O movimento cívico olhanense quer ter personalidade jurídica, para melhor exercer o direito à cidadania e ver esclarecidas as questões que levanta.
Para já, são apenas um movimento cívico, mas querem tornar-se uma associação dentro em breve.
O movimento Somos Olhão (SO!) fez a sua apresentação oficial numa conferência de imprensa que teve lugar no passado sábado no restaurante «A Catedral do Marisco», em Olhão, e assume a tarefa de denunciar o que, na sua opinião, vai mal neste concelho.
O movimento já vinha desenvolvendo uma fervorosa actividade online, através do blog http://somosolhao.blogs.sapo.pt, que dinamiza. Desde sábado, os principais membros do grupo saíram da blogosfera para dar a cara pelas causas que defendem. E não são poucas.
Raul Coelho, Lourenço Mendonça, José Castanheira e António Terrramoto foram os elementos que apresentaram o movimento, no passado sábado. Uma sessão que contou ainda com a presença de outros activistas pela cidadania olhanenses, nomeadamente os representantes do Fórum Olhão e da APOS-Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão.
Na sessão que, apesar de ser dedicada aos jornalistas, contou com a presença de muitos olhanenses, os elementos do SO! reiteraram algumas das denúncias que tem vindo a fazer online, muitas delas ligadas ao sector do urbanismo.
Como frisaram os elementos do grupo, esta não é a única área onde se pretendem mover, mas é aquela onde os casos são mais flagrantes.
Uma das acusações feitas foi de falta de resposta por parte da Câmara de Olhão a pedidos de esclarecimento feitos pelo movimento, que já motivaram queixas dirigidas às entidades responsáveis pela inspecção ao poder local, à Assembleia da República e até à Procuradoria Geral da República.
«Estamos dispostos a levar as nossas queixas a instâncias europeias. Temos uma reunião marcada para dia 12 de Dezembro com a eurodeputada Ilda Figueiredo», revelou Raul Coelho.
Uma das questões colocadas pelo movimento foi a alegada falta de divulgação da discussão pública dos Termos de Referência do Plano de Pormenor para a Zona Histórica de Olhão.
O SO! promete ainda ficar atento «aos contínuos atentados contra a Ria Formosa» e também à «a falta de transparência» que alegam existir «na gestão municipal».
Os membros do movimento queixam-se ainda de pressões que terão obrigado a uma mudança de última hora no local da conferência de imprensa.
«Até à passada quinta-feira, estava tudo marcado para ser na Sociedade Recreativa Olhanense (SRO). Mas, nessa noite, a direcção reuniu-se de emergência e decidiu que não podia ser lá», referiram.
Segundo Raul Coelho, os dirigentes da SRO justificaram a sua decisão com o facto «de ter sido pedida uma sala para uma sessão pública e não para uma conferência de imprensa». «A conferência já estava marcada há mais de um mês e até já era para ter sido», garantiu.
Os membros do SO! apelaram ainda àqueles que se revejam no seu trabalho a contribuir, já que, para ser uma associação e ter personalidade jurídica, o movimento terá que ter dinheiro não só para a sua constituição formal, mas também para assegurar a sua actividade.
Fonte: Barlavento Online
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