Os municípios de Faro, Olhão e Vila Real de Santo António poderão ficar ligados, dentro em breve, à investigação em Ecohidrologia Costeira, ao seu mais alto nível.
A Universidade do Algarve e o professor desta instituição Luís Chícharo já há muito lutam para trazer para a região esta unidade de investigação da UNESCO e estão bem perto de consegui-lo. Apesar de não haver ainda uma decisão final por parte da organização internacional, o processo já está na fase final.
Caso a decisão seja a de avançar com o Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira, a unidade de investigação será a 18ª no mundo com a chancela da UNESCO e apenas a segunda na Europa associada à organização internacional. Algo que espelha bem a sua importância.
Em Dezembro do ano passado, Luís Chícharo, o responsável pela candidatura apresentada pelo Governo à UNESCO, revelou ao «barlavento» que havia celeridade em definir quais os futuros espaços de acolhimento do centro. «Temos um mês para ultimar uma série de coisas e uma delas é a definição de instalações autónomas e perfeitamente reconhecidas», disse.
A Câmara de Olhão, que também se disponibilizou para ceder um espaço para os serviços administrativos do centro, anunciou que tem já um terreno reservado para construir, de raiz, laboratórios para o novo centro de investigação.
No dia em que apresentou o recém-construído Auditório Municipal de Olhão aos jornalistas, o presidente da autarquia Francisco Leal revelou que um terreno junto a esta infra-estrutura foi propositadamente deixado vago para erguer os futuros laboratórios do centro, mas também «um ninho de empresas».
Segundo o autarca, Olhão estará apenas à espera da luz verde da UNESCO para candidatar esta obra a fundos comunitários e começar a construir. Tudo isto demorará «cerca de um ano», revelou.
Entretanto, revelou em Dezembro Luís Chícharo, deverão ser aproveitados os laboratórios do Centro de Investigação de Ambientes Costeiros e Marinhos (Ciacomar), também em Olhão, para estabelecer a componente laboratorial da nova unidade de investigação.
A Câmara de Faro, por seu lado, aprovou em reunião de Câmara, no dia 12 de Março, ceder o edifício do Solar do Capitão-Mor, situado junto ao Teatro das Figuras, para acolher a sede institucional da unidade de investigação.
Para isso, foram já aprovados «os termos do contrato de comodato a celebrar entre o Município de Faro, a associação ICCE (International Centre for Coastal Ecohydrology) e a empresa municipal Teatro Municipal de Faro», que terá uma duração de sete anos. Na mesma reunião, foi deliberado que Faro se associasse à entidade internacional como «sócio fundador».
Francisco Leal revelou ainda, na mesma ocasião em que se mostrou disposto a construir laboratórios de raiz para o Centro Internacional Ecohidrologia Costeira que este também irá ter uma valência em Vila Real de Santo António.
Fonte: Barlavento Online
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