Governo Civil serão informados da situação, admitindo-se a necessidade de solicitar reforço de pessoal e meios materiais.

Ao longo da manhã continuam a verificar-se períodos de chuva muito fortes e ventos na ordem dos 100km/h, que juntamente com as descargas das barragens do Funcho, Arade, Odelouca e a preia-mar, irão agravar a situação, nomeadamente na baixa de Portimão.

Prevê-se que os locais mais afetados sejam o Largo Gil Eanes, Largo do Dique, Rua Júdice Biker, Rua de S. José, zonas do Sapal e do Estrumal, podendo ocorrer prejuízos em várias casas particulares e comerciais, bem como afetar o trânsito automóvel.

A Avenida Paul Harris e o Túnel das Cardosas também poderão ficar interrompidos devido à acumulação de água.

O estado do mar está bastante alterado e dois turistas que passeavam no molhe oeste da barra de Portimão foram arrastados por uma onda para o estuário do rio Arade.

Na Marina de Portimão registam-se estragos causados pelo mar que desassoreou a praia, tendo colocado algumas infraestruturas (canalizações de águas pluviais, saneamento e gás natural) a descoberto.

A situação nas escolas também é afetada pelas condições meteorológicas, verificando-se nalguns casos inundações que poderão obrigar à evacuação dos alunos, merecendo especial atenção os Jardins de Infância das Vendas e de Montes de Alvor.

A Câmara de Portimão salienta ainda que as escolas do município foram convidadas a testar, neste exercício, os seus procedimentos no tocante à evacuação de alunos.


 


Fonte: Barlavento Online

1263: Previsão meteorológica para a semana de 14 de Março a 20 de Março de 2011

Previsão meteorológica no Algarve para os próximos dias:


 


Dia 14 (2ªfeira) - Céu muito nublado com abertas durante a tarde. Vento moderado de sudoeste rodando para noroeste. Aguaceiros que podem ser fortes e condições favoráveis à ocorrência de trovoadas.


 


Máximas: 13ºC - 17ºC
mínimas: 5ºC - 9ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sudoeste com 1.5 a 2 metros. Temperatura da água do mar: 15ºC


 


Dia 15 (3ªfeira) - Céu muito nublado com abertas durante a manhã. Vento moderado a forte de oeste. Aguaceiros.


 


Máximas: 13ºC - 17ºC


mínimas:  4ºC - 8ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1.5 a 2 metros. Temperatura da água do mar: 15ºC.


 


Dia 16 (4ªfeira)  - Céu muito nublado. Vento moderado a forte de noroeste com rajadas até aos 70 km/h. Aguaceiros e condições favoráveis à ocorrência de trovoadas.


  


Máximas: 13ºC - 17ºC


mínimas: 4ºC - 8ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros.


 


Dia 17 (5ª feira) - Céu pouco nublado. Vento fraco a moderado de norte. 


 


Máximas: 14ºC - 18ºC


mínimas: 7ºC - 11ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros.


 


Dia 18 (6ª feira) - Céu pouco nublado. Vento fraco de norte. Pequena subida de temperatura.


 


Máximas: 16ºC - 20ºC


mínimas: 7ºC - 11ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros.


 


Dia 19 (Sábado) - Céu muito nublado. Vento fraco. Pequena subida de temperatura.


 


Máximas: 16ºC - 20ºC


mínimas: 7ºC - 11ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros.


 


Dia 20 (Domingo) - Céu pouco nublado. Vento fraco. 


 


Máximas: 16ºC - 20ºC


mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sudoeste com 1 metro.


 


Precipitação prevista para esta semana: 20 mm a 50 mm

domingo, 13 de março de 2011

1262: Aviso Amarelo no Algarve

Faro


Última actualização da informação:



Domingo, 13 de Março de 2011




Precipitação

Amarelo



Precipitação


Para o período de: 2011-03-13 23:00:00
até: 2011-03-14 12:59:59



Chuva/Aguaceiros


Aguaceiros, que poderao ser fortes e acompanhados de trovoada.



 


Fonte: IM

sexta-feira, 11 de março de 2011

1261: Mau tempo no Algarve: Chuva intensa provoca inundações em Altura

A chuva forte que abateu-se sobre o Sotavento Algarvio esta manhã e início da tarde. Resultou em algumas inundações na zona da Altura, a situação mais preocupante foi no sítio da Alagoinha, onde o transbordo da ribeira do Álamo chegou a afectar algumas habitações e que levou ao corte da EN125 nessa mesma zona.


 


EN 125 cortada ao trânsito


 



 



 


Ribeira do Álamo


 



 



 


 


Fotos gentilmente cedidas pelo membro Gil Algarvio do Fórum MeteoPT

1260: Risco de tsunami não foi avaliado no Plano de Pormenor da praia de Faro

O Plano de Pormenor da praia de Faro “inclui os processos mais importantes que podem constituir fatores de risco para a ocupação do território, com exceção dos tsunamis”, alerta o Laboratório Nacional de Engenharia (LNEC).


