A Comissão de Utentes da Via do Infante agendou para 26 de novembro uma marcha de protesto contra a introdução de portagens na A22. Na calha estão ainda outras ações contra a medida que, a concretizar-se, será “uma catástrofe social a agravar a crise que o Algarve neste momento já tem”.
Uma marcha de protesto na Estrada Nacional 125 contra a introdução de portagens, já no dia 26 de novembro, foi uma das decisões que saiu da assembleia utentes da Via do Infante, realizada no passado sábado, em Loulé.
A marcha pretende canalizar os automobilistas aderentes ao protesto para Faro, mas pormenores como hora e ponto de encontro só serão decididos durante esta semana, conforme revelou ao Observatório do Algarve, João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante.
O representante da Comissão espera que tempo ajude à mobilização de muitos manifestantes e lembra que numa ação semelhante a 8 de outubro a chuva que se fez sentir foi o principal entrave à adesão.
No encontro, que contou com a participação de dezenas de pessoas, os participantes chegaram à conclusão que, “a serem introduzidas portagens aqui no Algarve, será uma catástrofe social a agravar a crise que o Algarve neste momento já tem”, contou João Vasconcelos.
No leque de medidas de protesto, a Comissão pretende também solicitar à Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) que agende uma reunião para discussão da introdução de portagens; lançar um inquérito online sobre o tema, “independentemente da requalificação da EN 125”; e promover um debate com algumas personalidades para aferir os impactos da medida na região.
João Vasconcelos avançou ainda a hipótese de uma ação de “desobediência civil de compra ao chip – ‘Não às portagens, não ao chip’”, que estará ainda a ser discutida, e revelou que irão existir iniciativas “surpresa e radicais”.
“Os cidadãos do Algarve estão revoltados e bastante aborrecidos com esta situação”, afirmou.
Para já, a Comissão vai reunir as assinaturas da petição contra as portagens, que João Vasconcelos estima serem cerca de 15 mil, para nos próximos dias agendar a entrega das mesmas junto da Assembleia da República.
Fonte: Observatório do Algarve
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