segunda-feira, 7 de setembro de 2009

757: Acesso à Ria de Alvor fechou, mas pessoas acharam novo caminho

Ria de Alvor ficou mais protegida do estacionamento selvagem com o fecho do acesso ao molhe. No entanto, as pessoas começaram a passar junto aos restaurantes de praia, tendo algumas ficado com os veículos atolados na areia.


 


O acesso ao molhe Nascente de Alvor, junto às piscinas, foi fechado no passado dia 28 de Agosto, tal como tinha garantido ao «barlavento» Manuel da Luz, presidente da Câmara de Portimão.



Mas os automobilistas depressa descobriram uma nova passagem junto aos restaurantes na praia para levarem o seu carro até o mais próximo possível das margens da Ria de Alvor.



Muitos deles acabaram por ficar atolados na areia e foi pior a emenda que o soneto para os infractores. No domingo, quando o «barlavento» foi ao local, encontrou carros atolados no caminho pedonal de areia, depois de se terem aventurado a passar. Os seus proprietários eram turistas portugueses e estrangeiros.



O acesso de terra batida junto às piscinas foi «fechado pela Junta de Freguesia de Alvor, em conjunto com os serviços da Câmara de Portimão», explicou o autarca Manuel da Luz. Foram colocadas duas estruturas de betão, ligadas por uma corrente, e sinalização a proibir a passagem, à excepção das entidades responsáveis.



Mas este impedimento só desmotivou alguns, pois outros continuaram a passar a Sul desse acesso. Alertado para o episódio do fim-de-semana passado, o edil afirmou que será agora necessário «tentar também resolver essa situação».



O estacionamento selvagem nas dunas da Ria de Alvor tinha sido denunciado num comunicado, divulgado há cerca de três semanas pelo núcleo do Algarve da Liga para a Protecção da Natureza, tendo-se juntado depois a Quercus a reivindicar o fecho do acesso.



A responsabilidade de fechar o acesso pertence à Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve, porque foi esta entidade que o abriu na Primavera, para as obras de dragagem da Ria de Alvor.



Fonte da ARH contactada pelo «barlavento» há duas semanas afirmou desconhecer que centenas de pessoas estavam a passar com os veículos para a ria, estacionando-os em cima das dunas naturais, mas garantiu que iriam ser feitas fiscalizações e tomadas medidas.



No entanto, com a questão das arribas a passar para primeiro plano, a presidente da ARH Valentina Calixto «pediu-me muito que tentasse resolver» aquele problema, explicou ao «barlavento» o presidente da Câmara de Portimão Manuel da Luz.



E acabaram por ser a Câmara e a Junta de Freguesia de Alvor a fechar o caminho, na sexta-feira, dia 28.



Além do estacionamento selvagem, as pessoas pisotearam as dunas criando novos trilhos e destruindo vegetação.



O autarca disse que têm que ser tomadas medidas, por isso «serão colocadas sinalizações» e realizadas acções para impedir que as dunas sejam mais danificadas.



A verdade é que este fim de semana de 5 e 6 de Setembro, alguém derrubou os pilares de cimento onde estão presas as correntes que cortam o acesso. Alguns carros chegaram a circular de novo na estrada de terra de acesso ao molhe Nascente da Ria de Alvor.



Moradores da zona voltaram a colocar a corrente, mas a situação não está ainda resolvida. O caso foi comunicado à Polícia Marítima.


 


Fonte: Barlavento Online

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