 


Num parecer da autoria do investigador Francisco Santos do LNEC, elaborado em dezembro de 2010 e a que o Observatório do Algarve teve acesso, recomenda-se à Sociedade Polis Litoral Ria Formosa que inclua na definição das faixas de vulnerabilidade e proteção os fatores de risco associados aos tsunamis, “pela sua perigosidade”.


 


O documento considera ainda que este plano inclui “os processos mais importantes que podem constituir fatores de risco para a ocupação do território nas ilhas barreiras”, entre eles as tempestades extremas e os galgamentos marítimos.


 


Trata-se do parecer sobre o projeto do Plano de pormenor da Praia de Faro e o Projeto de Intervenção e Requalificação das ilhas barreira e ilhotes, cuja execução está a cargo da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, elaborado pelo LNEC.


 


Plano de Risco Sísmico do Algarve já aprovado


 


No entanto, “está já aprovado o Plano de risco sísmico e tsunamis do Algarve”, confirmou ao Observatório do Algarve a Governadora civil de Faro.


 


Isilda Gomes adianta que está previsto para este ano o exercício LAIZEX, “já com meios no terreno” para avaliar a capacidade das entidades envolvidas na resposta a este tipo de fenómenos, no âmbito do Plano Especial de Emergência de Proteção Civil para o Risco Sísmico e de Tsunamis na Região do Algarve, depois de se ter efetuado recentemente o exercício de comunicações (CPX) cujo quartel-general, para efeitos de simulação, ficou sedeado no Mercado Abastecedor de Faro.


 


A governadora salienta ainda que o Plano do Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve (PRSTA) abrange toda a região.


 


Ao que o Observatório do Algarve apurou, no referido estudo foram definidos cenários para áreas de entrada potencial de ondas de tsunami com elevação de 3, 5 e 7 metros acima do nível médio do mar.


 


A partir dos 5 metros, seria afetada toda a Ria Formosa, desde a península do Ancão (Quinta do Lago) onde se insere a praia da Faro, até à zona de Cacela (Vila Real de Santo António), dadas as características da zona com solos arenosos e baixa elevação.


 


Características que iriam agravar os riscos, devido aos chamados fenómenos de liquefacção que frequentemente ocorrem em zonas arenosas durante um terramoto.


 


É preciso Plano de alerta e evacuação da praia de Faro


 


Todavia, a Memória Descritiva do estudo prévio do Plano de Pormenor da Praia de Faro de Fevereiro de 2011, avança já com alguns dos efeitos que poderia ter um tsunami e considera “de extrema importância a existência e a divulgação de um plano de alerta e evacuação da Praia de Faro pelas autoridades competentes, porque se trata de uma península apenas com uma ligação rodoviária para o exterior, que se faz através de uma ponte de apenas um sentido”.


 


O Plano acentua que as ilhas barreira são áreas dinâmicas e sensíveis da zona costeira, salientando que a sua composição arenosa, baixa elevação e exposição a tempestades transformam o sistema a que costumamos chamar Ria Formosa em áreas vulneráveis à erosão e à destruição.


 


Segundo o documento, o grau de vulnerabilidade varia para diferentes áreas das ilhas barreira, dependendo de vários factores como a elevação, largura, ocupação humana e proximidade às embocaduras.


 


No referido relatório, cuja discussão está prevista para 17 de março na Comissão de Acompanhamento, como o Observatório do Algarve já noticiara (ver aqui), “são apresentadas e integradas diferentes faixas de vulnerabilidade resultantes da ação de galgamentos oceânicos, de inundações causadas por um nível das águas costeiras e lagunares excecionalmente elevado e do recuo da duna frontal”.


 


À exceção dos tsunamis, “todos estes fenómenos ocorrem com regularidade neste setor da costa Algarvia”, pelo que se utilizou para o presente estudo, a melhor informação científica disponível, refere o documento que a Sociedade Polis vai apresentar a autarquias, associações de moradores e demais entidades envolvidas na gestão do litoral.


 


Fonte: Observatório do Algarve


 


 

terça-feira, 8 de março de 2011

1259: Cheias em Tavira causam deslizamentos de terras


 


Fonte: SIC

Resumo climatológico do mês de Fevereiro de 2011 no Algarve

Fevereiro de 2011 no Algarve


 



Estações


Meteorológicas



Temperatura


Máxima (ºC)



Temperatura


mínima(ºC)



Precipitação


(mm)


Albufeira 24.3 3.2 47.8
Aljezur 25.3 -1.6 76.6
Almancil 24.2 0.9 52.1
Alte 27.3 -2.7 72.2
Castro Marim 26.0 1.4 40.4
Faro (Aeroporto) 22.7 3.1 49.4

Lagoa (Sítio das


Fontes)


26.1 -0.8 76.2
Lagoa 27.6 0.2 73.2
Messines 26.4 -2.2 66.4
Olhão 23.3 2.2 55.0
Portimão 26.1 0.4 82.9
Sagres 21.8 2.5 124.7

São Brás de


Akportel


25.6 2.2 32.5
Tavira 25.5 3.9 48.7

 


 


Resumo do mês:


Em termos das temperaturas máximas variaram entre os 27.6ºC em Lagoa e os 21.8ºC em Sagres. Em relação às temperaturas mínimas destaque para as mínimas negativas em Aljezur (-1.6ºC), Alte (-2.7ºC), Lagoa (Sítio das Fontes) (-0.8ºC) e Messines (-2.2ºC). As temperaturas mínimas variaram entre os -2.7ºC em Alte e os 3.9ºC em Tavira.


