| Pescadores com incentivos à criação de empresas | |
Há 435 milhões de euros para o novo Programa Operacional das Pescas. O programa prevê apoios à criação de Grupos Costeiros de Acção Local. Estes grupos podem receber até 70% de investimento a fundo perdido para a criação de pequenas e médias empresas. A novidade foi anunciada esta quarta-feira pelo secretário de Estado Adjunto da Agricultura e Pescas na inauguração da EXPOMAR 2008 em Olhão. Luís Medeiros Vieira explicou que os grupos costeiros serão “um conjunto de instituições como associações de pescadores, associações empresariais e ou câmaras municipais, que se organizam para desenvolver actividades de interesse colectivo”. “O objectivo é aumentar a coesão social, económica e ambiental das regiões através de várias iniciativas”, salientou o membro do Governo. Um exemplo será “a criação de pequenas e médias empresas que complementem o rendimento dos pescadores”. As candidaturas vão ser abertas já em Abril. Aquacultura, transformação e formação profissional dos pescadores são algumas das áreas a privilegiar. “Tudo depende da dinamização por parte das instituições para que consigam cativar projectos de investimento. Poderão ter apoios até 70% a fundo perdido. Trata-se de um instrumento de política que irá certamente contribuir para aumentar a complementaridade dos rendimentos dos pescadores”, esclareceu o responsável. Questionado sobre como serão os pescadores informados das medidas anunciadas, o secretário de Estado revelou que o Governo irá implementar “um grande esclarecimento, uma grande divulgação de todo o programa operacional para os próximos sete anos”. A divulgação chegará às associações de pescadores bem como às câmaras municipais. O edil local, Francisco Leal salientou que o município já está a trabalhar “no sentido de criar nesta zona do Algarve um grupo de acção costeira local”. “E tal como já fizemos anteriormente por exemplo com Quadro Comunitário de Apoio, nós próprios tomaremos a iniciativa de promover a divulgação e o acesso fácil dos nossos pescadores aos fundos comunitários e à modernização”. “O facto de estarmos no início de um processo de desenvolvimento turístico não significa que diminuiremos o nosso interesse pela pesca – que é hoje a nossa principal actividade económica - e prova disso é esta EXPOMAR”, ressalvou Francisco Leal. O presidente da autarquia de Olhão reforçou depois: “O Governo estar hoje aqui nesta inauguração, com estas novidades, ou ter fixado em Olhão a sede nacional do IPIMAR também demonstra a importância que dá à actividade da pesca”. “Durante sete anos poderão ser apresentadas candidaturas. Com este programa estão criadas condições porque há recursos financeiros. Mas é necessário que os projectos sejam projectos válidos”, acentuou o secretário de Estado. |
Fonte: Região Sul
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