O Instituto de Meteorologia (IM) escusou-se hoje a relacionar o sismo de terça-feira com a derrocada de uma falésia na Praia Maria Luísa, em Albufeira, na sexta-feira, que causou cinco mortos e dois feridos.
Fernando Carrilho, director do Departamento de Sismologia e Geofísica do IM, disse em conferência de imprensa que a acção sísmica estimada no local da derrocada foi "extremamente baixa" e que o tremor de terra registado às 07h56 de terça-feira foi "um sismo fraco".
O abalo, com epicentro a 110 quilómetros a sul de Faro, teve magnitude de 4,2 na escala de Richter e foi sentido com intensidade máxima de apenas 2 na escala de Mercalli, que tem doze, no sul do Algarve, nomeadamente na zona do sinistro.
"O nível de vibração no local da derrocada foi de muito baixa intensidade", sublinhou.
Para o especialista do IM, o relacionamento entre o sismo e a derrocada "é muito difícil de fazer, porque se desconhecem as condições de estabilidade da falésia".
Segundo afirmou sexta-feira o ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, a falésia que ruiu tinha sido observada uma semana antes por técnicos da Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARH), não tendo sido detectado "risco de acidente a curto prazo".
De qualquer modo, três minutos depois da ocorrência, o Instituto de Meteorologia enviou para a Protecção Civil um aviso com uma estimativa do impacto do sismo.
Dada a sua muito baixa intensidade, o abalo não era susceptível de provocar danos em habitações, mesmo as de fraca qualidade de construção, precisou Fernando Carrilho.
Na sua perspectiva, será muito difícil apurar a causa exacta da derrocada entre uma série de factores que podem afectar a estabilidade das falésias, como os efeitos das marés, da força das ondas, dos ventos, da precipitação e da actividade sísmica.
Em Fevereiro de 2007, a região algarvia foi atingida por um sismo de magnitude 6 na escala de Richter e não teve qualquer efeito conhecido deste tipo.
Fonte: Observatorio do Algarve
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