Quanto à precipitação de notar que a precipitação no Barlavento ficou próxima do normal enquanto no Sotavento Algarvio foi abaixo da média.. A precipitação variou entre os 32.5 mm em São Brás de Alportel e os 124.7 mm em Sagres.


 


O Algarve acaba o mês de Fevereiro em situação de seca fraca no Sotavento Algarvio.


 


 


Precipitação total em 2011:


 



Estações


Meteorológicas



Precipitação Total


(mm)


Albufeira  101.9
Aljezur  118.8
Almancil  120.4
Alte  137.0

Castro Marim


 70.4
Faro (Aeroporto)  90.5

Lagoa (Sítio das


Fontes)


 136.0
Lagoa  136.4
Messines  142.4
Olhão  86.0 
Portimão  155.5
Sagres  266.0

São Brás de


Alportel


  98.3 
Tavira  78.8

Resumo do mês de Fevereiro de 2011

Fevereiro de 2011


 


Média das Máximas: 18.0ºC (+1.2ºC)


Média das mínimas: 7.4ºC (-0.8ºC)


MÉDIA: 12.7ºC (+0.2ºC)


 


Temperatura MÁXIMA mais alta: 23.3ºC (dia 25)


Temperatura MÁXIMA mais baixa: 13.4ºC (dia 1)


Temperatura mínima mais alta: 11.2ºC (dia 19)


Temperatura mínima mais baixa: 2.2ºC (dia 9)


 


Nº dias com temperaturas MÁXIMAS inferiores a 10ºC: 0


Nº dias com temperaturas mínimas inferiores a 5ºC: 5


 


Precipitação: 55 mm


Precipitação máxima diária: 27 mm (dia 15)


Nº dias com precipitação superior a 10 mm: 2


Nº dias com precipitação: 5


Nº dias com trovoada: 1


 


 


 


 


segunda-feira, 7 de março de 2011

1258: Aviso Amarelo no Algarve

Faro


Última actualização da informação:



Segunda-feira, 7 de Março de 2011




Precipitação

Amarelo



Precipitação


Para o período de: 2011-03-07 10:00:00
até: 2011-03-08 17:59:59



Chuva/Aguaceiros


Aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada.




Agitação Marítima

Amarelo



Agitação Marítima


Para o período de: 2011-03-07 13:00:00
até: 2011-03-08 11:59:59



Altura Significativa das Ondas


Na costa Sul: ondas de sueste com 1,5 a 2,5 metros



 


Fonte: IM

1257: Previsão meteorológica para a semana de 7 de Março a 13 de Março de 2011

Previsão meteorológica no Algarve para os próximos dias:


 


Dia 7 (2ªfeira) - Céu muito nublado. Vento moderado de sueste. Aguaceiros que podem ser fortes e condições favoráveis à ocorrência de trovoadas.


 


Máximas: 15ºC - 19ºC
mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sueste com 1 a 1.5 metros aumentando para 1.5 a 2.5 metros. Temperatura da água do mar: 16ºC


 


Dia 8 (3ªfeira) - Céu muito nublado. Vento moderado de sueste. Aguaceiros, que podem ser fortes e condições favoráveis à ocorrência de trovoadas.


 


Máximas: 15ºC - 19ºC


mínimas:  6ºC - 10ºC


 


Estado do mar: Ondas de sueste com 1.5 a 2.5 metros tornando-se de sul. Temperatura da água do mar: 16ºC.


 


Dia 9 (4ªfeira)  - Céu muito nublado. Vento fraco a moderado de leste. Aguaceiros e condições favoráveis à ocorrência de trovoadas.


  


Máximas: 15ºC - 19ºC


mínimas: 7ºC - 11ºC


 


Estado do mar: Ondas de sueste com 1 a 1.5 metros.


 


Dia 10 (5ª feira) - Céu nublado. Vento fraco a moderado de leste. Aguaceiros.


 


Máximas: 15ºC - 19ºC


mínimas: 7ºC - 11ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros.


 


Dia 11 (6ª feira) - Céu muito nublado. Vento moderado de leste rodando para sudoeste. Períodos de chuva ou aguaceiros.


 


Máximas: 15ºC - 19ºC


mínimas: 7ºC - 11ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros.


