construção da Barragem de Odelouca corre a bom ritmo e, no próximo Inverno, "começará a armazenar água" afirmou esta sexta-feira o ministro do Ambiente Nunes Correia, num seminário em Olhão sobre "Água e Turismo".
Falando na sessão de encerramento de um seminário no âmbito da IV Feira Nacional dos Parques Naturais que decorre em Olhão, o ministro do Ambiente explicou que "foram tomadas medidas inéditas para minimizar os impactos ambientais da Barragem", tendo exemplificado com a instalação de um centro que vai permitir a reprodução do lince ibérico, tal como existe no Parque Nacional de Doñana, em Espanha.
"No dia 28, vou estar na Serra da Malcata com a ministra espanhola para assinarmos já o protocolo de cedência dos linces", disse o ministro, afirmando ter um grande orgulho por poder associar o seu nome ao repovoamento do lince da Malcata, lembrando que desde muito novo se lembra das campanhas para o salvamento daquele animal.
O Polis da Ria Formosa, que vai beneficiar de um investimento de 87,5 milhões de euros, mereceu de Nunes Correia uma chamada de atenção, que foi uma constante em todo o seu discurso, a importância de estarem sempre ligadas as valorizações ambiental e económica e nunca com antagonismo.
"A valorização do parque é fundamentalmente uma valorização ambiental mas, daí, vai nascer uma grande valorização económica por razões evidentes", disse.
"Ecologia e Economia são duas palavras muito antigas e temos que as reconciliar", afirmou o ministro do Ambiente, elogiando a Câmara de Olhão que tem feito parcerias com departamentos ambientais.
"Um futuro próspero e harmonioso precisa de uma boa articulação entre o sector do turismo e uma boa gestão dos recursos naturais, esse é o caminho que continuaremos a trilhar", disse o ministro que abordou também a polémica questão dos campos de golfe, que são cada vez mais no Algarve mas que consomem muitos recursos hídricos, estes cada vez mais escassos.
Frisando que esta não é uma questão "insolúvel", falou na necessidade de uma acção de sensibilização mais pro-activa junto dos investidores para que consultem o Manual das Boas Práticas para a construção e gestão de campos de golfe, elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente.
"Hoje é claro que um campo de golfe bem projectado resolve os problemas ambientais", disse o ministro que frisou estar consciente de que os campos de golfe são "uma âncora do turismo no Algarve, até porque contrariam a sazonalidade" da actividade.
Fonte: LUSA
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