As portagens na Via do Infante não poderão ser cobradas em toda a sua extensão, já que os primeiros quilómetros da autoestrada (sentido Este-Oeste) estão localizados em pleno tabuleiro da Ponte Internacional do Guadiana, conforme constatou o «barlavento» no local.
Por essa mesma razão, e tendo em conta que será necessário garantir acesso às vias alternativas, é previsível que o percurso inicial de três quilómetros até ao nó de Castro Marim fique isento.
Apesar da iminência da introdução de portagens, não há até agora qualquer informação, em território espanhol, sobre os futuros métodos de pagamento – nem mesmo nas áreas de serviço –, tendo em conta que a única fronteira terrestre do Algarve dá acesso direto à Via do Infante.
No entanto, e de acordo com as normas estipuladas pelo Ministério dos Transportes e Comunicações, os proprietários de veículos com matrícula estrangeira estão impedidos de optar pelo pós-pagamento de portagens, sendo obrigados a comprar um dispositivo eletrónico normal ou a alugar um dispositivo temporário.
O aluguer implica o pagamento de uma caução de 27 euros e um carregamento inicial obrigatório de 50 ou 100 euros, consoante se trate de um veículo ligeiro ou pesado.
O valor do carregamento não será, contudo, devolvido (a menos que se opte pelo débito em cartão de crédito), o que faz com que uma pequena viagem ocasional de 20 quilómetros até Tavira acabe por custar 50 euros, em vez dos três estimados.
O «barlavento» tentou obter uma reação de cinco associações empresariais da província de Huelva (Espanha) sobre os preços a praticar, mas as entidades preferiram remeter-se ao silêncio.
Fonte: Barlavento Online
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