 


Dia 12 (Sábado) - Céu muito nublado. Vento fraco a moderado de oeste. Aguaceiros e condiçoes favoráveis à ocorrência de trovoadas.


 


Máximas: 15ºC - 19ºC


mínimas: 7ºC - 11ºC


 


Estado do mar: Ondas de sudoeste com 1 a 1.5 metros.


 


Dia 13 (Domingo) - Céu muito nublado. Vento moderado de sudoeste. Aguaceiros e condições favoráveis à ocorrência de trovoadas.


 


Máximas: 15ºC - 19ºC


mínimas: 6ºC - 10ºC


 


Estado do mar:  Ondas de sudoeste com 2 metros.


 


Precipitação prevista para esta semana: 30 mm a 80 mm

sábado, 5 de março de 2011

1256: Aviso Amarelo no Algarve

Faro


Última actualização da informação:



Sábado, 5 de Março de 2011




Precipitação

Amarelo



Precipitação


Para o período de: 2011-03-05 23:00:00
até: 2011-03-08 17:59:59



Chuva/Aguaceiros


Aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada.



 


Fonte: IM

1255: 185 demolições no asfalto da Praia de Faro

O Plano de Pormenor da Praia de Faro prevê a demolição de 185 casas na zona concessionada à autarquia. De pé ficam apenas 80.


 


O Observatório do Algarve apurou que o Plano de Pormenor elaborado para a zona da Praia de Faro desafetada do Domínio Público Marítimo, área gerida pela Câmara Municipal de Faro, prevê que apenas fiquem de pé 80 construções.


 


Na área a nascente da ilha e do lado do mar, está prevista a demolição de 131 casas, ficando exclusivamente de pé os três maiores edifícios.


 


Na área a poente, vão abaixo 54 construções, ficando de pé apenas cinco, três das quais são prédios de quatro pisos. Entre os edifícios a demolir estão sinalizados os restaurantes Camané e Paquete.


 


A estas demolições acrescem as que já estavam previstas na zona de Domínio Público Marítimo, que são consideradas construções clandestinas.


Estes números, apurados pelo Observatório do Algarve, não foram confirmados pela Sociedade Polis Litoral da Ria Formosa.


 


Valentina Calixto, presidente da Sociedade Polis Litoral da Ria Formosa apenas confirmou que o número de casas a demolir já está apurado, todavia recusou-se a adiantar quantas são.


 


“Claramente que temos o número identificado, mas o detalhe do projeto é que vai ajustar esse número”. A responsável refere-se à construção de uma duna 'gigante' que visa proteger as zonas lagunar e continental, como o aeroporto e a baixa da cidade de Faro, de um possível galgamento do mar, em consequência de temporais.


 


“Não estamos a falar de uma renaturalização total. Estamos a falar sim de uma zona de intervenção que conflitua não só com a edificação, mas também com a estrada existente, ou seja, vamos ter de relocalizar nalguns pontos a estrada”, sublinhou.


 


A presidente da Sociedade Polis Litoral da Ria Formosa falou com o Observatório do Algarve à margem do encontro “Conversas na Ria”, que decorreu no dia 3 de março, em Tavira.


 


Valentina Calixto explicou que o risco existente naquela zona era conhecido, todavia os estudos efetuados no âmbito da elaboração do Plano de Pormenor vieram a revelar que atinge "um nível preocupante”.


 


“Os estudos, que estão concluídos neste momento, adiantam que a Praia de Faro é uma área de grande risco de galgamento, que em qualquer altura de grande tempestade poderá provocar danos não só na ilha, mas no espaço lagunar e espaço continental envolvente”, alertou.


 


A presidente da Sociedade Polis acrescentou que a solução técnica proposta para reduzir o risco de galgamento passa pela construção de uma duna em toda a extensão da Península do Ancão, o que implica a demolição de construções existentes também na zona de desafetada do Domínio Público Marítimo.


 


A duna terá “uma altura e uma extensão para o lado do mar, por forma a criar robustez ao cordão dunar, que permita que o mar encontre ali uma força que impeça que ele consiga destruir toda a zona de ilha”.


 


Realojamento fora da zona desafetada


 


A presidente da Sociedade Polis declarou também que, ao contrário do que estava previsto, o realojamento das famílias com primeiras habitações na Praia não será feito na zona desafetada do Domínio Público Marítimo.


 


“Preferencialmente pensava-se que o realojamento das primeiras e únicas habitações da zona do domínio público deveria fazer-se também na zona desafetada, mas por situações de risco o Plano de Pormenor desaconselha isso”, disse e sublinhou que não será possível retirar totalmente o risco daquela área, apenas minimizá-lo.


 


De acordo com Valentina Calixto, as soluções serão encontradas em articulação com a Câmara Municipal de Faro, entidade responsável pela gestão daquele território em particular.


 


Novos trabalhos ultrapassam orçamento


 


Os novos trabalhos programados para a Praia de Faro vão ultrapassar o orçamento inicial numa verba que Valentina Calixto estima que ultrapasse os 15 milhões de euros, quando o inicialmente previsto rondava os 6 milhões de euros.


