sábado, 26 de janeiro de 2008

109: Borboletas povoam Serra do Caldeirão

Algumas espécies de borboletas elegem a Serra do Caldeirão como habitat. As características deste ecossistema são um pólo de atracção.




Uma equipa do Centro de Conservação das Borboletas de Portugal (Tagis) desenvolveu há dois anos um projecto na Serra do Caleirão, que separa o barrocal algarvio das planícies do Baixo Alentejo, durante o qual foram identificadas 43 espécies de borboletas diurnas, mais de metade das que existem em toda a região.


Com cerca de 135 espécies diferentes de borboletas diurnas registadas em Portugal (nocturnas são mais de duas mil), a maior diversidade concentra-se no Parque Natural de Montesinho, Bragança, onde existem 80.


O Algarve apresenta alguma diversidade porque, segundo Maria João Verdasca, investigadora do Tagis, os matos estão bem conservados e as zonas de sobreiros, azinheiras e medronheiros são excelentes habitats para aqueles insectos.


A Borboleta do Medronheiro, a maior diurna do País e cuja lagarta se alimenta exclusivamente de medronho, é uma das espécies presentes na Serra do Caldeirão, que pode encontrar-se nos pontos mais elevados e nos meses mais quentes.


É também aqui que surgem em força na Primavera as três e únicas espécies da família "Papilionidae" em território nacional: a Borboleta Carnaval, Borboleta Cauda de Andorinha e Borboleta Zebra.


Mas nem tudo são rosas para as borboletas. Algumas espécies estão a ser seriamente ameaçadas pelo caos urbanístico, que destrói os seus habitats, a poluição e a invasão de espécies exóticas, como o eucalipto.


Nas zonas de cultivo desta árvore, oriunda da Austrália e Tasmânia e bastante utilizada em Portugal por causa do negócio da madeira, não costuma haver muitas borboletas, que se fixam em torno de espécies locais.


No Algarve, a espécie "Melitea Aetherie", presente na zona do Barlavento, está seriamente ameaçada, e poderá desaparecer caso nada se faça de "urgente", diz a bióloga, que está a fazer uma tese de mestrado sobre o tema.


"As borboletas têm um papel-chave na cadeia alimentar, já que além de excelentes polinizadoras, muitos animais dependem delas para a sua sobrevivência", explica Maria João Verdasca.


Os morcegos alimentam-se de borboletas e alguns pássaros também incluem as lagartas na sua alimentação habitual, fazendo com que aqueles insectos conhecidos pelas suas cores exuberantes sejam muito importantes nos ecossistemas.


 


Fonte: Observatório do Algarve


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