A empresa Águas do Algarve inicia este mês a produção de energia eléctrica verde com a instalação da primeira micro-hídrica na Barragem de Beliche, uma acção no âmbito do protocolo de Quioto, instrumento para lutar contra as alterações climáticas.
Em declarações à Lusa, fonte da Águas do Algarve explicou que um dos passos para reduzir a emissão de dióxido de carbono (CO2) em cerca de uma tonelada/ano é a instalação de micro-hídricas na Estação de tratamento de Água de Beliche ainda este mês.
"Está em fase de conclusão e produzirá 65 quilowatt-hora (kWh) por ano, o que vai permitir reduzir a emissão de CO2 para a atmosfera na ordem das 33.4 toneladas/ano", indica a Águas do Algarve.
Outra solução para produzir energia verde e reduzir a emissão de CO2 é a instalação em 2009 de uma mini-hídrica em Alcantarilha, concelho de Silves, estrutura que vai aproveitar a energia potencial e cinética da água existente nas condutas para produzir energia eléctrica através de hidro-turbinas.
Segundo a Águas do Algarve, prevê-se que a nova estrutura de Alcantarilha permita produzir perto de dois mil quilowatt-hora em 2010, uma medida para reduzir CO2 na ordem das "950 toneladas/ano", indica a mesma fonte.
A Águas do Algarve acrescenta ainda que junto de todas as estruturas que detém na região espalhadas por quase todos os 16 concelhos algarvios vão ser instalados painéis solares fotovoltaicos, um investimento na ordem de um milhão de euros.
São 149 sistemas solares fotovoltaicos que vão ser instalados nas estruturas dos Sistemas Municipalizados de Abastecimento de Água e de Saneamento do Algarve é outra alternativa.
Com esta solução de energia solar haverá uma produção por ano de energia amiga do ambiente que rondará as 281.238 kWh, o que se traduz numa redução da emissão de CO2 para a atmosfera de 143 toneladas por ano.
A Águas do Algarve anuncia também que está a estudar o potencial eólico da região nos terrenos de que é proprietária, assim como está em fase de estudo a produção de energia através de centrais de digestão anaeróbica (que não utilizam oxigénio livre) com recurso a biogás.
A mini-produção de energia eléctrica verde a partir dos Sistemas Multinacionais de Abastecimento de Água e de Saneamento no Algarve serve para ajudar a cumprir as metas do Protocolo de Quioto, instrumento para lutar contra as alterações climáticas, esclarece a empresa algarvia, recordando que é "uma actividade acessória".
A maioria dos países industrializados que assinaram o Protocolo de Quioto comprometeram-se a reduzir em cinco por cento, em média, as suas emissões de determinados gases com efeito de estufa.
Fonte: LUSA
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