 


“Estamos a falar em relocalização de infraestruturas, uma duna reconstruída, edificações algumas em que os lotes foram vendidos e as casas construídas legalmente, há que indemnizar essas habitações”, exemplificou.


 


Para já a responsável não acredita que seja ultrapassado o prazo definido para a execução do Polis Litoral da Ria Formosa, que deverá estar concluído até ao final de 2012, com possibilidade de prolongar por mais 6 meses.


 


Contudo, Valentina Calixto salienta que estão perante novas exigências e essa avaliação temporal só pode ser efetuada com o avançar do projeto.


“O risco existia e era conhecido, mas nunca pensámos que fosse necessária esta solução e tanta intervenção para minimizar o risco”, concluiu.


 


Comissão Específica reúne a 17 de março


 


As conclusões e soluções apresentadas no Plano de Pormenor da Praia de Faro vão ser discutidas numa reunião da Comissão Específica, agendada para 17 de março.


 


A Comissão, criada por despacho ministerial no âmbito do Plano de Ordenamento da Orla Costeira para acompanhamento dos trabalhos a realizar nas ilhas barreira, é composta por todas as entidades com competência no território. A reunião incluirá ainda as associações que representam a Praia de Faro. A todos os envolvidos foi já entregue uma cópia do documento que irá ser discutido.


 


Fonte: Observatório do Algarve

1254: O ciclone de há 70 anos: «na aldeia da ilha Ançã nem destroços restam»

O «barlavento» termina aqui, com esta terceira parte, a evocação dos estragos causados no Algarve pelo ciclone que atingiu o país há 70 anos, no dia 15 de Fevereiro de 1941.


 


Como seria de prever, o ciclone atingiu fortemente as ilhas barreira da Ria Formosa: «Na ilha da Culatra desapareceram muitas barracas de pescadores, que se dirigiram ao departamento [Marítimo do Sul] a pedir providências. Os marítimos das ilhas perderam os seus barcos e os apoios de pesca. Os ilhéus foram vacinados, devido a terem aparecido doentes atacados de varíola. A barca do porto comum foi parcialmente destruída».

«Há, porém, um facto que sobreleva todos os outros: A destruição da aldeia da ilha Ançã [Ancão – Praia de Faro], da qual nem destroços restam. Ondas gigantescas, de altura inconcebível, invadiram de súbito a pequena língua de terra. Nada podia resistir-lhes. Casas, redes, pequenas embarcações, o arraial da armação da pesca de atum «Cabo de Santa Maria» - tudo foi reduzido a migalhas num abrir e fechar de olhos. E logo outras vagas arrastaram os restos daquilo, que momentos antes, fora uma povoação de gente humilde e laboriosa, agora lançada na mais negra e desoladora das misérias».

Ao todo, mais de cem pessoas, entre homens, mulheres e crianças, foram atingidos pela catástrofe, na hoje designada Praia de Faro.

«Próximo da ilha Ançã e junto do ilhote de Coleiros, a fúria do mar teve um efeito surpreendente: apareceu uma nova barra».

Na Fuzeta, «parte da povoação foi invadida pelo mar. Ficaram inundadas centenas de habitações». «Os prejuízos nas embarcações são elevados. A ria está assoreada, pelo que é impossível o tráfego».

Os pescadores perderam ainda todas as teias de alcatruzes utilizadas na pesca do polvo. Na mesma localidade, tal como em Moncarapacho e Pechão «há milhares de oliveiras derrubadas».

Por sua vez, em Vila Real de Santo António, «os campos sofreram uma razia, não ficando, em muitos pontos, uma árvore de pé. No rio afundaram-se numerosas embarcações, outras ficaram destruídas e ainda outras desapareceram. As canoas dos irmãos Jacinto e José Barão e do Sr. José Marques foram tragadas pelas águas, assim como os respectivos carregamentos de café e açúcar. Um «gasolina» da Empresa de Transportes do Guadiana ficou despedaçado. No local conhecido por Lasareto, as casas velhas ruíram. Abateram telhados e paredes nas fábricas de Sanches e Barroso, Raul Folques, Sales, Ramirez, Aliança e Paródi. (…) Na vila, o tanoeiro António Segura Rodrigues foi projectado de encontro a uma parede sofrendo fractura nos maxilares. (…) Na avenida da Republica o vento levou as guaritas da Guarda-Fiscal».

«Na secretaria da Câmara Municipal, todas as janelas ficaram estilhaçadas. Correram perigo os funcionários e algumas pessoas que ali se encontravam, chegando a esboçar-se o pânico. Embora sem gravidade, há pessoas feridas com os estilhaços dos vidros».

