terça-feira, 13 de janeiro de 2009

546: Culturas de hortícolas e citrinos do Algarve destruídos em "grau elevado" pela geada

Alguns agricultores com estufas de tomates, pepinos, pimentos, "courgettes" e pomares de citrinos nas zonas de Faro, Olhão e Silves viram as suas culturas queimadas na totalidade ou parcialmente pelas geadas que caíram nos últimos dias no Algarve.


 


Em declarações à Agência Lusa, o responsável pela Uniprofrutal - união de associados que produzem hortícolas e citrinos - referiu que o frio de "carácter excepcional" das últimas três noites provocou nalguns casos "perdas totais de culturas".



"Observamos, em relação às estufas de horticultura, um grau de afectação muito elevado e nalguns casos com perdas totais das culturas", referiu Eduardo Ângelo, da Uniprofrutal, referindo que hoje é o primeiro dia que estão no terreno a avaliar os prejuízos do frio na agricultura algarvia.



As estufas de tomate, pepino e melão em Faro, Olhão e Silves são as culturas atingidas com maior gravidade, mas também o sector dos citrinos sofreu com as geadas, embora a situação seja menos grave, acrescenta aquele produtor, referindo que ainda é cedo para falar com áreas de cultura atingida, por ainda se estar a fazer o inventário no terreno.



Um produtor de citrinos adiantou à Lusa, no entanto, que existe "muita laranja queimada pela geada que ficou sem sumo na zona de Silves e de Alte.



Norberto Coelho, um produtor de agricultura biológica há quinze anos no Algarve, diz que não se recorda de um ano assim e jura que nem quer fazer as contas ao prejuízo que o frio dos últimos dias causou nas suas estufas.



"Só não 'arderam' os plásticos e os tubos das estufas", desabafa Norberto Coelho, sublinhando que parece ter havido um incêndio no meio hectare de cultura biológica que possui na zona da Tôr, concelho de Loulé.



A geada destruiu cerca de cinco mil pés de tomate, mil pés de pimento e quantidade idêntica de 'courgettes'. Até as culturas mais resistentes, como a alface e a couve, ficaram cozidas com o frio, adiantou aquele produtor de hortícolas.



Além das culturas de estufa, também as árvores de fruto que possui - abacateiros, laranjeiras e tangerineiras -, foram afectadas pela vaga de frio, num ano que Norberto Coelho só quer esquecer.



"Nem me queixei à Direcção Regional de Agricultura e Pescas, porque quando eles vão dar alguma coisa já o burro está morto", ironiza, acrescentando que a melhor solução é "começar a trabalhar novamente".



A Agência Lusa contactou o responsável pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPalg), que confirmou que estão desde hoje de manhã no terreno equipas daquele organismo a fazer o levantamento dos estragos causados pelas geadas nas culturas.



"Não sabemos ainda qual o universo de produtores afectados, nem o montante dos prejuízos, que serão determinados ao longo da semana", acrescentou Joaquim Castelão Rodrigues.


 


Fonte: LUSA


 



http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=381847&tema=27


 


Fonte: RTP


 

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