A Rádio Universitária do Algarve RUA FM e o «barlavento» deram esta semana continuação à colaboração no âmbito do programa CRIA FM, com uma entrevista à Governadora Civil Isilda Gomes. A entrevista, cuja primeira emissão teve lugar na quarta-feira, pôde voltar a ser ouvida no sábado, na frequência 102.7 FM ou em www.ruafm.pt.
O sistema de vigilância de incêndios algarvio está a ser remodelado, num trabalho conjunto «entre o distrito de Faro e o de Beja».
«Queremos rentabilizar as torres colocadas no lado do Algarve e as que foram colocadas no lado do Alentejo», de modo a aproveitar ao máximo os recursos disponíveis, revelou a Governadora Civil Isilda Gomes.
A representante do Governo na região é a convidada do Cria FM desta semana, numa entrevista feita em conjunto pela RUA FM e pelo «barlavento». Isilda Gomes falou do seu trabalho enquanto Governadora Civil, desde há oito meses para cá e de alguns projectos futuros.
As questões da prevenção e combate a incêndios acabaram por requerer a atenção imediata da Governadora Civil assim que tomou posse, em Junho de 2007, e continuam a ser uma das suas principais preocupações.
Apesar de não querer ainda adiantar o dispositivo para 2008 e as medidas a implementar, Isilda Gomes não deixou de frisar que o dispositivo já existente na região «está muito bem preparado».
«O resultado é visível. Temos tido uma redução significativa da área ardida. Em 2007 só arderam três hectares em área florestal. Se pensarmos que, em 2003, arderam 65.500 hectares em área florestal, pode-se ver bem o trabalho destes agentes», considerou.
Também a segurança mereceu um olhar especial da governadora. «Em 2007 tivemos mais 22 vítimas mortais nas estradas algarvias que em 2006. Mas, ainda assim, foi o segundo melhor ano da última década», referiu.
«Daí termos constituído o Observatório de Segurança Rodoviária», que tem trabalhado para «resolver possíveis causas de acidentes em determinados locais da região». Neste âmbito, já foram «implementadas medidas».
Dá o exemplo de um cruzamento em São Bartolomeu de Messines, onde já foi iniciada a construção de uma rotunda, e dos semáforos na EN 125, na zona do Arneiro, concelho de Faro, cuja dessincronização, entretanto resolvida, motivava acidentes.
No que diz respeito à imigração, e ao facto de o Algarve poder ser já um ponto de entrada das rotas de extra-comunitários em situação ilegal, Isilda Gomes desdramatiza, apesar do episódio que teve lugar em Dezembro passado, altura em que um grupo de cidadãos africanos naufragou na Ilha da Culatra.
«Essas pessoas até ficaram um bocado aborrecidas quando perceberam que tinham vindo parar a Portugal e não a Espanha» disse. Mas, ao mesmo tempo, considerou que não é caso para relaxar e que as autoridades estão atentas ao problema.
Já no que toca ao papel dos Governos Civis, que alguns consideram obsoleto, Isilda Gomes diz não concordar com essa visão, mas até deixa uma posição curiosa.
«Quem me dera ser a última Governadora Civil do Algarve. Isso significaria que a regionalização era uma realidade», considerou.
Fonte: Barlavento Online
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