«Por todo o lado há candeeiros de iluminação destruídos, postes telegráficos e telefones derrubados – o que tem impedido as comunicações com o resto da província e nomeadamente a capital – casas destelhadas, empenas caídas e árvores arrancadas. A caminho de Castro Marim o aspecto é ainda mais desolador. Toda a margem de terrenos cultivados alagaram-se, estando completamente inutilizadas as sementeiras de cevada, trigo e fava. A água subindo em verdadeiras cortinas, avança na parte baixa da vizinha cidade espanhola de Ayamonte, inundando-a completamente. Devem ser importantes os estragos ali ocorridos. Na povoação espanhola de Canelas caiu parte do campanário duma igreja».

Na velhíssima cidade de Tavira, «contam-se às dezenas os prédios que sofreram prejuízos. Na fábrica de moagem de J. A. Pacheco, o vento levou grande parte da cobertura, o mesmo sucedendo no armazém contíguo à moagem da firma Araújo Ribeiro & Dias. Na fábrica de conservas Balsense e na casa do salva vidas também abateram os telhados».

Também em Tavira, «o Bairro Jara habitado por gente pobre foi atingido gravemente, havendo moradias que ficaram destelhadas e em ruínas. Na bacia das Quatro Águas uma barca da Companhia de Pescarias Algarve, denominada Moagem, foi ao fundo, carregada de sal. Os batelões da mesma companhia que estavam junto do rio, que corre paralelo à costa foram atingidos pelas vagas, afundando-se. Na ilha de Tavira a água do mar juntou-se à do rio, pondo em sério risco o arraial da armação daquela empresa. A maioria das cabanas existentes na ilha foi levada pela corrente. No campo, milhares de árvores foram destruídas [No sítio das Cabanas, um olival, de que é proprietário o Sr. José Chagas, de cerca de trezentas árvores, só oito ficaram de pé]. Não há comunicações. A camioneta que faz a carreira diária entre a cidade e a vila de Alportel foi atingida por uma árvore».

«No sítio da Fortaleza, junto da armação do atum, o mar abriu nova barra de grande extensão» Na freguesia da Luz, «até a erva foi queimada pelo vento».

Reconstrução e situação atual

Os prejuízos totais na região foram contabilizados, dias depois do ciclone e segundo o «Diário de Notícias», em 50 000 contos (aproximadamente 250 mil euros, mas que, a valores atuais, ascenderiam a mais de 10 milhões de euros). A economia do Algarve ficou fortemente afectada e os mais pobres duramente atingidos, tanto mais que «as sementeiras de fava e ervilha, que constituem uma grande riqueza do Algarve e a base de alimentação das classes menos abastadas nesta quadra, podem considerar-se perdidas».

Mas os algarvios não se detiveram perante tão grande adversidade. Foram vários os gritos de socorro às entidades, emanados através dos jornais, como em Salir: «Centenas de camponeses, olhos rasos de lágrimas procuraram o correspondente do Século e pediram-lhe que, por intermédio do nosso jornal, se solicitassem providências ao Governo».

Até em Lisboa «uma comissão de estudantes algarvios, de várias Faculdades», coordenados por Maria Odete Leonardo, resolveu «recolher donativos para acudir aos seus conterrâneos».

António Graça Mira, contemporâneo aos acontecimentos, recorda ainda os cortejos de ofertas, que se realizaram um pouco por toda a região, bem como o imposto de um tostão, ambos destinados ao auxílio das vítimas.

O Carnaval de 1941, cujos festejos ocorreram a 25 de fevereiro, foi bastante discreto em todo o território. Mas em Loulé e em exceção, o corso saiu à rua, ou não se destinassem as suas receitas a apoiar o funcionamento do Hospital da Misericórdia.

A liderar o processo de restabelecimento do país esteve um algarvio, o louletano Eng. Duarte Pacheco, que à época ocupava o cargo de Ministro das Obras Públicas e Comunicações. O seu empenho e a pronta ação foram meritórios, permitindo normalizar “rapidamente” o país após tão pesada calamidade.

Em Portimão, data desta época a construção do bairro do Pontal, precisamente para alojar as famílias pobres que viram as suas casas e barracas destruídas pela violenta tempestade.

O ciclone marcou duramente a paisagem do Algarve, muitas árvores centenárias desapareceram e hoje dificilmente se imagina, por exemplo, a estrada de Faro a Olhão ladeada de eucaliptos. Interessante é constatar como a economia algarvia se transformou tanto nas últimas décadas.

Atualmente, já não seriam destruídos barcos carregados de esparto, de conservas, ou mesmo de açúcar. A freguesia de Pêra já não abastece Lisboa de favas ou ervilhas, e nem haveria no Algarve chaminés de fábricas de conservas, ou mesmo de cortiça, para derrubar. A produção de amêndoa, à época tão importante na economia regional, é hoje residual.

Mas o quotidiano e os hábitos dos algarvios também se modificaram substancialmente. Em Alte, como em toda a região, já não se cozinha com a água das goteiras, nem as favas e os griséus são a base da alimentação, ou exclusivas desta quadra.

Como se comportariam hoje os prédios da Praia da Rocha perante um ciclone? Ou todos os outros prédios por esse Algarve fora? É algo que devemos equacionar.

Afinal hoje, tal como ontem, não estamos livres dos efeitos de um novo ciclone extra-tropical.

Outras tempestades têm fustigado Portugal e o Algarve nos últimos 70 anos, mas felizmente nenhuma outra atingiu a destruição vivida pelos nossos avós, como a causada pelo ciclone de 15 de Fevereiro de 1941.


Bibliografia: Jornais «O Século» e «Diário de Notícias» de fevereiro de 1941 e Conta de Gerência do Município de Portimão de 1942 (gentilmente cedida pelo Centro de Documentação do Museu de Portimão)


*Investigador de História Local e Regional


4 de Março de 2011 | 23:43
Aurélio Nuno Cabrita*


 


Fonte: Barlavento Online

quinta-feira, 3 de março de 2011

1253: Carnaval 2011 um pouco por todo o Algarve

A crise pode até obrigar a alguma contenção nas despesas, mas o engenho sobrepõe-se e um pouco por todo o Algarve há foliões dispostos a animar o Carnaval. O Observatório do Algarve faz-lhe o roteiro das festas.


 


Loulé é um marco nos festejos de Carnaval a nível nacional. Este ano com o tema “… E Nós por Cá…”, a organização pretende retratar o momento atual do país, sobretudo a crise financeira e o défice das contas públicas.


 


A Avenida José da Costa Mealha vai ver passar 14 carros alegóricos, charriots, veículos mecânicos, cabeçudos, gigantones e centenas de figurantes, entre músicos, bailarinos e performers, nos dias 6, 7 e 8 de março, entre as 15h00 e as 18h00, naquele que é o mais antigo corso do país.


 


Paralelamente, logo no sábado, a partir das 15h00, na Avenida José da Costa Mealha, as crianças das escolas do 1º ciclo e jardins de infância desfilam no Carnaval Infantil. Às 16h00 é a vez do Salão de Festas receber a Festa de Carnaval Sénior.


 


A 7 de março, o “Palácio” do NERA, acolhe o Baile de Gala de Carnaval, com o tema “Lucky Night” e animação musical a cargo da orquestra Art & Música Big Band e do Quarteto Fora d’Horas.


 


Saiba mais sobre a programação em Loulé aqui.


 


Alte (Loulé) aposta num Carnaval tradicional, com todo o desfile a ser preparado pela população. Carros alegóricos e grupos apeados saem à rua nos dias 6 e 8 de março, entre as 15h00 e as 18h00. À noite, a partir das 21h30, há baile na Casa do Povo com concurso de máscaras.


 


Já em Quarteira, o programa arranca na sexta feira, dia 4 de Março, com o desfile das crianças dos infantários (10h00) e o desfile das crianças das escolas do 1º ciclo (14h30), na Avenida Infante Sagres.


 


Nos dias 5, 6 e 8, às 15h00, o corso desfila na Avenida Infante Sagres.


 


O Aquashow é o espaço onde decorre o Baile de Máscaras nos dias 5 e 7, às 21h00. As comemorações encerram na Quarta Feira de Cinzas, com o Enterro do Entrudo, pelas ruas da cidade, a partir das 21h00.


 


Saiba mais sobre a programação em Alte e Quarteira aqui.


 


Vila Real de Santo António encurtou este ano o orçamento destinado às festas de Carnaval e ‘guardou’ os carros alegóricos.


 


As comemorações deste ano estão concentradas na Praça Marquês de Pombal e no Centro Cultural António Aleixo, na cidade, e na zona poente de Monte Gordo.


 


Assim, no dia 5 de março há o Baile do Estudante, a partir das 22h00, no Centro Cultural António Aleixo, e à 01h00 começam as Noites Loucas do Carnaval com DJ Flip D’ Palm e DJ Tim Royko, na zona poente de Monte Gordo.


 


Maya e João Manzarra são os anfitriões da Festa de Carnaval, com concurso de disfarces, dia 6, às 15h00, na Praça Marquês de Pombal. À noite, há Baile de Máscaras, no Centro Cultural António Aleixo, às 22h00.


 


A dose repete-se no dia 7, com Baile de Máscaras (Centro Cultural António Aleixo - 22h00) e Noites Loucas de Carnaval com Duo Reflexo, DJ Abel Iglésias e DJ Juan Magan (Zona Poente de Monte Gordo – 00h00).


 


Na terça feira, Maya e João Manzarra vão estar na zona poente de Monte Gordo para o concurso de disfarces (15h00).


 


O programa encerra com o Baile da Mulher, no Centro Cultural António Aleixo, às 22h00, onde se inclui o concerto “As canções ao desafio”, com Miguel Ângelo e Miguel Gameiro.


 


Saiba mais sobre a programação em Vila Real de Santo António aqui.


 


O Entrudo é festejado à moda tradicional em São Brás de Alportel. Há bailes a partir de sábado, nos clubes locais e na terça feira gorda os ‘disfarces’, em carros alegóricos ou a pé saem à rua. Todo o programa aqui .


 


Em Moncarapacho (Olhão) o Carnaval centenário volta a sair à rua nos dias 6 e 8 de março, das 14h30 às 18h00.


 


Carros alegóricos e grupos de animação desfilam pelas ruas da localidade. A iniciativa da Associação Cultural Moncarnaval, com o apoio da Junta de Freguesia local, tem entrada livre.


 


As crianças de Olhão também brincam ao Carnaval com um desfile que irá invadir a Avenida da República, na cidade, dia 4 de março, a partir das 10h00. Há diversos artistas e animação de rua.


 


Saiba mais sobre a programação em Olhão aqui.


 


A Associação Recreativa de Música de Faro (ARCM) organiza dia 5 de março, sábado, um concerto na sua sede com Lena D’Água acompanhada pela banda La Plante Mutante. O tema são os anos 80 e a animação after party, a partir da uma da madrugada, compete a Le DJ Solitaire e Disco Jocker Migas.


 


Em Faro, 23 carros alegóricos e algumas centenas de foliões vão desfilar no Jardim Manuel Bívar, dia 8 de março, a partir das 15h00.


 


Antes, no dia 4, a festa é dos petizes com o Desfile de Carnaval das Crianças, onde participam os alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo das escolas do concelho de Faro. O certame começa às 10h00, na Praça da Pontinha.


 


Saiba mais sobre a programação em Faro aqui.


 


Quanto a Lagoa, a festa é na Praia do Carvoeiro a partir das 22h00 do dia 5, com concerto de Tó Neto - Live Act - Black Stove com entrada livre.


 


Em Portimão há baile de Carnaval inspirado nos anos 70, com música dos 7venty 7even, dia 4, a partir das 22h00, no Café Concerto do TEMPO – Teatro de Portimão.


 


O Boa Esperança Atlético Clube Portimonense promove bailes de 5 a 8 de março, a partir das 22h00, e no dia 8 há concurso de máscaras infantil, às 15h00.


 


Ainda para quem gosta de dar um ‘pezinho’ de dança, há bailes no Sporting Glória Ou Morte Portimonense (dias 6, 7 e 8 – 22h00) e na Sociedade Vencedora Portimonense (dias 6, 7 e 8 – 21h30).


 


O Parque da Juventude tem animação no dia 6, a partir das 14h30, e há Festa de Carnaval no Sítio dos Fresquinhos, do Mercado de Portimão, dia 7, às 17h00.


 


Em Alvor a Associação Cultural e Recreativa Alvorense 1.º Dezembro promove bailes nos dias 5, 7 e 8, às 22h00.


 


Na Figueira (Portimão), há desfile de carros alegóricos, promovido pela Sociedade Recreativa Figueirense, nos dias 6 e 8, com passagem pela Estrada Nacional 125, Rua Principal da Mexilhoeira Grande e Rua Principal da Figueira.


 


Saiba mais sobre a programação em Portimão aqui.


 


Tavira convida à diversão com desfile de 10 carros alegóricos e cerca de 300 foliões nos dias 6 e 8 de março.


 


Os carros começam a circular a partir das 15h00, entre a Rua do Cais e a Rua José Pires Padinha.


 


Antes, no dia 4, há o desfile de mais de 800 alunos do pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico, na Praça da República, a partir das 10h00. Certame inclui este ano um concurso subordinado ao tema “Biodiversidade e Florestas”.


 


Ainda neste dia, às 22h30, a banda “La Plante Mutante” inicia os festejos carnavalescos, na sede da Casa do Povo de Santo Estêvão, assinalando, igualmente, o 68º aniversário daquela instituição.


 


Saiba mais sobre a programação em Tavira aqui.


 


“Em Lagos na Rota do Carnaval” é a proposta da cidade de Lagos, que aposta num roteiro cultural para estes dias de folia.


 


Visitas guiadas “À Descoberta do Património”, estão previstas para dia 7 de março, com partida do Posto de Turismo de Lagos (Edifício dos Antigos Paços do Concelho – Praça Gil Eanes), às 10h45 e 14h45.


 


O Centro Histórico da cidade recebe o grupo Sete Mares, com animação de rua, dia 4, a partir das 21h30.


 


Em Odiáxere (Lagos) acontecem desfiles de carros alegóricos, às 15h00, pelas ruas, e espetáculos de carnaval, às 18h00, no Largo do Moinho, ambos a 6 e 8 de março. Nos dias 4 e 8, a partir das 21h00, há baile no Clube Desportivo de Odiáxere.


 


Saiba mais sobre a programação em Lagos aqui.


 


Fonte: Observatório do Algarve

4549: Aviso Amarelo no Algarve

  Instituto Português do Mar e da Atmosfera - Avisos Faro Amarelo Agitação Marítima Válido entre 2026-01-16 00:00:00 e 2026-01-18 06:...